Gisa Barros se destaca na Câmara com postura firme, independente e em defesa da população

Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

Escola de Cuiabá isola porão onde alunas teriam sofrido abuso sexual

Professor está preso há 10 dias pela suspeita de abusar de três alunas.
Estudantes e professores recebem apoio psicológico após os crimes.

Dhiego MaiaDo G1 MT
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Escola Marcelina de Campos em Cuiabá (Foto: Dhiego Maia/G1)Professor suspeito de abusar das alunas em Cuiabá foi afastado da sala de aula (Foto: Dhiego Maia/G1)
A rotina da Escola Estadual Marcelina de Campos, em Cuiabá, não é mais a mesma há 10 dias, desde que o local virou alvo de uma investigação policial depois que um professor de matemática foi apontado por três alunas de 8, 10 e 13 anos, como suspeito de ter abusado sexualmente de todas elas. Segundo a denúncia, os abusos teriam acontecido no porão da escola. O professor, que tem 43 anos, está preso preventivamente no Anexo II da Penitenciária Central do Estado (PCE) desde o dia 29 de maio.
Depois de o fato vir à tona, a direção da escola tomou algumas medidas. A principal foi isolar o acesso dos alunos ao porão com a instalação de um portão. Antes do escândalo, as crianças brincavam livremente na quadra de esportes da escola, onde também está localizado o porão. Atualmente, as brincadeiras estão concentradas apenas no pequeno pátio da instituição, que fica no bairro Santa Amália.
Segundo uma aluna do quinto ano ouvida pelo G1, o porão é escuro, cheira a mofo e é utilizado pela escola para guardar produtos de limpeza, bandeiras e documentos antigos. Além dos abusos, outra aluna relatou ao G1 que o local também servia para encontros entre os estudantes. “Entravam um monte de guri lá com meninas. Um menino arrebentou o cadeado da porta só para entrar lá”, afirmou a aluna.
Uma das responsáveis pela investigação, a delegada Luciani Barros classificou o porão de ‘esquisito’ e que não “deveria ter numa escola”. O G1 apurou que a porta que dá acesso ao local também recebeu uma grade para dificultar o acesso dos estudantes. O muro da escola também deve ser aumentado e um matagal podado.
Escola Marcelina de Campos em Cuiabá (Foto: Dhiego Maia/G1)Direção da escola tomou medidas para evitar acesso ao
porão onde teriam ocorrido abusos (Foto: Dhiego Maia/G1)
Desde o ocorrido, alunos e professores da Marcelina de Campos convivem sob um clima de apreensão. Uma professora que falou ao G1, mas preferiu não se identificar, disse que era impossível acreditar que o colega de trabalho dela teria sido o autor dos crimes sexuais. “Ele era maravilhoso, um professor exemplar e dedicado. Nunca isso teria passado pela minha cabeça”, afirmou.
G1 passou algumas horas na escola e acompanhou de longe o vaivém de crianças do quinto e sexto períodos com idades entre oito e nove anos deixando as salas de aula para prestar depoimento às delegadas da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica). A cada fila formada pelas crianças rumo à sala dos depoimentos, outros alunos do lado de fora diziam: “Ela também foi abusada?”. “Eu não estou acreditando que ela também foi para o porão”.
As crianças que prestaram depoimento à polícia foram as mesmas que apareceram nas imagens gravadas pelas câmeras instaladas na escola entrando no porão no período em que os abusos teriam ocorrido. Outras menores que tomaram conhecimento do fato pelas supostas vítimas também foram ouvidas. Os depoimentos se sucederam ao longo desta semana tanto na escola como na sede da Deddica. As delegadas têm um prazo exíguo para concluir o inquérito porque o suspeito está preso.
Estamos dando apoio psicológico às crianças e professores que foram afetados pelo problema"
Ema Dunck Cintra
secretária-adjunta de Políticas Educacionais
Duas crianças que foram retiradas da sala de aula para prestar esclarecimentos à polícia saíram da escola chorando. Ao G1, elas disseram estar com medo. “Elas [delegadas] chamaram todo mundo que era amiga das meninas [vítimas dos abusos]”, disse uma estudante.
Acompanhamento psicológico
Para a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), o caso é atípico e merece um acompanhamento sistemático para reverter o dano causado na escola. Em entrevista ao G1, a secretária-adjunta de Políticas Educacionais da Seduc, Ema Marta Dunck Cintra, afirmou que tanto os professores, como os alunos, de uma forma geral, estão sendo acompanhados por uma equipe de especialistas da Seduc. “Estamos fazendo aquilo que compete à Seduc dando apoio psicológico às crianças e professores que foram afetados pelo problema”, disse.
Ema Cintra ainda declarou que durante as investigações da polícia, o professor envolvido no escândalo não poderá voltar à sala de aula até o encerramento dos procedimentos da polícia. E se o professor for considerado culpado pelos crimes, ele deve ser exonerado dos quadros da rede estadual de ensino. Em paralelo às investigações da polícia, um procedimento administrativo foi aberto pela Seduc para apurar a conduta do servidor.
Professor foi preso nesta quarta-feira quando prestava depoimento à polícia (Foto: Polícia Civil/assessoria)Professor foi preso por suspeita de abusar de três
alunas em Cuiabá (Foto: Polícia Civil/assessoria)
Entenda o caso
Os casos de abusos sexuais foram descobertos na Escola Marcelina de Campos após uma das supostas vítimas do professor, de 10 anos, ter aparecido na escola com notas de R$ 50, o que chamou a atenção da direção da unidade.
Conforme informou a polícia, a coordenadoria da escola pediu explicações à família da criança. Depois de várias tentativas, a vítima contou, primeiramente, à namorada do irmão, que era estuprada rotineiramente pelo professor.
De acordo com a delegada Luciani Barros, a primeira vítima do professor foi uma adolescente de 13 anos e o abuso sexual teria acontecido no dia 2 de abril. A adolescente foi chamada pelo suspeito para um encontro marcado no porão da escola. Lá, ela foi estuprada e depois, segundo a polícia, foi orientada pelo suspeito a chamar ‘outra coleguinha’, a vítima de 8 anos, que também teria sido abusada no local.
As vítimas de 8 e 13 anos disseram à polícia que foram abusadas pelo professor apenas uma vez, mas a menina de 10 anos revelou que além dos abusos serem constantes, ela era coagida pelo suspeito a não contar o que ele fazia com ela a ninguém.
De acordo com a perícia da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), as meninas de 13 e 10 anos foram estupradas. Já a criança de 8 anos foi vítima de atos libidinosos. A conclusão consta em laudos periciais que foram juntados ao inquérito.
O que mais intriga polícia é que as vítimas não tinham contato com o professor. Todas elas estudavam à tarde, período em que o suspeito não dava aulas. Ele trabalhava desde 2011 na escola e, inclusive, chegou a ser coordenador da unidade, o que, para a polícia o tornou ‘isento de qualquer suspeita’.
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Crianças vítimas de estupro em hospital serão ouvidas no local

A polícia planeja ouvir as crianças vítimas de violência sexual dentro do Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro da cidade, segundo a chefe da Polícia Civil do Rio, a delegada Martha Rocha. Segundo ela, o projeto deverá ter início com um piloto no local onde teriam ocorrido os abusos.
Rocha disse que o modelo a ser usado é inspirado em um projeto do Rio Grande do Sul e está sendo debatido com o Ministério Público Estadual. "Vamos tentar ouvir depoimentos ainda no hospital. Haverá uma sala própria para que o procedimento seja todo realizado pelo DCAV [Delegacia da Criança e Adolescente Vítima]."
A delegada afirma que "é uma forma de evitar que a criança passe novamente pelo momento de dizer [o que ocorreu] na delegacia ou na frente do juiz e do promotor". Balanço
Foram registrados 1.822 casos de estupro no Estado do Rio entre janeiro e abril deste ano, segundo dados da Polícia Civil. No mesmo período, foram presas 70 pessoas acusadas desse tipo de crime. O levantamento mostrou que 68% dos casos ocorreram em residências e quase metade das vítimas são crianças (48%).
"Boa parte desses casos acontecem dentro de casa", afirmou a delegada. De acordo com a polícia, 64% dos casos de estupro foram resultado de violência por parentes ou por conhecidos. Em apenas 36% das ocorrências, a vítima foi atacada por desconhecidos.
Rocha comentou o caso recente de estupro ocorrido no Leblon (zona sul), onde uma adolescente de 14 anos foi estuprada na praia em abril. Ela disse que o delegado que investiga o caso informou que o resultado do exame de DNA do acusado, um homem de 31 anos, deu positivo.
 

Criança é encontrada morta em flat e pais são presos em Fortaleza

Uma criança de três anos foi encontrada morta em um flat, por volta das 18h deste sábado, 8. Os suspeitos pela morte do garoto são os pais, o holandês Stefan Smith e a cearense Antônia Cláudia Marques da Silva. Após denúncia de vizinhos do casal, que estava hospedado no flat 'Porto Jangada', os policiais do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) e do 2º Distrito Policial seguiram para o local e realizaram o flagrante. O holandês foi encaminhado ao 2º DP e deve ser transferido nesta segunda-feira, 10, para a Delegacia de Capturas, segundo o inspetor Argus Aguiar. Já a cearense foi encaminhada ao Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa (IFP).

 Redação O POVO Online

Suspeito de matar jovem na Jatiúca é detido pela Polícia Militar


Marcos Antonio Umbuzeiro de Souza Costa Júnior, de 27 anos, teria matado o jovem Rafael Sarmento Cavalcante de Gusmão Lima Silva

Na madrugada dessa sexta-feira (7), policiais da equipe Rocom 3, do 1º Batalhão de Polícia Militar, detiveram Marcos Antonio Umbuzeiro de Souza Costa Júnior, 27 anos, suspeito de assassinar o jovem Rafael Sarmento Cavalcante de Gusmão Lima Silva, de 18 anos, na Rua Cabral Aciole, próximo à Igreja El Shaday, no bairro de Jatiúca. A ação contou com o apoio das guarnições Rocom 2 e 6, do referido batalhão, e da equipe RP 1 de Radiopatrulha.
Conforme os técnicos do Instituto de Criminalística, o jovem foi atingido com dez perfurações de munições calibre 380, em várias partes do corpo. A namorada da vítima confessou aos policiais que o autor do homicídio invadiu o apartamento em que estavam, levando a vítima, ameaçando-lhe com uma arma, e em seguida, executando-a no local do crime.
As guarnições, juntamente com o delegado da Força Nacional, deslocaram-se até a residência do autor, situada no bairro de Ponta Verde, onde foram encontrados oito bonés de marcas diversas; uma balança de precisão; uma máquina fotográfica; três HD's externos; três aparelhos celulares; sete chips de celulares (operadoras diversas); 25 munições calibre 380 e um notebook.
Também foram apreendidas quantias, em espécie, nos valores de: R$ 4 mil e R$ 700; € 1 mil e 100; e US$ 10 dólares; além do veículo utilizado no crime, um Fiat Strada, placa MVH-8744, cor preta.
Arma
A arma não foi encontrada na residência do autor. Marcos Antonio disse aos policiais que a mesma estaria com um amigo e comparsa, identificado como Diogo. As guarnições retornaram ao apartamento da vítima e apreenderam quatro aparelhos celulares; um notebook; três maricas; duas parangas com odores típicos de maconha e cocaína; seis cigarros e um triturador de maconha e uma balança de precisão.
As guarnições conduziram os envolvidos na ocorrência à Delegacia de Homicídios, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.

Afif e Daltro, lei e ação diferente

Em São Paulo, o chefia do MPE recomendou à Assembleia Legislativa que declare a perda do cargo do vice-governador paulista Guilherme Afif por acumular a função com a de ministro da Micro e Pequena Empresa no governo federal. Sustenta que há inadimissibilidade no acúmulo das funções. A lei torna incompatível a acumulação do cargo público com mandato eletivo federal, estadual ou distrital. Em MT, há um caso similar, envolvendo o vice-governador Chico Daltro, do PSD, mesmo partido de Afif. Daltro acumula também cargo de secretário das Cidades e, respaldado em lei, dita regras na Ager, MT Fomento, Defesa Civil e Cepromat. A PGE, que ensaiou parecer contrário ao acúmulo de cargos, "amarelou". O MP segue em silêncio. O deputado Emanuel Pinheiro não encontra respaldo no combate aos superpoderes de Daltro.

SAÚDE E FETHAB Base governista dificulta oposição e duas CPIs podem não sair


Enquanto Pandolfi (PDT) tenta emplacar a CPI do Fethab, Brunetto (PT) deve propor CPI para investigar medicamentos vencidos

RepórterMT
Base governista é Base governista é "maioria esmagadora"
RENAN MARCEL

Na próxima terça-feira (11) o deputado Ademir Brunetto (PT) deve utilizar o Plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) para propor a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que tem o objetivo de investigar o descaso com as dezenas de caixas de medicamentos de alto custo que estragaram no depósito do Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas), em Cuiabá, e foi destaque negativo na imprensa nacional. 
 
A iniciativa deve enfrentar as mesmas dificuldades de outra CPI, a do Fundo de Transporte e Habitação de Mato Grosso (Fethab), que patina pela Casa por falta de assinaturas. Isso porque a base governista na Casa é “maioria esmagadora”, como explicou o deputado Márcio Pandolfi (PDT), que propôs a CPI do Fethab.
 
Apesar da já prevista dificuldade, o deputado petista é otimista e espera conseguir as oitos assinaturas necessárias para aprovar a criação da CPI. “Espero que meus pares ajudem a investigar esse fato vergonhoso assinando a proposta. Eu vou fazer a minha parte e quero que seja aprovada e implantada [a CPI]”, afirmou.
 
Outras CPIs
 
Além desses dois requerimentos, a Assembleia possui outras duas CPIs: a do MT Saúde e a da Telefonia Móvel. Essa última foi criada em abril de 2013, com 16 votos a favor da proposta do deputado Ondanir Bortolini (Nininho, do PR). A CPI deve investigar a má qualidade dos serviços prestados pelas operadoras de telefonia, que lideram o ranking de reclamações nos Proncons de todo o Brasil, descumprindo normas da Anatel e do Código de Defesa do Consumidor. Apesar de aprovada, esta CPI ainda não foi instalada, pois falta definir quem serão os outros quatro membros da Comissão, além do proponente, que exerce a função de presidente, conforme regimento interno da AL.
 
Já a CPI do MT Saúde, presidida pelo deputado Walter Rabello (PSD), está na fase da relatoria. O deputado Emanuel Pinheiro (PR), relator da CPI, começou, no fim de maio, a analisar os documentos recebidos, junto com os auditores da Comissão. 
 
Pinheiro acredita que o prazo estabelecido, que é de 30 dias, será suficiente para terminar o relatório final sobre o caso. Mas não descarta a possibilidade de utilizar os 20 dias extras, caso haja necessidade.
 
Segundo o deputado, a CPI deve fazer os apontamentos e propostas alternativas para a manutenção do plano de saúde, já que, devido a ela, a autarquia passou a ser mais fiscalizada. “A CPI salvou o MT Saúde, por isso temos o compromisso de apresentar uma proposta que veja o plano como uma ação social, que viabilize a sua consolidação”, explicou.
 
A fiscalização a que se refere o deputado se deve às denúncias de desvio de dinheiro público envolvendo o ex-presidente do plano, Gelson Smorcinski, e o ex-secretário estadual de Adminstração, César Zílio, atual presidente da MTPar, empresa criada recentemente para gerenciamento dos ativos financeiros e patrimoniais de Mato Grosso. Inicialmente, os valores chegam aos R$ 20 milhões.
 
Sobre as denúncias, o deputado promete rigor na hora de montar o relatório.  “Vamos analisar todos os documentos que recebemos e todas as denúncias que existem com o maior rigor possível. O relatório vai ter encaminhamento cível e penal, para que as instâncias cabíveis façam as devidas punições, doa a quem doer”, avisou Pinheiro. 
 
 Os problemas do MT Saúde começaram a chamar a atenção em 2011, quando o pagamento a hospitais e clínicas credenciados ao plano atrasou, persistindo a pendência até meados de 2012. A situação ficou tão crítica que os serviços foram suspensos em vários hospitais e os 17 mil servidores filiados na época, (com os dependentes o número de pessoas atendidas chegava aos 54 mil) ficaram sem atendimento, mesmo com o valor do plano sendo descontado na folha de pagamento.
 
Durante a crise, o plano foi administrado por três empresas diferentes, que não solucionaram o problema. Uma auditoria contrata pelo Fórum Sindical de Mato Grosso identificou que os responsáveis pelo plano de saúde dos servidores cometeram má gestão na autarquia.
 
O documento do Fórum chegou a apontar que a empresa contratada em 2011, a Saúde Samaritano, não tinha capacidade técnica, econômico-financeira e operacional para administrar o MT Saúde. Mesmo assim, os dirigentes firmaram contrato coma empresa.
 
“Mesmo após a SSAB (Samaritano) mostrar sinais de que não seria capaz de cumprir com o objeto do contrato, o MT Saúde atestou os pagamentos para a empresa”, diz conclusão do documento assinado pela auditoria. O contrato do MT Saúde com a Samaritano era de R$ 56,6 milhões e, desse valor, a empresa recebeu R$ 21,3 mi.
 
 Nesse momento de caos, uma debandada de filiados abandonou o plano.  A bomba explodiu e a Assembleia Legislativa criou a CPI em outubro do ano passado. 
 
Em 2013, Francisco Faiad (PMDB) foi nomeado secretário estadual de Administração e tenta emplacar um trabalho de resgate do MT Saúde, com projeto de reestruturação do plano, que prevê, entre outras coisas, a cobrança por faixa etária (como são os planos privados) e não por faixa salarial. Atualmente, segundo assessoria, são realizadas nove mil atendimentos por mês.

Sem meio-termo, quem é O HOMEM CHAMADO RIVA - político endeusado e satanizado


EDUARDO GOMES
Vereador, passe aqui no (meu) gabinete amanhã, às 6 – diz o deputado ao celular.
Do outro lado da linha o vereador quer detalhes da audiência – Às 6 da tarde, deputado?
- Não; às 6 da manhã, porque às 6 da tarde tenho compromisso em Confresa.
Todos os dias, do começo da manhã até altas horas, a rotina do deputado é assim: agenda cheia. Esse ritmo é sua marca característica há quase 19 anos, quando assumiu pela primeira vez mandado na
Assembleia Legislativa de Mato Grosso e, desde então, a controla se alternando entre a presidência e a primeira secretaria.
Em Mato Grosso não é necessário perguntar quem é esse deputado. Todos os conhecem, é José Riva (nesta foto). Mais ainda: uma parte da população o tem por líder, outra o sataniza.
Também é dispensável perguntar o que acontece nesse momento com Riva. Todas as bocas dirão: está afastado da presidência da Assembleia por decisão do juiz da Vara Especializada em Ação Popular e Ação Civil Pública de Cuiabá, Luiz Bertolucci, que foi mantida por unanimidade pela Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça e por liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski; o ministro negou deferimento ao pedido de liminar contra o afastamento de Riva.
Afinal, quem é Riva, essa figura que desperta os mais diversos sentimentos?
Nos meios políticos fora da Assembleia Riva é uma espécie de liderança quase onipresente e bem acima das questões partidárias. Quem preside a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) é o prefeito de Juscimeira, Chiquinho do Posto, filiado ao PSD de Riva e seu liderado. Quem dirige a União das Câmaras Municipais é a vereadora por Colíder, Ismaili Donassan, também do PSD e do grupo de Riva.
No Tribunal de Contas do Estado (TCE) três conselheiros são ex-deputados estaduais: Sérgio Ricardo, Humberto Bosaipo (afastado por improbidade pelo Superior Tribunal de Justiça) e Domingos Neto (que tinha nome parlamentar de Campos Neto); todos chegaram ao TCE com as bênçãos de Riva, que também abençoou o ex-deputado estadual Alencar Soares, que se aposentou enquanto conselheiro.
Mauro Mendes se elegeu prefeito de Cuiabá (PSB) e o candidato do PSD, Carlos Brito, teve votação pífia. Riva não se deu por vencido. Lançou seu genro João Emanuel (PSD) a presidente da Câmara e ele ganhou a disputa; João Emanuel chegou à Câmara com 5.824 votos – o mais votado - sendo que na eleição anterior não foi além de modesta suplência no PP com 2.320 votos. Detalhe: quando não passou de suplente João Emanuel não era genro de Riva.
Riva não admite, mas controla boa parte do governo, dos cargos mais humildes ao secretariado. Além disso, o governador peemedebista Silval Barbosa costuma rezar por sua cartilha desde os tempos em que foi deputado pelo PTB e PMDB; em parte de seus dois mandatos consecutivos Silval compartilhou o poder na Mesa Diretora da Assembleia com Riva.
O deputado Riva responde a muitas ações; não se sabe ao certo quantas, mas 100 é a referência. O Ministério Público Estadual (MPE) o acusa por improbidade administrativa, formação de quadrilha e outros crimes. Promotores dizem que o deputado teria desviado mais de R$ 60 milhões dos cofres públicos.
Apesar do volume de ações no Cível, Riva até agora se livrou de todas, menos uma, e sempre jura inocência. A única que o condenou foi por suposto desvio de R$ 2,6 milhões numa transação feita há mais de 12 anos com a empresa Sereia Publicidade. O deputado insiste que teve o direito de defesa cerceado e alega que o TCE reconheceu por meio de auditoria solicitada pelo Ministério Público Estadual que a Sereia prestou os serviços contratados à Assembleia. A ação que o condenou também puniu de igual modo Humberto Bosaipo, que compartilhava com ele a gestão da Mesa Diretora.
ALTO E BAIXOS
curtasJosé Geraldo Riva é um capixaba que acompanhando a família foi ainda criança em busca de dias melhores no Paraná. Em 1979, com o diploma de técnico em Contabilidade debaixo dos braços, mudou-se para Juara, município na calha do rio Arinos e que dava seus primeiros passos. A profissão era conhecida como guarda-livros. Riva se orgulha dela e conta que sua família era muito pobre. Seu pai, Dauri Riva, reuniu os filhos e sem alternativa pediu que eles escolhessem um para continuar os estudos, porque não poderia pagar escola para todos. A decisão dos irmãos foi unânime: “Vai o Zezé, que é mais ‘danado’”. Habilidoso e considerado ‘letrado’ para a época, ganhou a confiança da população e três anos depois de desembarcar naquela cidade se elegeu prefeito pelo nanico PMN.
LEGENDA: Riva e no sentido contrário ao relógio o senador e então governador Blairo Maggi, o então vice e agora governador Silval Barbosa e o à época deputado estadual Dilceu Dal'Bosco
Riva assumiu a prefeitura de um lugar totalmente desconhecido até mesmo em Mato Grosso. Ele sabia que se não divulgasse Juara seu desenvolvimento seria lento e penoso. Como se fosse caixeiro-viajante, percorreu o Paraná vendendo a boa imagem de sua nova terra. A política promocional apresentou bom resultado e em pouco tempo sua cidade ganhou título de realeza: virou Rainha do Café.
No começo de 1989 o mandato de Riva na prefeitura chegou ao fim. No ano seguinte, se lançou a deputado estadual com apoio de caciques políticos, que sabiam no que daria aquela aventura. A região de Juara tinha pequeno eleitorado e sua candidatura serviria apenas para somar voto à coligação de seu PMN.
A previsão dos manda-chuva foi apenas parte do desfecho da eleição de 1990. Riva empatou em número de votos com Homero Pereira, do PRN coligado ao PMN. O desempate pela primeira suplência seria por idade. Homero é mais velho: nasceu em 25 de maio de 1955. Riva, nascido em 8 de abril de 1959, viu Homero assumir uma cadeira.
A fase política adversa de Riva se estendeu a 1992, quando disputou e perdeu a eleição para prefeito de Juara. Nem mesmo a coleção de tropeços em pouco tempo o desanimou e, em 1994, estava novamente nos palanque pedindo apoio para deputado pelo PMN. Naquele ano conseguiu chegar à Assembleia, com 8.090 votos. Começava assim sua ligação umbilical com o parlamento mato-grossense.
Em 1998 Riva foi o candidato a deputado estadual mais votado, com 29.776 votos. Repetiu essa condição em 2002, com 65.389 votos; em 2006, com 82.799 votos; e em 2010, com 93.594 votos.
Nesse longo período na Assembleia trocou de partido algumas vezes: saiu do PMN para o PSDB, deste para o PP e recentemente liderou a criação do PSD.
Plenário é território ainda estranho para Riva. Desde sua posse em janeiro de 1995, por cinco vezes presidiu e por duas foi primeiro-secretário da Assembleia. Nesse período enfrentou contratempos. Na legislatura anterior foi afastado da presidência e posteriormente teve o mandato cassado por decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por crime de compra de votos na eleição de 2006, no município de Santo Antônio de Leverger; Riva recorreu dessa decisão no Tribunal Superior Eleitoral e a reverteu. Cassado, foi candidato à reeleição em 2010 e, mesmo fora do poder, foi novamente campeão de votos ao cargo.
Riva é o deputado mais atuante e o que mais apresenta projetos e indicações. Sua liderança sobre os deputados é tamanha, que recentemente a Assembleia mudou seu regimento interno para permitir a reeleição de presidente, manobra esta que tinha endereço certo.

CÉU E INFERNO
curtasRiva é endeusado por prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e políticos de modo geral nos municípios. Seu perfil parlamentar em algumas situações o faz administrador informal, mas com muito poder. Se uma ponte quebra, o gabinete procurado é o dele; se uma comunidade busca uma escola, seu porta-voz é ele; não importa onde nem quando a barriga dói, o que importa é saber que “o Riva” tem solução pra tudo, ou quase isso. O endeusamento abre caminho para as grandes votações e seu poder que funde e confunde Assembleia e governo.
LEGENDA: Aberto aos admiradores, Riva dança o Chorado com bailarina do conjunto Aurora do Quariterê, na Festança, em Vila Bela da Santíssima Trindade
A satanização fica por conta de grupos em Cuiabá e nasceu com o desencadeamento da operação Arca de Noé, realizada pela Polícia Federal em dezembro de 2002, na capital e outros municípios, para desbaratar um esquema de jogo do bicho, cassinos e agiotagem que era comandado pelo bicheiro e Comendador João Arcanjo Ribeiro.
Em meio a documentos apreendidos nas factorings de Arcanjo em Cuiabá, policiais encontraram cheques da Assembleia e notas promissórias daquele Legislativo avalizadas por Riva e Humberto Bosaipo.
Arcanjo era homem muito poderoso. Parte da elite brigava pelo direito de ser fotografada ao seu lado. Seus cassinos viviam abarrotados por figuras ilustres. Seu jogo do bicho tinha as extrações transmitidas pelo rádio e televisão. Suas cestas de natal eram tradicionais e aguardadas com ansiedade por magistrados, empresários, políticos e jornalistas. Seu patrimônio era quase um império. Mato Grosso se rendia ao Comendador, que tinha hábitos simples e professava sua fé em São Benedito assistindo às famosas missas das 5h.
Quando Riva chegou ao poder Arcanjo era remédio sem contra-indicação para todos, indistintamente. Pouco antes de assumir a presidência da Assembleia, Riva viu seu colega deputado Gilmar Fabris fechar a Assembleia administrativamente em protesto contra atrasos nos repasses do duodécimo. Mato Grosso atravessava período crítico. O governo não tinha pontualidade nem mesmo para quitar folha salarial; servidores estaduais e até da prefeitura de Cuiabá eram obrigados a se sujeitar à contratação de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) como parte de triangulação de seus órgãos com bancos e eles próprios.
Os primeiros passos de Riva no poder coincidiram com um período de insegurança e da descrença generalizada. Por não ser poder arrecadador, o Legislativo precisava (e precisa) de receber duodécimo.
Sem previsão de recebimento, a Mesa Diretora emitia cheques informalmente pré-datados e duplicatas aos seus fornecedores e prestadores de serviços se viravam como podiam - o que na prática se traduzia em trocá-los nas factorings de Arcanjo.
A descoberta dos cheques e duplicatas despertou forte reação inclusive nos comensais de Arcanjo. Esse fato jogou um imaginário tridente nas mãos de Riva. Mas se analisado em sua amplitude no contexto do acontecimento não seria mais que algo rotineiro num Estado onde um bicheiro sozinho tinha tanto ou mais poder que a soma do poder de suas instituições.
Mesmo enfrentando turbulências no começo de sua trajetória na Assembleia, Riva foi o principal responsável pela construção de sua nova sede, pela regularização de sua folha salarial e pela sua modernização administrativa que pode bem ser simbolizada pelo fim da emissão de cheques e a efetivação dos pagamentos com depósitos na conta dos servidores e favorecidos.

FOTOS 1 e 3 Mário Friedlander e 2 Edson Rodrigues
FONTE: Manchete da Revista MTAqui edição de maio
REPRODUÇÃO: O material pode ser reproduzido desde que na íntegra, inclusive mantendo o título e citando a fonte e o endereço eletrônico do site

Deputado Riva lamenta morte do jornalista Marcos Coutinho


 Redação
O deputado estadual José Riva (PSD) lamentou a morte do jornalista Marcos Coutinho, fundador e diretor executivo do Grupo Olhar Direto, ocorrida na madrugada deste domingo (9), em Cuiabá. Segundo o parlamentar, Marcos Coutinho era um entusiasta pelo jornalismo e um dos mais experientes profissionais da mídia mato-grossense.
“É com pesar que recebo essa notícia, a morte de Coutinho deixa um vazio na imprensa, entre os amigos e principalmente, na família. Lamentamos profundamente a sua morte e quero deixar nossos sentimentos à família, que Deus a conforte neste momento tão difícil”.
Riva lembrou a paixão de Coutinho pelo jornalismo. “Além de ser um grande amigo, ele era um profissional diferenciado, apaixonado e extremamente dedicado pela profissão. Para Coutinho, a notícia sempre estava em primeiro lugar, não importava o horário. Com certeza, sua morte deixa uma lacuna no jornalismo em Mato Grosso”, opinou.
De acordo com informações de familiares e amigos, o jornalista estava em casa e sentiu fortes dores de cabeça, vindo a falecer. A suspeita é que a morte foi motivada por um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Coutinho deixa esposa e três filhos. Ainda não há informações sobre o horário do velório e sepultamento. Um dos jornalistas mais experientes de Mato Grosso, Marcos Coutinho fundou o Grupo Olhar Direto, na qual era o diretor-executivo. Formado pela Universidade Metodista de São Paulo, passou pelas redações dos jornais A Gazeta, Folha do Estado, foi correspondente da Gazeta Mercantil e também atuou em assessorias de imprensa.

Como se prevenir para evitar o estupro


A polícia informa que os estupros acontecem em todas as regiões de Sorocaba
Notícia publicada na edição de 09/06/2013 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 006 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
André Moraes

andre.moraes@jcruzeiro.com.br

Certa manhã, Maria Aparecida saiu de sua casa, sozinha, e foi até o ponto de ônibus mais próximo, que fica a dois quarteirões de onde mora. Ela estava pensando no dia corrido que teria pela frente, com muito trabalho, e não estava atenta a nada do que acontecia ao seu redor. Após cerca de dez minutos de espera pelo ônibus, ela foi surpreendida por um homem encapuzado, que a segurou forte pelo braço e, sob ameaças, disse para ela não gritar, pois senão isso poderia lhe custar a vida. Quieta e com muito medo, ela foi levada pelo desconhecido a um terreno baldio, onde foi violentada sexualmente.

Essa é uma história fictícia, porém representa a realidade de muitas mulheres que acabam sendo marcadas por sua vida toda, por conta desse tipo de violência, que preocupa autoridades que trabalham na defesa dessas vítimas em Sorocaba.

O estupro acomete uma pessoa, seja ela criança, adolescente ou adulta, a cada dois dias no município, conforme dados da Delegacia da Defesa da Mulher (DDM), já divulgados pelo Cruzeiro do Sul no último dia 5, que mostrou que 97 estupros aconteceram entre janeiro e maio de 2013. Mas se estendermos essas estatísticas para mais 22 cidades da região, esse número chega a 236 pessoas abusadas nesse mesmo período, conforme um levantamento feito com base nos atendimentos do Núcleo de Atendimento Imediato às Vítimas de Violência Sexual do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), que existe na cidade desde 2002.

Em Sorocaba, a delegada da DDM, Ana Luíza Salomone revela que os estupros acontecem em todas as regiões da cidade, não havendo uma incidência maior em algum determinado bairro. "Os locais em que ocorrem os crimes são bem salpicados pela cidade."

Essas estatísticas intrigam os especialistas que trabalham na área de atendimento às vítimas, que, por meio das conversas e do colhimento de depoimentos, acabam encontrando formas de ajudar as outras mulheres - que representam a grande maioria das vítimas, chegando a 90% dos casos - a evitarem de ser abordadas pelos agressores.

As dicas de segurança podem até ser já de conhecimento das mulheres sorocabanas, porém a médica Rosana Maria Paiva dos Anjos, que é coordenadora do Núcleo de Atendimento Imediato às Vítimas de Violência Sexual do CHS, destaca que são muito importantes para dificultar a ação dos estupradores. Segundo ela, as mulheres devem evitar andar sempre sozinhas e distraídas, pois assim elas se tornam os principais alvos dos agressores, que são muito observadores. "Tenha sempre em mãos qualquer coisa que possa ameaçar ou machucar o agressor, como um guarda-chuva, por exemplo, porque assim a mulher consegue distanciar o agressor. Ele procura a pessoa que acha que nada vai acontecer a ela, que esteja mais distraída", relata Rosana.

Outra questão destacada pela médica seria a rotina que a mulher tem no seu dia a dia, assim como a história relatada no início dessa reportagem, que poderia ser algo já analisado pelo criminoso. Por ele ser muito observador, Rosana afirma que ele fica atento a uma mulher que toma sempre o mesmo caminho para trabalhar, por exemplo, e que esteja sempre desacompanhada. "Tudo que é rotina facilita a questão do agressor", acrescenta. Com isso, o mais indicado a se fazer seria escolher rotas alternativas em alguns dias da semana, pois assim a mulher conseguiria despistar o estuprador.

A psicóloga do Centro de Referência da Mulher (Cerem) - que atende mulheres que sofrem qualquer tipo de violência -, Bianca Bonassi Pichiguelli, concorda com Rosana, na parte de o agressor ser bastante observador, e, baseada nos atendimentos que já fez às vítimas, ela percebe que o agressor já esteve observando o seu alvo por algum tempo antes do ataque. "Geralmente, o agressor não vê a vítima pela primeira vez e a ataca, mas sim ele percebe que ela sai de um lugar, entra no ônibus, e sempre distraída. Se eles perceberem que a mulher está sempre com alguém, sempre conversando com alguém ou andando em grupo, ele fica com um pouco mais de receio", considera.


Lugares movimentados


Apesar de a maioria dos casos de estupro que vitimam mulheres adultas acontecer com a abordagem em lugares escuros e vazios, a psicóloga do Cerem afirma que não se pode esquecer que existem ocorrências em que os agressores não se intimidam com a luz do dia e de lugares movimentados para encontrar suas vítimas. Segundo ela, certa vez chegou um caso no Cerem de uma mulher que estava andando pelo Centro da cidade, na região da praça central Coronel Fernando Prestes, quando por volta do meio-dia um indivíduo chegou a seu lado e disse para fingir que os dois eram um casal, a ameaçando de morte caso ela fizesse alguma coisa para chamar a atenção da multidão. A mulher ficou paralisada de medo, conforme conta Bianca, e não gritou, somente deixou ser levada pelo agressor. "Então ele foi a levando até o carro e assim a levou para um local deserto, onde ocorreu o estupro", relata a psicóloga.

Com isso, ela ressalta que as mulheres devem ficar atentas em todos os lugares. "Essas mulheres que passaram por aqui, que foram vítimas, tinham o costume de andar muito sozinhas. Nunca atendi nenhum caso em que a mulher estava acompanha quando foi abordada. Infelizmente, apesar de ser difícil, tenho que pedir para as mulheres sempre andarem com alguma companhia e mais atentas, porque os agressores se aproveitam da distração. Teve um caso de uma mulher que até falou que era muito distraída, sempre andava sozinha, nunca se atentou à sua bolsa, ou seja, sempre foi um alvo fácil, tanto para ladrão, quanto para o estuprador", alerta Bianca.

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Iracema defende que durante a Copa não sejam decretados feriados ou férias escolares


Esta semana a deputada Iracema Portella (PP-PI) discursou para falar sobre uma iniciativa da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
É o Pacto pela Proteção dos Direitos das Crianças e Adolescentes durante as Copas das Confederações e do Mundo no Brasil. O pacto foi assinado pelas doze cidades-sedes.
'Entre os compromissos do Pacto, estão, por exemplo, a criação de campanhas educativas em toda a rede hoteleira para alertar sobre os riscos da exploração sexual e do trabalho infantil; a manutenção de plantões nos conselhos e delegacias especializadas; e a garantia de que não sejam decretadas férias ou feriados escolares nos dias de jogos das Copas das Confederações e do Mundo', declarou Iracema.

Publicado Por: Aquiles Nairó

MPPE fecha prostíbulos em Buenos Aires


Oito estabelecimentos comerciais que funcionam como casas de prostituição no município de Buenos Aires, na Zona da Mata Norte, terão que ser interditados pela prefeitura. Esta é a recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) que recebeu informações sobre os locais, os quais, além de serem destinados à exploração sexual, são pontos de encontro de traficantes de drogas, de consumo de entorpecentes, de práticas de jogos de azar, de venda de bebidas alcoólicas a adolescentes e de poluição sonora.

De acordo com o documento, assinado pelo promotor de Justiça Eduardo Henrique de Melo, tanto a Polícia Militar quanto a prefeitura já elaboraram relatórios a respeito dos estabelecimentos. As conclusões relatadas foram: todos os locais estão com alvarás de funcionamento irregulares; é comum a ocorrência de crimes violentos nas áreas próximas aos estabelecimentos; e nas casas fiscalizadas foram constatadas presenças de mulheres exploradas sexualmente e quartos destinados para estas atividades.

O delegado de Buenos Aires ficou responsável por instaurar inquéritos policiais contra os responsáveis pelos estabelecimentos comerciais para apurar a prática de crimes tipificados no Código Penal Brasileiro. O promotor solicitou que a conclusão destes inquéritos seja realizada em 30 dias. Já o prefeito, além de interditar os locais, deve conceder 90 dias para que todos os bares e restaurantes da cidade regularizem os alvarás de funcionamento, os quais devem ser avaliados pelas Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar e Vigilância Sanitária. Caso a regularidade não seja restabelecida, está prevista a interdição dos locais até a devida regularização.

Fonte:culturalfm96
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Pastor religioso julgado à porta fechada por abuso sexual


O Tribunal começou hoje a julgar à porta fechada um pastor religioso de uma Assembleia de Deus por, alegadamente, ter abusado sexualmente de duas menores que, à data dos factos, tinham 10 e 15 anos.
O coletivo de juízes da 4.ª Vara Criminal de Lisboa decidiu realizar o julgamento à porta fechada, tendo em conta o tipo de crimes em causa. Ao contrário do que inicialmente as autoridades adiantaram, o pastor pertence à congregação de uma Assembleia de Deus e não a uma igreja Batista.
Fonte ligada à investigação disse à agência Lusa que o arguido, atualmente pastor numa congregação em Sacavém, não compareceu hoje em tribunal, no qual esteve o seu advogado e as mães das duas menores, irmãs, uma das quais ex-companheira do arguido.
Segundo o despacho de acusação, a que a Lusa teve acesso, o arguido, hoje com 34 anos, é suspeito de, entre 2008 e 2009, ter cometido crimes de cariz sexual com as vítimas, uma das quais sua enteada e prima da adolescente.
De acordo com o MP, os alegados atos sexuais foram praticados em duas habitações - uma em Lisboa, outra em Loures -, que o arguido começou por frequentar e mais tarde habitou, maritalmente, com a mãe da criança mais nova.
O casal teve uma filha em comum e, após ter conhecimento dos factos, a mulher separou-se do suspeito.

Jovem é preso acusado de abuso sexual


Rapaz teria violentado uma menina de cinco anos na casa da vítima; pena pode chegar a 15 anos
Júlio César foi flagrado violentando menina de cinco anos / Redação RioJúlio César foi flagrado violentando menina de cinco anosRedação Rio
Júlio César Justino, de 19 anos, foi preso no final da noite de ontem acusado de molestar uma menina de cinco anos na casa da vitima, na Estrada Guando do Sapê, em Campo Grande, zona Oeste. Conhecido da família, o rapaz costumava freqüentar a casa da menina.
De acordo com parentes, os pais estavam na sala quando ouviram gritos da criança e flagraram o abuso. Os próprios familiares do acusado o levaram ate policiais do batalhão de Campo Grande e afirmaram que o jovem sofre de problemas mentais.
 O Júlio César confessou o crime e pediu desculpas para os pais da menina. A criança foi levada para o Hospital Pedro Segundo, em Santa Cruz e depois para o Instituto Médico Legal para passar por exames. O rapaz foi autuado por estupro de vulnerável, a pena pode chegar até 15 anos de prisão.