Ao tratar de direitos trabalhistas ligados à maternidade, o gestor afirmou que “torce para que as servidoras não engravidem ao mesmo tempo”, comentário classificado como machista e ofensivo por participantes do encontro.

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- REDAÇÃO com informações Uol
Uma declaração do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), feita durante reunião em outubro de 2025, provocou forte reação entre servidoras municipais e representantes do funcionalismo público. Ao tratar de direitos trabalhistas ligados à maternidade, o gestor afirmou que “torce para que as servidoras não engravidem ao mesmo tempo”, comentário classificado como machista e ofensivo por participantes do encontro.
A fala ocorreu durante uma reunião que discutia o pagamento do adicional de insalubridade e um benefício denominado “prêmio saúde”, voltado às servidoras afastadas em licença-maternidade. Em vez de apresentar soluções administrativas para garantir os direitos previstos em lei, o prefeito optou por uma declaração considerada desrespeitosa e incompatível com o cargo que ocupa.
Para representantes sindicais, a manifestação do chefe do Executivo municipal revela uma visão distorcida sobre a licença-maternidade, direito assegurado pela Constituição Federal. “A maternidade não é um problema de gestão. Cabe à Prefeitura se organizar para garantir direitos, não constranger servidoras”, afirmou uma liderança do funcionalismo, sob reserva.
Especialistas em direito administrativo e trabalhista destacam que declarações desse tipo podem reforçar práticas discriminatórias no ambiente de trabalho e desestimular mulheres a exercerem plenamente seus direitos. A legislação brasileira garante licença-maternidade sem prejuízo de salário ou benefícios, sendo obrigação do poder público planejar-se para assegurar sua execução.
Em nota enviada ao site UOL, a Prefeitura de Cuiabá diz que a fala foi “retirada de contexto”, e que “não reflete a realidade da administração municipal nem os valores da gestão, que tem como princípio a valorização das mulheres e o respeito aos direitos das servidoras públicas”.
Servidoras relatam desespero após corte
Atualmente existem 54 mulheres de licença-maternidade na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, de acordo com dados da prefeitura. Uma delas é a enfermeira Paula Francielly, 27, cujo bebê sofre de dermatite atópica e hérnia inguinal. Ela usava o valor total do seu benefício, de R$ 800, para pagar plano de saúde.
“Foi um choque receber o salário sem o prêmio”, conta a servidora. Ela conta que está de licença desde setembro e sofreu a redução na remuneração em dezembro sem ser avisada. “O meu plano de saúde este mês veio R$ 1.000, o meu prêmio ajudava no pagamento. E agora de onde vou tirar? Estou gastando com consulta particular porque em Cuiabá não atendem pelo plano, então ter um corte destes no salário é muito complicado”, diz a servidora.
Fonte do vídeo e algumas informações: site Uol






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