Gisa Barros se destaca na Câmara com postura firme, independente e em defesa da população

Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

PEDOFILIA MT:ABUSO:EXPLORAÇÃO:TRÁFICO DE PESSOAS:Deputados-secretários capitalizam eleitoralmente com mais recursos


Flávia Borges


João Malheiros, Antônio Azambuja e Teté Bezerra comandam as três secretárias que mais trazem respaldo eleitoral
       Três deputados afastados e que compõem o staff do governador Silval Barbosa (PMDB) têm a oportunidade de capitalizar eleitoralmente com os cargos assumidos. Os secretários estaduais de Cultura, João Malheiros, de Esporte e Lazer, Antônio Azambuja, e de Desenvolvimento do Turismo, Teté Bezerra, não têm economizado nas canetadas com o intuito de conquistar apoio político.
      Malheiros tem o "poder" de liberar recursos para projetos ligados à cultura. Na última quinta (29), por exemplo, destinou nada menos que R$ 70 mil para apoio ao projeto de festival de teatro estadual ou nacional.
     Outro exemplo foram os R$ 80 mil concedidos ao festival de artes integradas, na Baixada Cuiabana, além de outros R$ 80 mil para o mesmo projeto no interior. O mesmo valor foi liberado ao Salão Jovem Arte, também na Baixada Cuiabana.
      Quando o assunto é Esportes e Lazer Azambuja também não economiza. A última "mandada" foi a liberação de R$ 600 mil para a realização da Copa Sulamericana de Vôlei. Como reconhecimento, além de ficar marcado como o secretário que conseguiu trazer para Mato Grosso um evento nacional, Azambuja foi aplaudido de pé pelos torcedores.
     Além disso, o deputado-secretário também R$ 35 mil para a federação de Karatê-Do e outros R$ 30 mil para a Prefeitura de Cláudia, para a realização da competição do campeonato do Vale da Madeira.
     Teté não é diferente. Tem uma das pastas mais articuladas do Estado nas mãos. Liberou na última quinta R$ 80 mil para a Prefeitura de Terra Nova do Norte realizar a 6ª Exposição Agropecuária do município, a Expoterra.
     Ela também autorizou R$ 22 mil para a execução de um convênio entre a pasta e a Fam-Tour Abeta Summit 2011, além de R$ 15 mil para o 1º Festival de Pesca de Juscimeira.

PEDOFILIA MT:ABUSO:EXPLORAÇÃO:TRÁFICO DE PESSOAS:Lessa desmente acusações e afirma que juiz age a mando e por vingança


Da Redação - Alline Marques
Foto: ReproduçãoLessa desmente acusações e afirma que juiz age a mando e por vingança
O desembargador aposentado e secretário de Justiça e Direitos Humanos, Paulo Lessa, desmentiu as acusações feitas pelo juiz José Geraldo Palmeira e alega que as denúncias feitas pelo magistrado são apenas por vingança e ainda insinua que exista outra pessoa manipulando Palmeira. Ele questiona ainda o fato do juiz ter demorado tanto tempo para denunciá-lo.

Lessa destaca um processo ocorrido em 1995, quando Palmeira foi afastado da magistratura após ter sido denunciado de participar de um esquema de prostituição de detentas, além de conceder benefícios para presos, em sua maioria, condenados por tráfico de drogas. Com isso, Palmeira teria ganhado alguns “presentes” dos bandidos.

O voto de Lessa é bem enfático na condenação de Palmeira e por isso ele estaria tentando se vingar do desembargador. Em entrevista ao Olhar Direto, o secretário destacou ainda que também votou pelo afastamento do juiz em outro processo, no qual o desembargador Orlando Perri foi o relato.

“Ele tem raiva de mais há 14 ou 15 anos, por isso ele está fazendo isso. É um absurdo. Não tenho nada a ver com isso. Alguém está por trás disso tudo. Se isso fosse verdade porque não falou antes”, afirmou em entrevista ao Olhar Direto.

A denúncia, relatada pelo desembargador aposentado Flávio Bertin, relata que detentos, maioria condenado por crimes de tráfico de entorpecentes, gozavam de benefícios concedidos de forma ilegal, que incluíam autorizações de saídas e transferências de presídios, sob a arquitetura do juiz José Geraldo da Rocha Barros Palmeira, na época Juiz das Execuções Penais e Corregedor Geral dos Presídios, “secundado, de forma generosa e complacente, pelo último denunciado - Dr. Mauro Delfino César, então Promotor de Justiça oficiante naquele órgão, responsável pela fiscalização do mesmo”.

“Emergiu, também, dos trabalhos dessas comissões, a existência de promiscuidade no relacionamento sexual entre detentas do Presídio Feminino de Santo Antônio de Leverger, que eram levadas quinzenalmente, em ônibus do Estado, à penitenciária do Pascoal Ramos, nesta cidade, sob a ordem do primeiro denunciado - Dr. José Geraldo da Rocha Barros Palmeira, para realizar congressos sexuais entre os reeducandos, fatos que também eram do conhecimento do Promotor de Justiça, ali oficiante, e ora o último denunciado - Dr. Mauro Delfino César”, revela trecho do acórdão.

Confira o voto do desembargado Lessa

VOTO(26-2-98)

O SR. DES. PAULO INÁCIO DIAS LESSA (7º. VOGAL)
Senhor Presidente:

Egrégio Tribunal Pleno:

Pedi vista dos autos não só em razão da complexidade dos fatos narrados, mas principalmente em razão da divergência entre os votos precedentes.

Após a análise minuciosa dos autos entendo que os pressupostos legais para o prosseguimento da ação sobressaem tranqüilos dos elementos até agora trazidos aos autos, razão pela qual, com a devida "vênia" dos entendimentos contrários, voto pelo recebimento da denúncia.

E assim o faço, em razão de que eventuais dúvidas, nesta fase processual, não militam em favor dos denunciados, mas sim inversamente em favor da sociedade e principalmente do Poder Judiciário que viu-se envolvido, através da denúncia lançada contra um de seus integrantes. E após a denúncia, um dos denunciados lançou acusações contra três Juízes de Direito, titulares da Comissão Auxiliar da Corregedoria, além de ataques contra o próprio Presidente deste Tribunal.

Não se pode sonegar da comunidade a apuração das acusações lançadas e muito menos dos próprios denunciados em provar a impertinência das acusações, as dúvidas devem ser extirpadas a bem da paz social e da segurança dos poderes constituídos, sendo de todo inadmissível de antemão rechaçar as graves acusações, é de se permitir a apuração dos fatos.

"Peço vênia" aos eminentes pares para ler partes da denúncia:
"A partir do mês de abril do corrente ano, a imprensa local veiculou, em seus principais órgãos de comunicação, notícias de privilégios ilegais concedidos a traficantes de drogas e práticas de prostituição entre detentos da Penitenciária de Pascoal Ramos e detentas do Presídio Feminino de Santo Antônio de Leverger.

Em conseqüência, instalou-se no âmbito do Ministério Público, da Secretaria de Justiça e do Poder Judiciário, comissões destinadas a proceder completa apuração dos fatos.

E, efetivamente, como se demonstrará, descobriu-se que vários detentos, notadamente os processados por crimes de tráfico de entorpecentes, recolhidos nos estabelecimentos penais da Capital, gozavam de benefícios concedidos ao mais completo arrepio da lei, que incluíam criminosas "autorizações de saídas" e "transferências de presídios", sob a organização e planejamento da autoridade responsável pela Vara das Execuções Penais e Corregedoria-Geral dos Presídios, o aqui primeiro denunciado, Dr. José Geraldo Barros da Rocha Palmeira, Juiz de Direito, com a complacência do também acusado, Dr. Mauro Delfino Cesar, Promotor de Justiça, oficiante na referida Vara e responsável direto pela fiscalização dos estabelecimentos penitenciários, ilícitos que contavam com a ativa e consciente participação dos demais acusados.

Veio à tona, também, a degradante promiscuidade existente no relacionamento sexual entre detentas do Presídio Feminino de Santo Antônio de Leverger, que eram levadas, quinzenalmente, por ordem direta do Magistrado acusado, em ônibus e viaturas da Secretaria de Justiça, à Penitenciária de Pascoal Ramos, para "encontros íntimos" com os reeducandos ali custodiados, fato que era, também, do pleno conhecimento do Promotor de Justiça, ora acusado, que omitiu-se quanto às providências de seus mister.

Diante, pois, de tudo o quanto foi apurado pelas comissões, através de farta prova testemunhal, documental e pericial, cuja documentação serve de lastro à presente, restaram comprovados, de suas condutas, os seguintes ilícitos penais:..."

Descreve em minúcias a vestibular acusatória onze condutas ilícitas comissivas e omissivas, aduz ainda que: "... restou esclarecido que os acusados José Geraldo Palmeira, José Ribeiro Viana e Cesarino Delfino Cesar, passaram a adquirir apartamento e veículos novos, nacionais e importados, ..." e, especificamente contra o magistrado, afirma:

"Constatou-se que, apenas no período compreendido entre fevereiro e março deste ano, o acusado José Geraldo Palmeira adquiriu 05 (cinco) veículos, três nacionais e dois importados: um Fiat Tempra-placas JYB-5191, um GM Ômega CD-placas BET-0790, um Ford Escort XR3-placas AZ-0900, um Suzuki Swift HT-placas JYS-1313 e um Mitsubishi Eclipse-placas KAK-3333......."
Completando:

"O acusado José Geraldo Palmeira adquiriu a Waldir Antonio Serafim da Silva, no mês de abril do corrente ano, um apartamento no Edifício Goldem Garden, nesta cidade, ao preço de US$ 200.000,00 (duzentos mil dólares), dando como parte de pagamento, relativa à entrada, dois veículos..."

Eminentes colegas, como consignado no relatório da lavra do Desembargador Flávio José Bertin, que resumiu com maestria as condutas atribuídas aos denunciados, incluindo daquele integrante deste Poder, tenho que cumpre-me repisar, não os detalhes dos fatos, mas apenas e tão-somente os dispositivos penais que foram endereçados ao magistrado Dr. José Geraldo da Rocha Barros Palmeira, transcrevendo os artigos citados:

l. - Crime contra a administração pública, concussão, seis vezes em concurso material (art. 316 c/c art. 69 do CP).

"Art. 316. Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida: Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa".

2. - Crime contra a fé pública com agravante da função pública, duas vezes e em concurso material (art. 299, parágrafo único c/c art. 69 do CP).

"Art. 299. Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante:

Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de um a três anos, e multa, se o documento e particular.

Parágrafo único. Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil, aumenta-se a pena de sexta parte".

3. - Crime contra a administração pública em continuidade de crime contra os costumes (art. 337 e art. 228, na forma do art. 71 caput do CP.)

"Art.337. Subtrair, ou inutilizar, total ou parcialmente, livro oficial, processo ou documento confiado à custódia de funcionário, em razão de ofício, ou de particular em serviço público: Pena - reclusão, de dois a cinco anos, se o fato não constitui crime mais grave.

Art. 228. Induzir ou atrair alguém à prostituição, facilitá-la ou impedir que alguém a abandone: Pena - reclusão, de dois a cinco anos."
Eminentes pares, as acusações são substanciosas, ensejam apuração.

A recusa em dar prosseguimento a persecutio criminis, não pode ficar estribada nos pretendidos desmentidos das testemunhas, até a ocasião ouvidas, como concluiu o eminente Desembargador Relator, que rechaçou individualmente as denúncias lançadas, "por considerar improcedentes as acusações."

O entendimento do Desembargador Relator de que:
"Observados os elementos narrativos da denúncia e cotejados os mesmos com os suportes fáticos por ela apresentados, chega-se a conclusão, eminentes pares, da improcedência, da inépcia da peça vestibular acusatória."

Pelos mesmos motivos, data vênia, concluí na direção diametralmente oposta, pelo recebimento da denúncia, apesar do brilho dos votos escritos dos eminentes Desembargadores Flávio José Bertin e Wandyr Clait Duarte.

Busco inicialmente as abalizadas lições do jurista italiano Cesare Beccaria, que no século XVIII assentou algumas das bases do direito penal no mundo moderno, o qual ao afirmar que nada é mais perigoso do que o axioma comum de que é necessário consultar o espírito da lei, lecionava:

"Em cada delito, o juiz deve formular um silogismo perfeito: a premissa maior deve ser a lei geral; a menor, a ação em conformidade ou não com a lei: consequência, a liberdade ou a pena. Quando o juiz for coagido, ou quiser formular mesmo que só dois silogismos, estará aberta a porta à incerteza." (in Dos delitos e das penas, Ed. Martins Fontes - ed. Bras., 1991, p. 48)
Seguindo esta lição, consignei acima os dispositivos legais, passo agora a demonstrar as premissas, ou seja, a lei geral e os fatos. Assim, registro que na denúncia foram arroladas vinte e uma (21) vítimas, destas dezesseis ainda estavam presas e quatorze (14) testemunhas (fls.28/29-TJ).

Os relatórios da sindicância lavrados pela Comissão Auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça designada pelo Presidente deste Tribunal, Desembargador Salvador Pompeu de Barros Filho, e integrada pelos Juízes de Direito: Dra. Maria Erotides Kneip Macêdo, Dra. Graciema Ribeiro de Caravellas, Dr. Rui Ramos Ribeiro (que saiu depois) e Dr. Antônio Paulo da Costa Carvalho, que se encontram incrustados nos autos a fls. 50/110, trazem narrativa de fatos estarrecedores da atuação do Juiz de Direito titular da Vara de Execuções Penais, que precisam, necessitam com premência de completa apuração e se pertinentes de exemplar punição.

Denunciantes ou denunciados, um dos dois precisam da punição judicial. Inadmissível é a situação da inércia, da omissão, possível apenas sob o escudo de um tecnicismo exagerado e escusativas pueris.

A ignomínia dos atos narrados, se restarem provados merece intensa reprovabilidade. Restando negativa as provas o Ministério Público, detentor do dominus litis, deve tomar as providências contra os acusadores.

A punição como ensina Mirabete, é a justa reação do Estado contra o autor da infração penal, em nome da defesa da ordem e da boa convivência entre os cidadãos, mas somente podendo ser realizado o direito-poder de punir através do processo penal (in Processo Penal, 5ª. ed., Atlas, 1996, p. 24/5).

Cabe ao Estado a função jurisdicional de dar a cada um o que é seu, aplicando o direito objetivo à situação concreta, e esta função pelo mandamento constitucional somente é admitida através do processo legal, ou seja, via ação, definida por Fernando da Costa Tourinho Filho como: "o direito subjetivo de se invocar do Estado-Juiz a aplicação do direito objetivo a um caso concreto. Tal direito é público, subjetivo, autônomo, específico, determinado e abstrato" (ob. cit. p. 104).

No caso em tela, [EPC1][EPC2]por força do disposto no art. 6º. da Lei nº. 8.038, de 28 de maio de 1990, compete ao Tribunal deliberar "sobre o recebimento, rejeição da denúncia ou da queixa, ou a improcedência da acusação, se a decisão não depender de outras provas". Então nesta fase afere-se, exercendo juízo de prelibação, considerando as contra-provas dos denunciados, exclusivamente a presença dos requisitos exigidos pelo art. 41 do Código de Processo Penal, verbis:

"A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol de testemunhas."
Dispondo expressamente a Lei Adjetiva Penal que não se dará início à instrução criminal quando:

"Art. 43. A denúncia ou queixa será rejeitada quando:
I - o fato narrado evidentemente não constituir crime;
II - já estiver extinta a punibilidade, pela prescrição ou outra causa;
III - for manifesta a ilegitimidade da parte ou faltar condição exigida pela lei para o exercício da ação penal."

No estudo percuciente que fiz dos autos, compostos por cinco (05) volumes, cada um com mais de 500 (quinhentas) páginas, totalizando 2.602 (duas mil, seiscentos e duas) páginas, mais dois adendos com quase 400 páginas, e as notas taquigráficas com 94 (noventa e quatro) páginas, confesso aos nobres pares que não encontrei nenhuma, absolutamente nenhuma das causas impeditivas da instauração da ação penal.

A denúncia veio subscrita pelo Procurador-Geral de Justiça em substituição, Attílio Ourives, lastreada nos Relatórios da Comissão Auxiliar da Corregedoria Geral de Justiça criada especialmente para apurar eventuais irregularidades ocorridas na Vara de Execuções Penais e nos presídios desta Capital (Portaria nº 168/94-TJ).

Relatórios estes que vieram aos autos, acompanhados de farta documentação (fls.111 a 986-TJ), inclusive relatórios também da Correição no âmbito do Ministério Público e Sindicância no âmbito da Secretaria de Estado, provas que a meu entender são mais que suficientes para demonstrar indícios de autoria e materialidade, propiciando a instauração da ação penal, sendo despiciendas as alegações apresentadas pelas defesas, no sentido de que o Magistrado e o Promotor Público, foram inocentados nos processos administrativos, até porque a responsabilidade penal, independe da administrativa, a qual ressalte-se tem o procedimento de menor complexidade.

As manobras diversionistas encetadas pelos profissionais que patrocinam as defesas dos denunciados merecem os mais sinceros elogios pela competência com que foram realizadas, conquanto as tenho como inaptas para alterar minha visão de todo o processado.

Entupiram os autos com acusações, argumentações, provas e recursos, representando mais da metade das páginas do processo, só a defesa do denunciado magistrado colaborou com dois volumes dos autos (fls. 1220/2437), o que a meu ver, por si só demonstra a imperiosa necessidade de apurar-se integralmente os fatos.

As defesas prévias admitidas no procedimento especial, estendidas a todos os denunciados, foram rebatidas incisivamente nas quarenta e um laudas da lavra do Procurador-Geral de Justiça em substituição, Dr. Ulysses Ribeiro (fls. 2.444/2484-TJ), demonstrando que as provas não estão calcadas em testemunhos de presos condenados, como pretenderam imputar os denunciados, nem tampouco em pretensas perseguições promovidas pelos integrantes da Comissão, mas sim lastreadas inclusive nos depoimentos dos funcionários carcerários.

Além de outros depoimentos de funcionários encarregados de estabelecimentos prisionais e da Administração do Sistema Penitenciário, destacou aqueles prestados à comissão por: Beatriz Fátima Figueiredo (função adjunta da Diretoria da Cadeia Pública do Carumbé, por oito anos), (fls.193/4); Arnaldo da Silva Castro (Agente de Segurança Penitenciário desde 1986), (fls.195/7); Maildes Evangelista S. Pereira (funcionária do setor penal da Penitenciária Pascoal Ramos, há 10 anos), (fls.203/205); Marcilio Antonio da Silva (funcionário da Revisoria), (fls.206/7); Maurício Francisco Figueiredo (funcionário da Penitenciária Regional de Cuiabá, há 6 anos), (fls.208/9); Wânia Pereira de Souza (funcionária da Penitenciária Regional do setor revisional), (fls.213/5). Depoimentos que aqui não vou reproduzir, mas que todos apontam com veemência na direção da autoria e da materialidade dos fatos imputados aos denunciados.

Nobres pares, vou me permitir fazer uma incursão mais aprofundada nas provas apresentadas, apenas visando demonstrar-lhes as razões da minha convicção, mas o faço, não escolhendo uma das acusações, mas indo de encontro apenas contra a primeira das onze lançadas, evitando, assim, tornar cansativa a exposição.
Consta da denúncia:

"1) Em 14 de setembro de 1993, por ordem do Dr. José Geraldo da Rocha Barros Palmeira, Antonio Rodrigues Filho, Aparecido Rodrigues e Paulo Roberto Rodrigues, condenados por crime de tráfico de entorpecentes na Comarca de Presidente Prudente-SP, que se achavam cumprindo pena na Penitenciária de Pascoal Ramos, nesta capital, foram transferidos para a Cadeia Pública de Mirassol d'Oeste-MT."

Fato que por si só evidentemente não constitui crime. Mas no dizer da denúncia este caracterizou-se quando:

" No dia 19.08.93, o Dr. José Geraldo esteve na Penitenciária de Pascoal Ramos, ocasião em que recebeu em audiência, na sala da diretoria, o reeducando Antonio Rodrigues Filho e, atendendo a seu pedido, prometeu-lhe a transferência, após o que, sussurrando, indicou o nome do advogado Saulo Peralta, como intermediador da transação. No dia 23.08.93 deu-se o primeiro contato do acusado Saulo Peralta com o reeducando Antonio Rodrigues Filho na Penitenciária de Pascoal Ramos, o que se repetiu em 25 e 26 de agosto de 1993, sendo certo que, nesta última oportunidade, o próprio Dr. José Geraldo se encontrava presente".

Foi cobrado do reeducando US$ 30.000,00 (trinta mil dólares), que acabou pagando apenas US$ 25.000,00, sendo quinze mil dólares em espécie e o restante pela transferência de um veículo VW-Santana.

O elo de ligação entre o advogado Saulo Peralta e o Juiz de Direito, deu-se pela seguinte assertiva:

"Nota-se que o assíduo acompanhante do acusado Saulo Peralta, nas visitas aos reeducandos, era Antonio José de Freitas, Serventuário da Justiça da Comarca de Rondonópolis-MT., que foi subordinado direto do Juiz Palmeira naquela Comarca, tendo sido por ele nomeado Escrivão da 1ª. Vara Criminal em 14-3-90, através da Portaria nº. 044/90, seu homem de confiança".

Versão que foi corroborada pelos irmãos Rodrigues, Antônio, Paulo Roberto e Aparecido (fls.112/119-TJ), e pela genitora dos mesmos Dna. Anésia Queiroz (fls.217/19-TJ), quando ouvidos pela Comissão, a qual em seu relatório final (fls.60/65-TJ) menciona ainda os depoimentos dos reeducandos Marcos Maurício Gonçalves Pinho e Luiz Carlos Gomes da Silva sobre os fatos, demonstrou ainda que pelos assentos no livro de Registro de Entradas e Saídas de Pessoas, Funcionários e Reeducandos da Penitenciária Regional de Cuiabá, a veracidade dos depoimentos.
Até porque como foi consignado no Relatório (fls.65-TJ),

encontra-se registrado que no dia 26/08/93, todos reuniram-se nas dependências da Penitenciária, o Juiz de Direito Dr. José Geraldo, o Sr. Antonio José de Freitas, o Dr. Saulo Peralta, a Sra. Anésia e o recluso Antonio Rodrigues Freitas. (grifei).

Acrescente-se que também foi constatado que nos dias treze, catorze e dezesseis de setembro de 1993, o denunciado Saulo Peralta, esteve hospedado no Hotel Bandeirantes, aonde fora efetivado o pagamento, fotocópia da ficha de Registro de Hóspedes juntadas (fls.455/459-TJ).

Provas que além dos documentos pertinentes aos processos encontrarem-se nos autos (fls. 409/437-TJ), também vieram a estes, a Ficha de Firma, aberta perante o Cartório do 2º. Ofício de Mirassol D'Oeste em nome de Aparecido Rodrigues, na data afirmada que foi utilizado para a transferência do veículo e a cópia do contrato citado por Dª Anésia para o levantamento do dinheiro (fls. 463/466-TJ).

Para mim restou demonstrado o nexo, o liame de causalidade entre o despacho que decidiu pela transferência dos três reeducandos (Irmãos Rodrigues) da penitenciária de Cuiabá para a cadeia pública da cidade de Mirassol D'Oeste-MT, e o pagamento ao advogado indicado.

Restaram fortes evidências de que a indicação do profissional fora feita pelo Juiz de Direito, cujas tratativas foram acompanhadas por pessoa de sua confiança e coincidentemente esteve no presídio na mesma data em que foram ultimados os acertos financeiros, o que em tese caracterizaria crime de concussão, que vem a ser a vantagem indevida em razão da função pública.

Eminentes pares, se não bastassem estes elementos para fundamentar minha divergência com o Desembargador Relator, tomo a liberdade de acrescer simples análise de uma contraprova que veio aos autos na defesa daquele que se tem como o principal envolvido.

O DR. JOSÉ GERALDO DA ROCHA BARROS PALMEIRA, rechaçando as denúncias que lhe foram endereçadas, no que pertine a ostentação de riqueza, aduz que todas suas aquisições estão lançadas no seu Imposto de Renda, diz que vendeu uma casa, comprou um apartamento e trouxe todos os documentos da sua movimentação bancária (fls. 1348/1350).

Afirmou que em 18-2-94, vendeu a Joacy Gonçalves da Silva e sua mulher, uma casa sito à Rua Tóquio nº 158, no Bairro Shangri-lá, pelo preço de Cr$ 100.000.000,00 (CEM MILHÕES DE CRUZEIROS), dinheiro com o qual adquiriu, no mês seguinte, os veículos Fiat Tempra, o Ford Excort-XR3 e o Suzuki, que totalizou Cr$ 21.500.000,00, juntou documentos comprobatórios (fls. 2373/2380-TJ).

A fls. 2375-TJ, foi juntada a DECLARAÇÃO dos compradores do pagamento em dinheiro, firmada, também pelos vendedores e com a firma reconhecida perante o Cartório Xavier de Matos do Distrito de Coxipó da Ponte, em 22 de junho de 1994.

A par da estranheza da declaração, firmada por quem pagou, aferindo-se os extratos bancários juntados pelo denunciado (fls. 2393/2437-TJ), não se constata em nenhum dos bancos o depósito de tão alta soma, Cr$ 100.000.000,00 (cem milhões de cruzeiros), ou mesmo da metade, ou depósitos vultosos nas datas próximas da transação que noticiou, fato que tenho certeza, vem corroborar com os demais indícios de autoria e materialidade, impondo a busca da verdade real, afinal a nós Juízes é imposta uma barreira intransponível, no que pertine a independência. Lecionando o jurista Luiz Flávio Gomes, luminar de magistratura moderna, diz:

"Outro relevante aspecto do controle da independência e das atividades judiciais consiste em que, apesar do necessário abandono do positivismo-legalista, os juízes continuam vinculados à lei, sobretudo à Lei Maior que é a Constituição. Isso significa fundamentalmente que a jurisdição só pode ser exercida dentro dos limites legais e constitucionais vigentes, não sendo permitido ao juiz o chamado uso alternativo do direito, no sentido metajurídico, que consistiria na possibilidade de substituir os critérios dados pelo ordenamento jurídico pelo seus critérios pessoais na hora de julgar os conflitos de interesses." (in A Dimensão da Magistratura no Estado Constitucional e Democrático de Direito, 1ª. ed., 1997, RT, pág. 43/44).

Então, concluindo o silogismo de Beccaria e reportando-me a Mirabete: "Deve o Juiz receber a denúncia ou a queixa que preencher os requisitos do artigo 41 e não se encontrar em qualquer das situações previstas no artigo 43 do CPP."

A peça acusatória veio acompanhada de provas viabilizando a ação penal, a exordial não padece de inépcia substancial ou formal, não podendo impedir-se a formulação do libelo e apreciação da tipicidade, antijuricidade e culpabilidade das condutas atribuídas aos réus, importando a rejeição da denúncia, nesta fase, num autêntico cerceamento ao legítimo e necessário exercício da persecutio criminis.

Tenho que não basta aos acusados a simples rejeição da denúncia, pelo acinte, pelos desdobramentos, pelas interpretações, pelas conclusões que contra eles foram lançadas é de todo necessário a sentença, a decisão conclusiva da Justiça: os atos descritos são crimes? Praticaram os denunciados os atos que lhe foram imputados ou não praticaram ?

Não se pode admitir que continuem com a pecha que lhes fora lançadas e o julgamento da mídia a que foram submetidos, sob pena de trazer prejuízos no exercício de suas funções profissionais e jurisdicionais.

Acrescente-se que por si só, a assertiva de que as testemunhas se retrataram perante o Desembargador-Relator, quando ouvidas no processo administrativo, alegando que haviam sido pressionadas por aquela Comissão Auxiliar da Corregedoria, estaria a ensejar uma apuração mais acurada, por vários motivos:

Em primeiro lugar, por serem as testemunhas/vítimas condenadas por tráfico de drogas, isto, isoladamente, não elide a veracidade dos seus depoimentos, mormente por não ser apenas uma, mas várias, além de alguns familiares das mesmas, atribuindo aos acusados a mesma prática de delito.

Em segundo lugar, se houve pressão por parte dos membros da comissão já mencionada, para que houvesse a incriminação dos acusados, a verdade sobre tal fato é do interesse da justiça, para eventual atribuição de responsabilidade funcional e/ou criminal, a par de que os membros da referida comissão são magistrados de conduta respeitável e exemplar, razão pela qual se faz necessária uma acareação entre as testemunhas/vítimas e os membros da aludida comissão.

Em terceiro lugar, é de se apurar se essa famigerada pressão não poderia ter advindo dos próprios acusados, no sentido oposto para que as testemunhas se retratassem, como de fato e estranhamente de forma uníssona se retrataram, posto que, além de não estarem segregados preventivamente, pelo menos um deles é magistrado e nem sequer foi afastado, continuando no pleno exercício da judicatura, como se nada estivesse sendo apurado contra ele.
É de se ressaltar que um preso condenado em confronto com os interesses de um magistrado em pleno exercício das funções do seu cargo, é o mesmo que uma formiguinha em confronto com um elefante, quiçá uma manada de elefantes.

ASSIM, "data máxima vênia" do entendimento do nobre Desembargador Relator e dos eminentes pares que o acompanharam em seu voto, tenho como necessário o recebimento da denúncia lançada contra: Dr. JOSÉ GERALDO DA ROCHA BARROS PALMEIRA, DR. JOSÉ RIBEIRO VIANA, DR. CESARINO DELFINO CESAR, DR. SAULO PERALTA e DR. BENEDITO PEDROSO DE AMORIM FILHO, ao invés de julgá-la de plano improcedente, pois presentes os pressupostos legais para tanto, não para atender ao elevado clamor popular e da mídia, que como se sabe tem memória curta, e hoje, nem mais tratam dos fatos, mas para que todas as dúvidas sejam extirpadas e assim se faça a verdadeira e salutar justiça que é o nosso mister.

Inobstante entendo que a exordial acusatória errou em descrever os fatos praticados pelo Promotor Público Dr. MAURO DELFINO CÉSAR, imputando-os como ilícitos penais, como muito bem asseverou o Desembargador Wandyr Clait Duarte, a quem peço vênia, para integrar neste voto aquelas suas razões, para também rejeitar a denúncia contra o mesmo, por ausência de tipicidade dos fatos a ele imputados.
É como voto.

PEDOFILIA MT:ABUSO:EXPLORAÇÃO:TRÁFICO DE PESSOAS:Juiz acusa Paulo Lessa de participar de esquema para matar Leopoldino


Juiz acusa Paulo Lessa de participar de esquema para matar Leopoldino
O juiz José Geraldo Palmeira declarou na tarde desta segunda-feira (3), por meio de videoconferência na Justiça Federal, que o desembargador aposentado Paulo Lessa estava presente numa suposta reunião, na qual resultou na combinação de um esquema para executar o juiz Leopoldino Marques do Amaral.

Palmeira foi intimado a depor devido um e-mail enviado por ele ao advogado Zaid Arbid, defensor do ex-chefe do crime organizado em Mato Grosso, João Arcanjo Ribeiro. A carta foi enviada um dia depois do assassinato de Leopoldino, mas só ficou conhecido no ano passado.

O juiz informou que houve uma reunião casa do empresário Josino Guimarães, acusado de ser o mandante do crime, na qual Lessa estaria presente. Em depoimento à Polícia Federal, Palmeira destaca que o médico Alinor Costa, responsável pela necropsia no cadáver de Leopoldino, foi nomeado com um cargo no gabinete de Lessa, também acusado pelo sargento Jesus, segundo Palmeira, de participar da trama contra Leopoldino.

O e-mail teria motivado a farsa armada por Josino Guimarães e o delegado Márcio Pieroni para tentar provar que Leopoldino estaria vivo. Ambos já foram condenados pelo esquema que resultou num inquérito manipulado e até na exumação do corpo do juiz morto em 1999.

Na carta, surgem também nomes de novos personagens, dentre eles, o do empresário Waldir Piran e o desembargador aposentado Odiles de Freitas, que foi citado nas recentes investigações realizadas pela Polícia Federal como o responsável pela aproximação de Pieroni com o detento Abadia Paes Proença, também envolvido na farsa.

Por outro lado, Odiles negou qualquer participação no esquema e sequer teve conhecimento do suposto encontro na casa de Josino. Ele alega ter tomado ciência da armação somente pela imprensa.

Em depoimento no dia 12 de julho prestado ao delegado Bergson Toledo Silva da PF, Palmeira reafirmou tudo aquilo que descreveu ao advogado Ardib.O juiz respondeu a 12 perguntas feitas pelo delegado sobre a carta. O magistrado confirmou a autoria do documento, mas informou não possuir mais o arquivo, pois o provedor 'ZAZ' deixou de existir.

PEDOFILIA MT:ABUSO:EXPLORAÇÃO:TRÁFICO DE PESSOAS:Proprietário do Rola Papo diz que se sentiu impotente ao ver Toni ser agredido por policiais militares e empresário


Proprietário da pizzaria Rola Papo - José DimasProprietário da pizzaria Rola Papo - José Dimas
O proprietário da pizzaria Rola Papo, José Dimas, disse durante entrevista à imprensa na manhã desta segunda-feira (3) que se sentiu impotente diante da agressão dos policiais militares e o filho de um delegado contra o ex-aluno da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Toni Bernardo da Silva, 28 anos, morto no dia 22 de setembro.

“Foi um momento muito difícil de administrar. Imagina quatro rapazes em forma física, como eu iria interferir?”, afirmou o empresário. Dimas teria chegado à pizzaria quando a ‘confusão’ envolvendo os dois policiais, o filho do delegado e o estudante, da Guiné-Bissau, já havia começado.

O dono da pizzaria garantiu ainda que por várias vezes tentou alertar os agressores de que iriam acabar matando o rapaz. “Foi bastante violento e muito chocante. Ele (Toni) se debatia tentando se desvencilhar isso é natural. E fiz vários apelos para que parassem e cheguei a segurar o empresário (Sérgio) para ele parar de agredi-lo (Toni)”.

O proprietário do Rola Papo ressaltou que levou um tempo para entender o que o que estava acontecendo na pizzaria e quais os motivos levaram o empresário Sérgio Marcelo Silva da Costa, filho de um delegado da Polícia Civil, e os policiais Higor Marcel Mendes Montenegro, 24 anos, e Wesley Fagundes Pereira, 24 anos, a imobilizar e agredir Toni.

Ameaça


Sobre a ameaça de morte que teria sofrido, Dimas explicou que na sexta-feira (23) durante a manifestação realizada por um grupo de estudantes, na pizzaria, uma pessoa teria dito que ele também deveria morrer e, por isso, acabou registrando um boletim de ocorrência, mas que não houve mais nenhum tipo de ameaça.

Recentemente, os estudantes da UFMT cobraram das autoridades que o proprietário também fosse responsabilizado pelo assassinato, pois, na visão dos colegas e amigos de Toni, ele teria sido conivente com a agressão.

PEDOFILIA MT:ABUSO:EXPLORAÇÃO:TRÁFICO DE PESSOAS:Líderes do PMDB reagem com 3 pré-candidatos em Alta Floresta


Laura Nabuco

Lideranças do PMDB reagem ao PSD e anunciam pré-candidatos
   
  Diante da maratona de filiações capitaneadas pelo presidente da Assembleia, José Riva, ao recém-nascido PSD, o cacique do PMDB no Estado, deputado federal Carlos Bezerra começa a reagir. Só em Alta Floresta o partido já conta com três pré-candidatos à sucessão da prefeita Maria Izaura, filiada ao PDT, do senador Pedro Taques.
     Disputarão as prévias do partido o médico Asiel Bezerra, que saiu do PRP para ingressar no PMDB, o ex-prefeito Robson Silva, que deixou o PP, além do empresário Dércio Kynast. A escolha entre os três está prevista para ocorrer em abril, após a realização de uma pesquisa de intenção de votos.
     Mesmo perdendo os dois filiados, PRP e PP estão na lista dos partidos com quem lideranças do PMDB pleiteiam possíveis alianças para o pleito de 2012. Segundo o presidente peemedebista em Alta Floreta, Elói Crestani, outra possibilidade avaliada é a eventual coligação com o PT devido à proximidade das duas legendas em níveis estadual e nacional.

PEDOFILIA MT:ABUSO:EXPLORAÇÃO:TRÁFICO DE PESSOAS:Militante histórico, Cido troca PSDB pelo novo PSD; tucanato se esfacela


Romilson Dourado

Aparecido Alves   O militante histórico do PSDB Aparecido Alves de Oliveira, o Cido, decidiu deixar o ninho tucano. Ele já assinou ficha de filiação no recém-criado Partido Social Democrático (PSD). Com Cido, embarcam na agremiação conduzida pelo deputado José Riva outras lideranças do PSDB, como os vereadores Edivá Alves e Paulo Borges e o ex-deputado Carlos Carlão do Nascimento. Esse esfacelamento a um ano das eleições dificulta a pré-candidatura ao Palácio Alencastro do deputado Guilherme Maluf, que vê o partido se "encolher" cada vez mais em número de filiados.
    Cido estava no PSDB desde sua fundação em Mato Grosso, em 1989. Foi um dos primeiros a pedir voto para Luiz Soares, que disputou, sem êxito, candidatura a governador no ano seguinte. Na sigla tucana, Cido foi diretor técnico e depois presidente do Instituto de Terras (Intermat) entre 1995 a 2002, no governo Dante de Oliveira. Era muito próximo de Dante e da ex-deputada Thelma de Oliveira, de quem foi assessor.
    No pleito de 2002, Cido disputou para deputado e ficou na suplência. Numa combinação de rodízio entre a bancada, veio a ocupar cadeira na Assembleia por quatro meses, em 2003. Foi também coordenador das obras do PAC por um ano na gestão Wilson Santos. Servidor público estadual e bacharel em Direito, Cido se encontra hoje de licença médica. Se recupera de uma cirurgia na perna direita. Ele sofreu acidente doméstico.
    Na época, como parlamentar de oposição ao governo Blairo Maggi, que estava iniciando a administração, Cido foi o primeiro a subir à tribuna para questionar a política de incentivos fiscais. Curiosamente, até hoje o debate prossegue na Assembleia. A oposição sustenta a tese de que o governo abre mão de receitas e até privilegia empresas para atraí-las ao Estado. Já a base argumenta que essa é a única forma de incentivar implantação de novas indústrias e que o retorno vem com mais empresas e recompensa na arrecadação.
    Cido não foi localizado para comentar as razões de ter saído do PSDB. Para amigos, ele comentou que vai transferir o domicílio eleitoral de Jaciara para Cuiabá, onde reside há vários anos, e que pretende buscar espaço político. Quer concorrer a deputado no pleito de 2014.
    Assim como Cido, outros três ex-tucanos (Carlão, Borges e Edivá) seguem o mesmo caminho. Buscam candidatura a vereador no próximo ano. O PSD já nasce "inchado". Passa a contar com 5 vereadores somente em Cuiabá, o que representa a maior bancada, superando a sigla tucana, que até agora registrava 4. A bancada do PSD será formada por Edivá e Paulo Borges (ambos ex-PSDB), Everton Pop e Levi de Andrade (ex-PP) e Toninho de Souza (ex-PDT). 
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SORRISO MT:O PORTAL DE SORRISO MT E REGIÃO:Governo publica criação da Secopa no Diário Oficial desta 2ª


Governo publica criação da SecopaKamila Arruda

     Após diversas discussões e polêmicas em torno das ações da extinta Agecopa, a lei complementar que cria a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) foi publicada nesta segunda (3), no Diário Oficial do Estado. A proposta, aprovada por unanimidade pela Assembleia, foi sancionada pelo governador Silval Barbosa (PMDB) na última sexta (30).
     Conforme a nova legislação, “os contratos, convênios, acordos, ajustes e demais créditos, direitos e obrigações, firmados pela Agecopa, ficam subrogados pelo Estado, por meio da Secopa, sem prejuízo de revisão ou rescisão, conforme conveniência e oportunidade, ou razões de interesse público”.
     A publicação detalha a estrutura da Secopa, com 50 cargos, 62 a menos que a extinta Agecopa. Entre os 50 que restaram, um é de secretário e outros quatro de secretários adjuntos. A pasta tem a missão, de acordo com a lei, de construir a infraestrutura necessária para a realização da Copa do Mundo de 2014 e demais atividades relacionadas à competição, além de garantir que as obras melhorem a qualidade de vida da população.
     Os responsáveis pela nova pasta devem respeitar a política de transparência e acompanhamento das atividades da Secopa. Na tentativa de melhorar a fiscalização, o governo avisa que as ações coordenadas e executadas pela secretária, bem como o cronograma de execução das obras previstas e em andamento, serão disponibilizadas na internet.
     A necessidade de criação da Secopa deve-se à conturbada gestão da autarquia extinta. As última última polêmica, que expôs a divisão entre os diretores da Agecopa, teve início há pelo menos sete meses com as discussões em torno do novo modal de transporte a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande, como parte do plano de mobilidade urbana do Mundial de 2014. A indecisão dos gestores e do governo entre o BRT e VLT gerou transtornos.
     A gota d'água foi a briga pública entre o diretor-presidente da Agecopa, Eder Moraes, e o de Infraestrutura Carlos Brito, durante a audiência pública convocada pela Assembleia para debater qual o sistema de transporte rápido mais viável. Na ocasião, Brito disse que o BRT chegou a ser aprovado pelos diretores logo após a criação da autarquia, num claro descontentamento com a repentina decisão do governador em lutar pela aprovação do VLT.
      Ele defendeu a necessidade de expor aos moradores um comparativo técnico entre os dois modais. Eder se sentiu ofendido pelas declarações do colega e reagiu publicamente. Dias depois, chegou a pedir a exoneração de Brito a Silval. Para evitar novas desavenças e polêmicas, o governador optou pela extinção da agência e criação da nova secretaria, subordinada diretamente ao seu gabinete.
Cliqueaqui e confira a lei que cria a Secopa
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PEDOFILIA MT:ABUSO:EXPLORAÇÃO:TRÁFICO DE PESSOAS:"Há situações que o ato de amor maior é entregar o filho para adoção", diz juíza da Infância


Com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre adoção,  a juíza da Vara da Juventude, da Infância e do Idoso de Campo Grande, Katy Braun concedeu entrevista ao Capital News. Com profundidade, ela avalia desde o momento da decisão de uma mulher em dispor o filho para adoção até o processo de adaptação da criança e dos novos pais.
Em Mato Grosso do Sul, 107 crianças estão disponíveis para adoção, contra 410 famílias que pretendem adotar. A preferência de quem resolve adotar um filho é por bebês. Cerca de 80 pessoas em Campo Grande aguardam na fila para conseguir adotar um recém nascido e poder acompanhar todos os passos do filho escolhido. No Brasil, o número de crianças disponíveis para adoção, de zero a 17 anos, é de 27.543.
O Projeto Dar a Luz vem sendo realizado há algum tempo, porém, foi em setembro deste ano que ele começou a ser divulgado e consequentemente mais conhecido. O Projeto visa oferecer um serviço de acolhimento, apoio e orientação às mulheres que, por algum motivo, desejam entregar os filhos para adoção, favorecendo a reflexão sobre o processo de decisão e sobre a importância da entrega responsável.Dentro do Projeto as mães terão a segurança de que os filhos serão bem tratados e acompanhados pela justiça durante o estágio de convivência.
Capital News – O que é o Projeto Dar A Luz?
Katy Braun - O Projeto Dar A Luz foi concebido para dar apoio, orientação e acolhimento àquelas mulheres que tiveram uma gravidez indesejada e não se sentem em condições de ficarem com essas crianças, ou mesmo àquelas que, em razão de uma gravidez indesejada estão pensando em abortar essa criança. Viemos percebendo, aqui mesmo em Campo Grande, muitos fetos encontrados em latas de lixo, no córrego, e mesmo em outras localidades do País crianças jogadas em caçambas de entulho e para evitar esse tipo de ação desesperada das mulheres que não querem os filhos, é que a gente se propôs a dar um espaço para elas serem ouvidas, e, caso estejam firmes no desejo de não ficar com a criança, a gente dá a elas a garantia de que o bebê será encaminhado a uma família para adoção e que vai poder criar bem a criança.
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Katy Braun diz que projeto Dar à Luz pretende evitar ação desesperada de mulheres com gravidez indesejada
Foto: Deurico/Capital News
Já fazíamos este trabalho, sem o Projeto, há bastante tempo, mas não havia uma divulgação de que a Vara da Infância estava apta a dar este tipo de acompanhamento. Agora em setembro é que nós formalizamos o Projeto e decidimos expô-lo para toda a comunidade, principalmente para a comunidade médica, pois o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que os enfermeiros e médicos que acompanham uma gestante que tem o desejo de entregar o filho para adoção, eles têm obrigação que notificar o Poder Judiciário, e isso não vinha acontecendo por ignorância mesmo. Então na primeira etapa do projeto nós chamamos os representantes de cada um dos hospitais para que eles ficassem sabendo desse acompanhamento uqe nós damos e do desdobramento deste tipo de caso.
Capital News – Quantas mães atualmente são assistidas pelo projeto?
Katy Braun – Atualmente duas gestantes estão sendo acompanhadas, mas nos últimos 12 meses nós acompanhamos oito mães. Destas oito, cinco mães foram ouvidas por psicólogos e decidiram mesmo entregar os filhos para adoção. Três delas, com o apoio da nossa equipe resolveram ficar com as crianças.
Capital News – Porque as mães optam por entregar os filhos para adoção?
Katy Braun – Muitas vezes porque não contaram para a família sobre a gravidez e temem a rejeição da criança pelos pais, normalmente quando se trata de mulheres solteiras. A nossa equipe tem uma formação toda especial para fazer a mediação dessa gestante, que está com medo, com a família dela. Nos casos que atendemos aqui, quando a família ficou sabendo que a gestante queria dar a criança para adoção, foram apoiadas e acolhidas, não sendo necessária esta medida extrema. Outra situação é de mulheres muito pobres que não se vêem em condição de cuidar do filho pela pobreza. Nós temos a possibilidade de encaminhá-la para a Rede de Proteção onde recebem acompanhamento necessário para ter segurança alimentar durante o período pré-natal, o período da dieta, e depois também são incluídas em projeto de geração de renda que permite que elas cuidem bem dos seus filhos. A pobreza não deve ser uma causa que leve uma mulher a deixar seu filho para adoção.
Capital News – Na maioria dos casos as mães deixam os filhos pela condição de pobreza?
Katy Braun – Não. O que nós temos são mulheres que foram estupradas e passou o prazo do aborto legal ou por convicção religiosa ou princípio de vida não concordam em fazer aborto. Apesar delas verem que não terão condições de criar aquela criança fruto de uma violência, elas preferem que outra família crie. Temos também mulheres que engravidam de alguém que não é o marido ou companheiro (que não deseja criar aquela criança), e resolvem entregar a criança para adoção para manter aquele relacionamento. E muitos casos de mulheres que tiveram este filho em uma aventura e não sabem quem é o pai, o “filho da balada” digamos assim.
Capital News – Depois que a criança nasceu e que a mãe resolveu ficar com o filho, elas continuam sendo amparadas?
Katy Braun – Sim, continuam sendo acompanhadas, pois sempre há o risco daquela mulher fingir que quer ficar com a criança e depois de alguns dias entregar o filho irregularmente para uma família criar. Por isso continuamos dando o atendimento, para verificar se a mãe continua firme no propósito de cuidar do filho. E mesmo aquelas mulheres que entregam o filho para adoção, e ela já tem outros filhos, e essas outras crianças precisam de algum tipo de apoio, nós continuamos acompanhando essa família. O mais difícil para essas mulheres é entregar o filho para adoção. Então nós queremos apoiá-las no período de luto delas. Elas vão sofrer, vão querer saber se a criança está bem, se foi bem aceita pela família adotiva, se está sendo bem cuidada, este tipo de segurança que nós damos para estas mulheres.
Capital News – Já teve algum caso da mãe entregar a criança e depois de algum tempo querer o filho de volta?
Katy Braun – Não, nunca aconteceu. Por isso que é importante esse acompanhamento durante a gestação. Não há nenhum incentivo para ela entregar a criança, pelo contrário, vamos apoiá-la para que se ela desejar ficar com a criança ela fique. Mas geralmente quando elas tomam uma decisão, é uma decisão bastante pensada e refletida. Elas estão cientes que se elas entregarem a criança elas entregam com o consentimento para que essa criança seja encaminhada para uma família adotiva. Isso é o que as famílias desejam. Por exemplo, uma mulher que abandona a criança no hospital (isso acontece muito), essa criança vai para um abrigo e começa um processo de destituição de poder familiar dessa mulher que abandou. Por outro lado, se a mulher consente a adoção, a criança sai do hospital e vai direto para uma família.
Capital News – Existe fila para adotar bebês? Quantas pessoas aguardam por uma criança? A fila aumentou depois da divulgação d Projeto Dar A Luz?
Katy Braun - Existe a fila justamente por isso, não temos bebês disponíveis para adoção. Quando um bebê surge imediatamente você tem uma família interessada nele. A fila não aumentou depois deste Projeto. O que ocorre é que, em Campo Grande são 80 pessoas, entre casados e solteiros, aguardando um bebê. No Brasil esse número passa de 27 mil.
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Juíza diz que fila de interessados em adotar um bebê cresceu devido ao projeto
Foto: Deurico/Capital News
Capital News – Qual o primeiro passo para a pessoa que decide adotar uma criança?
Katy Braun – O primeiro passo é frequentar um curso que nós oferecemos gratuitamente aqui no Fórum do Projeto Adotar. A pessoa passa por duas reuniões, onde, em uma delas vai entender os processos jurídicos e legais da adoção. Vai entender que a adoção é irrevogável, irretratável, que depois que você adota, não tem mais como devolver a criança. Depois tem uma capacitação dada pelos psicólogos e assistentes sociais sobre as fases da adoção. Depois dessa reunião eles terão uma ideia básica do perfil da criança que eles querem receber, como, idade, etnia, origem familiar, etc. Em seguida o pretendente vai para uma outra fase que é a entrevista pessoal com a assistente social e a psicóloga. A assistente social vai visitar a casa da família para ver se ela tem condições de acolher mais alguém e se a casa é segura. O psicólogo vai entrevistar a família para ver se a motivação dela é uma motivação adequada para adoção, no sentido de que o que eles desejam é ter mais um filho, pois há pessoas que querem pagar promessas e fazer caridade. E este não é o propósito da adoção, a adoção não serve para isso. Após a entrevista o casal preenche um requerimento que já vem acompanhado destes estudos, o Ministério Público se manifesta e sai a sentença de que a pessoa está apta a adotar.
Capital News – As pessoas interessadas em adotar querem apenas bebês ou escolhem crianças maiores também?
Katy Braun – Raramente nós encontramos pessoas que querem crianças maiores. Crianças maiores e com algum tipo de deficiência têm menos chances de serem adotadas. Se o casal se interessa por uma criança maior, nós entrevistamos a criança, o casal, e tentamos fazer a aproximação. Quando vemos que há um interesse nós promovemos encontros, almoçam e passeiam juntos, às vezes a criança dorme na casa e vai criando um laço de amizade. Se a pessoa chega para adotar e tem interesse por uma das quatro mil que temos no País, ela não espera nada para adotar.
Capital News – Quantas crianças estão disponíveis para adoção aqui em Campo Grande?
Katy Braun – Vinte e uma crianças de zero a 17 anos. Uma pessoa que vem com a perspectiva de adotar um bebê, vai esperar, pois não fabricamos bebês para atender a demanda. Não temos bebês, pois não saímos por aí tirando filhos dos outros porque tem gente esperando para adotar. Então, quando a criança surge a gente aciona o primeiro da fila. Para adotar menino a espera do tempo e mais curto. Se a pessoa não tiver exigência nenhuma vai esperar dois anos por um menino e quatro anos para uma menina. Quanto menos exigência ela faz mais rápido ela vai conseguir adotar. Em Mato Grosso do Sul existem duas agências internacionais habilitadas a adotar pelo Tribunal de Justiça, uma é da Espanha, que aceita criança de até oito anos, a outra é uma instituição Italiana que não tem limite de idade para aceitar crianças. Nós já conseguimos que eles adotassem crianças de 14 anos. Então, quando as crianças ficam maiores a nossa única esperança são pretendentes estrangeiros, pois eles têm menos preconceitos e não fazem questão de fingir que o filho não é biológico. A adoção por bebê, além da pessoa querer passar por todas as fases de dar de mamar e trocar fralda esconde um desejo de você criar aquela criança de maneira que ninguém perceba que não é do mesmo sangue. Com uma criança maior não dá para esconder isso.
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Juíza diz que pais não devem manter segredos com filhos adotivos para relação dar certo
Foto: Deurico/Capital News
Capital News – É irregular os pais não contarem aos filhos que não são biológicos?
Katy Braun – Não, mas os psicólogos não recomendam isso. Uma relação de amor para dar certo não pode haver segredos. E hoje, com tanto recurso científico é muito difícil uma criança crescer e não perceber mais à frente que ela não tem o mesmo tipo de sangue. Às vezes acaba fazendo um tratamento genético para algum problema de saúde e acaba descobrindo que não é filho natural. Isso é muito traumático. Nossa orientação é que desde pequeno a criança saiba que é por adoção, que veio da barriga de uma outra mulher e fazer disso a coisa mais natural do mundo. As famílias não devem ter segredos. Geralmente os segredos entre famílias são os “podres” que escondemos, e a adoção não é isso, não é algo de que as pessoas devam se envergonhar para precisarem esconder.
Capital News – Já teve caso de pais que adotaram e quiseram devolver a criança?
Katy Braun – Já, um caso. Como este caso ainda está em fase de julgamento eu não posso falar sobre. Mas a devolução da criança não é possível. Nós vamos avaliar se a criança está sendo mal tratada pela família. Se isso estiver acontecendo ela vai ser retirada da família como medida de proteção, como seria retirada de qualquer outra. Mas a devolução, depois que saiu a sentença, não é mais possível. Não é mercadoria, por isso as pessoas têm o período de convivência para decidir se vai ficar com a criança.

Capital News - E como funciona o período de convivência?
Katy Braun – Ele é variável de acordo com a necessidade que o casal ou a criança apresente. Pode ser de 30 dias para um bebê recém nascido ou pode ser de seis meses, por exemplo, para uma criança maior. Recentemente um casal adotou uma menina de 15 anos com o irmão de 10. Em razão da idade dessas crianças, e por serem duas, nós estipulamos um prazo de seis meses. Ao final dos seis meses, se o casal tiver alguma dúvida nós estendemos este prazo, até que tenham certeza do passo que vão dar, que é a adoção, para não ocorrer a devolução depois.
Uma das situações comuns que pode ocorrer é uma regressão naquela criança. Por exemplo, uma criança de 10 anos pode pedir mamadeira e voltar a fazer xixi na cama. É uma necessidade que ela tem de nascer naquela família. Comportamento comum entre crianças adotadas tardiamente.
Capital News - Já aconteceu de alguma mãe entregar o filho e depois se arrepender e querer de volta?
Katy Braun – Não, nunca. Quando uma mãe entrega a criança é uma decisão amadurecida. E muitas delas sabem que, de acordo com a situação de vida que ela está vivendo, o ato de amor maior é entregar para adoção. Há mulheres que são doentes terminais, então elas sabem que não vão poder ficar com a criança.

Por Valquíria Oriqui - Capital News (www.capitalnews.com.br)

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Fonte: Valquíria Oriqui - Capital News (www.capitalnews.com.br) 

SORRISO MT:O PORTAL DE SORRISO MT E REGIÃO:Dois garotos mortos com mais de 200 golpes de chuços; 7 marcados para morrer

Redação 24 Horas News

Em menos de um mês dois garotos foram executados, cada um com mais de 100 golpes de chuços. Além das mortes, existem outras denúncias de maus-tratos, torturas para impor, de dentro para fora do Pomeri a força do crime
São crimes bárbaros. Garotos com menos de 17 anos estão sendo executados com requintes de crueldade dentro de um local destinado justamente à recuperação de adolescentes envolvidos em todos os tipos de crime. Dois já foram mortos em menos de um mês, e outros sete estariam em uma lista de marcados para morrer dentro do Pomeri.
O primeiro garoto foi trucidado com mais de 100 golpes de chuço - facas artesanais feitas pelos detentos -, e o segundo garoto levou, pelo menos 145 golpes de chuços. As duas armas ficaram encravadas no corpo da vítima, uma delas na garganta e a outra em cima do peito.
 Por volta das 22 horas deste domingo (02), morreu o garoto Wellington da Silva dos Anjos, de 17 anos. O crime, segundo a Polícia Militar, aconteceu dentro do Centro Sócio-educativo (antiga Fazendinha), no Complexo Pomeri, no bairro do Carumbé, em Cuiabá.
Wellington, segundo a Polícia, estava no Pomeri desde o dia 29 de agosto deste ano e veio de Campo Verde (Sul, a 180 quilômetros de Cuiabá) para cumprir medida sócio-educativa por envolvimento em crime de roubo e tentativa de homicídio.
Foi a segunda execução de um garoto dentro do Pomeri em menos de um mês. No dia seis de setembro deste ano, o garoto Maxsuel Elias da Silva Almeida, de 16 anos, também teve uma morte horrível com mais de 100  golpes de chuços (armas artesanais confeccionadas pelos reeducandos.
A morte do garoto Wellington estaria relacionada à morte do também garoto Maxsuel, segundo revela a delegada Sílvia Pauluzi, da equipe de investigações da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP).
A delegada Sílvia não sabe precisar quantos estão marcados para morrer, mas garante que existem comentários sobre a suposta lista em que dois: Wellington e Maxuel já foram mortos.
A delegada autuou em flagrante em crime de homicídio qualificado quatro garotos, um deles já com 18 anos, acusados de matar Wellington. Os nomes nos assassinos não foram revelados

PEDOFILIA MT:ABUSO:EXPLORAÇÃO:TRÁFICO DE PESSOAS:Tribunal absolve estudante acusada de matar colega em jogo sexual


A estudante norte-americana Amanda Knox foi absolvida do assassinato da britânica Meredith Kercher, infomou na noite desta segunda-feira (3) o Tribunal de Perugia, na Itália.
 
Amanda havia apelado da sentença. A decisão saiu após uma semana de julgamento da apelação.
 
O tribunal ordenou que Amanda seja libertada imediatamente.
 
A decisão foi divulgada após uma última revisão do processo e cerca de dez horas de deliberação a portas fechadas.
 
O ex-namorado de Amanda, Raffaele Sollecito, também foi absolvido

SORRISO MT:O PORTAL DE SORRISO MT E REGIÃO:Mulher deixa coma e denuncia marido por tentar matá-la com 5 tiros em MT


Uma mulher que ficou internada em coma no Hospital Regional de Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá, por mais de três meses se recuperou e denunciou o marido de 34 anos por tentativa de homicídio. Ela disse à polícia que o marido atirou para que ela não o denunciasse pelo assassinato de um homem.
Devido aos ferimentos, a vítima ficou paraplégica e estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas, segundo os médicos da unidade, ela foi transferida. O delegado Thiago Damasceno, que investiga o caso, preferiu manter sigilo sobre o local onde ela se encontra com o intuito de garantir a segurança da mulher e confirmou que a vítima foi ouvida nos últimos dias.
 
Antes, a suspeita era de que a vítima teria tentado cometer suicídio, atirando contra si. Depois de se recuperar, porém, ela refutou essa hipótese. Como a Justiça já havia expedido um mandado de prisão contra o suspeito por outro crime, o marido encontra-se foragido há algum tempo, conforme o delegado. O homicídio, conforme a mulher relatou à polícia, ocorreu no 5 de março deste ano, algum tempo depois, ela sofreu a tentativa de assassinato.
 
 
Depois disso, ela contou ao marido ter conhecimento de que ele havia assassinado um homem após uma briga de bar no Distrito de Água Limpa, a aproximadamente 120 quilômetros de Sorriso. "Possivelmente, o suspeito tinha medo de que um dia a mulher contasse o que sabia e, por isso, tentou matá-la", pontuou o delegado.
 
 
Após ser queimado, como a mulher relatou a polícia, o corpo foi enterrado em uma região de mata. Porém, algum tempo depois, a ossada foi encontrada. Além disso, a perícia constatou que a mesma arma que atingir a esposa foi usada para assassinar a outra vítima.
 

SORRISO MT:O PORTAL DE SORRISO MT E REGIÃO:Sorriso: rapaz é preso com notebook furtado na casa de juiz


Foi preso, agora há pouco, em uma residência no bairro União, um rapaz, que não teve o nome divulgado, que estava com duas motos roubadas e o notebook que foi furtado da casa de um juiz.
Na residência a Polícia Militar ainda encontrou duas munições calibre 22, um carregador do mesmo calibre, uma luneta para acoplar em armas e utilizá-las em longa distância e o documento de uma moto que foi roubara de uma empresa no dia 28 de setembro.
De acordo com a PM, o preso pode ser um dos assaltantes que roubou uma joalheira no dia 27 do mês passado e passará pelo reconhecimento das vítimas e após será encaminhado à delegacia.