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Estupros na Lapa: vítimas preferem o segredo, diz especialista

  • Queixas notificadas pela rede de saúde nunca chegaram às delegacias
MARCO AURÉLIO LISAN (EMAIL·FACEBOOK·TWITTER)
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Banheiros químicos na Lapa, onde teriam ocorrido casos de estupro Foto: Custódio Coimbra (05/01/2011) / O Globo
Banheiros químicos na Lapa, onde teriam ocorrido casos de estupro Custódio Coimbra (05/01/2011) / O Globo
RIO — Casos de estupro de mulheres em banheiros químicos da Lapa nunca chegaram às Delegacias de Atendimento à Mulher (Deams) do Centro do Rio. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, não há registro de nenhuma ocorrência do tipo. Para Leila Linhares, coordenadora da ONG Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação, números revelam universo pequeno.
Por que os estupros estão em alta? Hoje a mulher denuncia mais?
São as duas coisas: o estupro aumentou e as mulheres passaram a denunciar mais seus agressores. As delegacias de Atendimento Especial à Mulher (Deams) ajudam muito nessa hora. As mulheres sabem onde buscar ajuda.
Por que os estupros são subnotificados?
Há um dado pouco discutido. Na realidade, o crime de estupro tem subnotificação no mundo todo; um número muito grande de mulheres não denuncia. Não conseguimos ter essa abrangência em números, mas as vítimas se sentem tão envergonhadas, desamparadas, que guardam segredo sobre isso. E o que chega às autoridades de saúde e policiais é algo relativamente pequeno no universo da incidência desse crime contra a mulher.
A proximidade da vítima com o agressor é outro problema?
Claro. Muitas mulheres omitem o estupro porque os agressores privam da intimidade delas. Ele é o marido, o ex, o parente próximo, e essa mulher se sente culpada em denunciar o familiar, ou se sente amedrontada, se perguntando: o que pode acontecer diante da família se eu denunciá-lo?


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/estupros-na-lapa-vitimas-preferem-segredo-diz-especialista-8627921#ixzz2VgXBRW00
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Casos de estupro no Estado do Rio aumentam 24,1% entre 2011 e 2012

Dados do ISP confirmam que 51,1% dos casos foram contra meninas de zero a 14 anos

Dados do ISP confirmam que 51,1% dos casos foram contra meninas de zero a 14 anos

Em 2012, 6.029 pessoas foram vítimas de estupro em todo o Estado do Rio, um número 24,1% maior do que no ano anterior, sendo que a maioria dos casos ocorreu nas cidades de Nova Iguaçu, Queimados e Mesquita, todas na Baixada Fluminense. O dado foi apresentado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) em uma audiência realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Presidente do colegiado, a deputada Inês Pandeló (PT) informou que pretende criar um comitê para gerir um sistema integrado de registros de violência, o Observa Mulher-RJ. “Existem os dados nas delegacias e a tendência é que eles cresçam, abordando a área da Saúde, com mulheres que não denunciam, mas procuram os hospitais após os abusos. Queremos todos os casos registrados”, explicou a parlamentar.
Inês também comentou que pretende enviar ofícios às prefeituras e ao Governo do estado, buscando relatórios sobre a violência contra mulheres e crianças e sobre o efetivo policial atuante em diversas regiões, com o objetivo de descobrir se as áreas onde ocorre um maior número de casos de estupro possuem contingente de Segurança menor ou inadequado.
Chefe de Polícia Civil, a delegada Martha Rocha esteve no encontro e apresentou um relatório dos casos de estupro no estado de janeiro a abril de 2013. Os dados da Polícia Civil registram 1.822 casos de estupro e, no mesmo período, a prisão de 70 pessoas pelo crime. Martha ainda declarou que uma série de fatores pode ser responsável pelo aumento desse tipo de crime no estado:
“Aumentou o número de denúncias e a nova tipificação foi alterada e, agora, engloba qualquer ato libidinoso, envolvendo tanto mulheres quanto homens. Sem dúvida, a possibilidade de qualquer pessoa notificar, pois antes só a parte interessada podia fazer isso, também contribui para esse crescimento”.
A coordenadora do Núcleo de Pesquisa do ISP, Andreia Soares, disse que não há como constatar se houve um aumento no número de casos ou no número de denúncias.
“Cresceu o número de registros. Se isso é uma consequência apenas do número de estupros, só um estudo mais aprofundado poderá nos dar a resposta”, reforçou. Ainda segundo os dados do instituto, 51,4% dos estupros ocorridos no estado no ano passado podem ser classificados como “estupro de vulneráveis”, pois as vítimas tinham entre zero e 14 anos de idade. Além disso, mais da metade delas, 51,1%, tinha relações próximas com seus agressores, sendo que, em 29,7% dos casos, essa relação era de parentesco.
A subsecretária estadual de Políticas para as Mulheres, Ângela Fontes, informou que duas unidades móveis do programa “Mulher, viver sem violência”, lançado pelo Governo federal, irão percorrer o estado buscando mulheres do campo que não têm atendimento por estarem distantes dos centros de acolhimento.
“Essas unidades estarão disponíveis, provavelmente, em outubro. Estamos analisando os caminhos que iremos percorrer e que regiões serão atendidas”, anunciou. Ângela disse que a secretaria vem buscando medidas para diminuir esses crimes e atender as vítimas. Entre alguns projetos, estão o acolhimento, nos Centros Integrados de Apoio à Mulher (Ciam) Regional da Baixada, em Nova Iguaçu, e Márcia Lyra, no Centro do Rio, às mulheres que sofreram violência doméstica.
Durante a audiência, a deputada Inês Pandeló também falou sobre a aprovação, na última quarta-feira (05/06), pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, do projeto de lei que cria o Estatuto do Nascituro. O projeto garante uma ajuda de custos no valor de um salário mínimo para vítimas de estupro que venham a engravidar e que queiram criar os seus filhos, estimulando-as a não abortar.
“Acho um retrocesso. O que está por trás disso? A culpabilização da mulher. Nesse caso, o texto está dizendo: olha, o estado está dando condições para você criar o seu filho. Então, você está jogando a culpa na mulher, ao invés de buscar e punir o verdadeiro culpado”, finalizou.

“Sou fruto de estupro e a favor do aborto”

Claudia Salgado, 28 anos, gerente de varejo, fala de forma corajosa sobre a ilegalidade do aborto e suas consequências absurdas. Um viés humano e sincero nesse momento em que se debate o projeto de lei do nascituro

Matéria originalmente publicada por Juliana de Faria, autora do blog OLGA
Minha mãe tinha 18 anos na época em que foi estuprada. Ela não foi a única que sofreu este tipo de violência na família: tenho uma tia que também foi humilhada e estuprada por mais de um homem, mas não teve frutos disso, a não ser o trauma e a vida quebrada.
Somos de uma cidade muito pequena no interior de Santa Catarina. Ela havia saído com minha tia para dançar em uma matinê e, quando voltou para casa, sofreu agressão física muito brutal do avô, que era militar e muito rigído com regras e com relação às filhas saírem de casa. A família era muito grande – eram 5 filhas no total – e havia muita preocupação com relação as filhas ficarem mal faladas.
Estou abrindo isso para mostrar como ignorância só gera ignorância. Meu avô não é má pessoa, mas ele era alcoólatra e muito severo com as meninas.
Minha mãe ficou desesperada depois da surra que tomou e decidiu fugir de casa com minha tia. As duas estavam muito machucadas e vulneráveis e se sentaram desoladas nas escadarias da Catedral no centro da cidade, onde estes dois homens se aproximaram de forma amigável e ofereceram amparo. Elas inocentemente aceitaram e foram passar a noite na casa deles, onde haviam mais homens. Foi quando toda a violência física ocorreu. Minha tia era mais forte e conseguiu fugir, mas minha mãe não conseguiu e foi violentada por mais de um homem. Somos tão parecidas fisicamente que ela mesmo lamenta o fato de nem sequer saber qual deles é meu pai.
Naquela época as coisas não eram bem explicadas – em sua maioria, eram omitidas. Minha mãe não contou a ninguém o ocorrido, pois, além da vergonha, ela ainda se sentia mortificada de medo de que não acreditassem nela. Ela era tão inocente que nem sabia que estava grávida, nem foi atrás de justiça, apenas se fechou. E quando a barriga ficou impossível de disfarçar, ela não pôde mais negar e outra vez passou por mais humilhação. Teve que sair de casa às pressas, pois meu avô queria matá-la. Eu não acho que, para ela, seguir a gravidez foi uma escolha, ela não entendia o que estava acontecendo e só teve essa opção.
Essa história afetou minha vida e a relação com a minha mãe por muitas razões. Ela não tinha a menor estrutura emocional de ter um filho sob aquelas condições e naquela idade. E eu nunca me senti desejada. Minha infância ficou quebrada e minha vida, incompleta. Só soube dessa história quando tinha 11 anos. Até então, ela dizia que meu pai havia morrido num acidente enquanto ela estava grávida, o que eu sempre achei estranho, pois nunca havia visto uma foto ou algum registro de que ele realmente existira.
Minha infância ficou incompleta porque me faltou a figura paterna, minha mãe era instável emocionalmente, me senti enganada e não consegui assimilar quando ela me contou a minha origem. Me sentia humilhada quando via minhas amigas com seus pais num lar ajustado.
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“Acho muito mais digno interromper uma gravidez indesejada do que colocar uma criança no mundo para sofrer e passar necessidades. Hoje não sinto a menor vontade de ser mãe. Não acredito que poderei ser boa o suficiente” – Cláudia Salgado. (Reprodução – OLGA)
Sentia raiva da minha mãe porque ela me teve sem ter me desejado, embora existisse o respeito por saber que ela nunca deixou nada me faltar e sempre fez o possível para que eu crescesse com dignidade, tivesse uma boa educação e nada me faltasse.
Sempre tive o sentimento de que ela se importava comigo, mas não me amava… E até hoje tenho este sentimento, mas hoje é mais compreensível porque, com o tempo, adquiri maturidade para entender o quanto isso foi danoso e o quanto deve ter sido difícil para ela ter que conviver com o fantasma de um ato bárbaro. É muito difícil lidar com a dor da rejeição, ela nos deixa realmente miseráveis… E mesmo que você tente se agarrar a seu orgulho, esbravejar que está tudo bem e ser indiferente a situação, não tem como: aquilo está ali, é a realidade da sua vida e você precisa aceitar.
Acho que nesse caso é visível que a ignorância gerou tudo isso. Se ela tivesse mais abertura em casa e direito de expressão, mais compreensão da parte dos pais, nada disso teria acontecido.
Não sei se cabe dizer que ela poderia ter escolhido interromper a gravidez, pois acredito que ela nem se quer sabia que isso era possível naquela altura. E também sei que no fundo ela não se arrependeu, porque não fui uma filha ruim e nunca dei trabalho ou fiz algo que pudesse fazer com que ela se arrependesse de eu ter nascido. Pelo contrário, minha chegada na família foi recebida com muito amor, inclusive meu avô aceitou e foi um pai para mim. Quem me criou foram meus avós, minha mãe teve mais um papel de provedora, pois sempre trabalhou muito para garantir que nada me faltasse.
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Acho apenas que ela deveria ter se empenhado mais em achar estes bandidos, mas, ao mesmo tempo, acredito que ela estava muito fragilizada naquele momento e não tinha condições de lutar por nada além da nossa sobrevivência. E devo confessar que sou uma pessoa de sorte, pois não tive um pré-natal e nasci muito saudável.

O PROJETO DE LEI DO NASCITURO

Acho esse projeto de lei um grande equívoco. Acredito que as mulheres deveriam ter suporte financeiro e emocional do governo para tomarem a decisão que melhor fosse conveniente a elas, especialmente num caso de estupro, em que deveria ser totalmente amparada e ter o direito de escolha de continuar ou interromper a gravidez. Não se trata apenas de receber uma esmola do governo, vai muito além disso…

A FAVOR DO ABORTO

Por ser fruto de um estupro, me sinto até mesmo no direito moral de ser a favor do aborto. Eu sei o quanto foi horrível e quantas vezes desejei não ter nascido, pois acredito que a vida da minha mãe teria sido muito melhor se isso não tivesse acontecido. Ela teria tido mais tempo para concluir os estudos, fazer coisas que uma jovem da idade dela faria se não tivesse um filho nos braços. Ela não teria passado pela dor da reprovação, pela humilhação que passou e teria muito mais chance de ter formado uma família e ter um lar ajustado. Demorou muitos anos até que ela conseguisse (eu já era adolescente quando ela conheceu uma pessoa, com qual ela já está há 12 anos e tem outra filha). Ela também acabou de se formar em Direito, aos 47 anos de idade. Acho muito mais digno interromper uma gravidez indesejada do que colocar uma criança no mundo para sofrer e passar necessidades.
Eu fiquei extremamente sequelada, e não sinto a menor vontade de ser mãe. Não acredito que poderei ser boa o suficiente. Me sinto extremamente insegura e tenho muita resistência ao assunto. Sempre digo que só terei um filho se algum dia estiver em uma relação estável com alguém que queira muito, que me passe essa segurança.

O QUE PODEMOS FAZER

Eu acho que falta promover a igualdade, no sentido de que nós, mulheres, tenhamos autonomia sobre nossos próprios corpos e que possamos decidir por nós mesmas como ter um filho afetará nossas vidas e a da criança inocente. Sem interferência de religião, a mulher necessita ter esse direito e centros de apoio moral e psicológico. Vamos supor que homens pudessem engravidar, vocês acham que o aborto já não estaria legalizado?
Leis como essa são criadas, pois vivemos num mundo cheio de pessoas ignorantes e incapazes de pensar no dano que um estupro causa à história de uma pessoa.
Devemos promover discussões saudáveis e positivas sobre o assunto em um aspecto geral, derrubar dogmas e aumentar a consciência de um assunto que é importante na vida de muitas pessoas. Trabalhar com comunidades locais oferecendo suporte psicológico, oferecer uma plataforma neutra onde a mulher tenha espaço, sem ser julgada, e analisar realisticamente os prós e contras da gravidez. E que a mulher possa fazer sua própria decisão.

Bolsa estupro é retrocesso, diz deputada Inês Pandeló

Jornal do BrasilÍris Marini
Depois da audiência pública, realizada nesta quinta-feira (6), na Alerj, a presidente da Comissão dos Direitos da Mulher e deputada estadual pelo PT, Inês Pandeló, declarou que o Estatuto do Nascituro, conhecido como “Bolsa estupro” é um retrocesso.
“Nós da comissão e do movimento repudiamos qualquer atitude que culpabilize a mulher pelo estupro, pela violência. Não estou discutindo se tem de ser contra ou a favor do aborto, porque sou a favor da vida acima de tudo, mas nesse caso, que já tem lei dando direito legal ao aborto em razão do estupro, é um retrocesso, porque culpa a mulher. Vai ter uma pequena bolsa e vão dizer: ‘a mulher que não quis a bolsa e fez um aborto legal é uma desalmada, sem coração’. Ou seja, tira o foco do criminoso e passa a criminalizar a vítima”, avaliou.
Deputada criticou a proposta do Estatuto do Nascituro
Deputada criticou a proposta do Estatuto do Nascituro
O projeto que cria o Estatuto do Nascituro tem apoio da Frente Parlamentar Evangélica. A proposta avançou na Câmara dos Deputados, depois da aprovação do mérito, em 2010, e foi aprovada quarta-feira (5) na Comissão de Finanças e Tributação. O texto define que a vida começa na concepção e prevê o pagamento de uma bolsa em dinheiro para as mulheres vítimas de estupro que optarem por não realizar o aborto.
A representante do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, da Articulação de Mulheres Brasileiras – RJ, Angela Freitas, diz que o benefício também pode gerar uma “despesa orçamentária não prevista”.
“Deve haver uma regra que diz que este tipo de lei não pode passar sem ter antes uma discussão no nível do orçamento público, porque ela gera uma despesa para o estado. A lei recomenda que o estuprador sustente a criança gerada no crime que ele fez. E se o estuprador não for encontrado, é o estado que deve sustentar essa criança até que ela atinja maior idade, se não me engano. É uma aberração filosófica que institucionaliza uma agressão. Isto pode, por outro lado, esvaziar o direito que essa mulher agredida tem de interromper essa gravidez em consequência desse ato. No fundo, entendo que o objetivo é criminalizar até este tipo de aborto”, opinou, Angela.
Para a matéria seguir ao plenário, falta a votação na Comissão de Constituição e Justiça. O projeto conta com o apoio do líder do PMDB, no Rio, Eduardo Cunha.


Tags: audiência pública, aumento policia, estado, estupro, inês pandeló, legislação, marta rocha, saúde, violência

Comissão aprova projeto que garante bolsa-auxílio a vítimas de estupro

Críticos chamam Estatuto do Nascituro de 'Bolsa Estupro'.

Objetivo do projeto é estimular grávidas por estupro a não abortar.
Mulheres contrárias e favoráveis ao Estatuto do Nascituro se manifestam na Câmara (Foto: Felipe Néri / G1)Mulheres contrárias e favoráveis ao Estatuto do Nascituro se manifestam na Câmara (Foto: Felipe Néri / G1)
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (4) em votação simbólica o projeto que cria o Estatuto do Nascituro, que prevê proteção jurídica à criança ainda não nascida e garante assistência pré-natal e acompanhamento psicológico a mulheres vítimas de estupro.
O projeto é um meio de estimular as vítimas de violência sexual a ter o bebê caso fiquem grávidas, mas não retira do Código Penal o artigo que autoriza o aborto em caso de estupro e em situações em que a vida da grávida seja colocada em risco.
O texto foi apelidado por entidades feministas de “Bolsa Estupro”, por estabelecer o benefício mensal no valor de um salário mínimo às mães vítimas de estupro, além de uma bolsa-auxílio de três meses a mulheres que engravidarem em decorrência de estupro e optarem por não realizar o aborto.
O projeto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo plenário da Câmara para então ser encaminhado para o Senado.
A votação ocorreu um dia após a realização da Marcha pela Vida em Brasília, contra o aborto, e no dia da Marcha da Família, manifestação programada para a tarde desta quarta na Esplanada dos Ministérios, contra o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Em lados diferentes da sala onde ocorreu a sessão, manifestantes favoráveis e contrários à proposta levantaram cartazes de apoio e crítica ao texto.
O projeto tem como relator o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), integrante da bancada evangélica.
“Esse projeto não muda a condição do aborto legal, mas garante subsistência à mãe vítima de estupro que não quer abortar, mesmo tendo a previsão legal”, disse Cunha.
Antes de iniciar a votação, o relator pediu que deputados se manifestassem de acordo com a sua posição sobre o aborto.
“Queremos que quem é a favor o aborto vote contra o meu relatório. Quem é contra o aborto, voto com o meu relatório”,  declarou o deputado.
Pensão alimentícia
O texto também determina que, se o pai da criança (autor do estupro) for identificado, ele será obrigado a pagar pensão alimentícia à criança.
Nos casos em que a vítima de estupro optar por não assumir a criança após o nascimento, o bebê deverá ter prioridade para adoção.
O projeto estabelece como nascituro o ser que já foi concebido mas ainda não nasceu, e tipifica os crimes cometidos contra ele.
Pelo texto, o conceito de nascituro inclui os seres humanos concebidos “in vitro” e também aqueles os produzidos por meio de clonagem, reconhecendo a sua natureza humana com proteção jurídica pelo próprio Estatuto do Nascituro, pela lei civil e penal.
O texto prevê pena de seis meses a um ano para o indivíduo que referir-se ao nascituro com palavras depreciativas ou que fizer apologia ao aborto. Também inclui pena de um a três anos de detenção para quem causar intencionalmente a morte de nascituro, e até dois anos de prisão por anúncio de processo ou substância que provoquem aborto.
Divergências
Para o deputado Afonso Florence (PT-BA), autor de voto em separado ao relatório de Cunha, o texto não poderia ser aprovado na comissão por não estabelecer a previsão de gastos para União.
“Eu não sou favorável ao aborto. Mas a lei de responsabilidade fiscal estipula que, se vai haver pagamento de benefícios pelo governo, é preciso que ao menos se saiba o número de beneficiados”, disse Florence.
A deputada Erika Kokay (PT-DF), também contrária ao projeto, disse que o texto é inconstitucional por entrar em contradição com o Código Penal.
“Foi um estupro em defesa dos estupradores, porque legitima algo ilícito e fere o Código Penal ao tipificar o aborto. Ao dizer que assegura os direitos dos nascituros, esse projeto nega a autonomia das mulheres e paga para que o fruto do estupro se mantenha”, disse a deputada.

Injustamente pastor acusado de estupro tem primeira audiência marcada

Preso há um mês no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, Marcos Pereira, pastor da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, acusado de estupro, começa a ter seu futuro decidido no dia 17 de junho, a partir das 14 horas, na primeira audiência sobre o caso, em São João de Meriti, Baixada Fluminense.


A cidade é a mesma onde fica a igreja da qual Pereira é líder, e onde ele foi detido pela Polícia Civil. Na audiência, o pastor denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro começará a responder a duas acusações de estupro contra duas fieis de sua igreja. Na sessão também estarão presentes as testemunhas de acusação.

Segundo as denúncias do MP, o pastor é "pessoa de alta periculosidade e ameaça direta e indiretamente as pessoas que o contrariam". Ainda de acordo com o MP, Pereira utiliza-se de sua autoridade religiosa para amedrontar e até mesmo aterrorizar suas vítimas.

Em depoimento à DCOD (Delegacia de Combate às Drogas), uma das vítimas que deu origem à denúncia do MP contou ter sido abusada durante alguns anos, mas nunca falou nada, pois se sentia ameaçada por ele.

"Que a declarante viu o pastor Marcos deitado na cama com a Irmã A. tendo relação sexual e posteriormente, ao ser questionada, a irmã disse: nós temos que deixar o pastor fazer isso conosco para que ele não pecasse com outras mulheres do mundo exterior; que a própria declarante passou a pensar dessa forma, tendo a declarante por algumas vezes, deixado o pastor abusá-la", disse a vítima em depoimento. "[...] que o pastor passava a ameaçar as Irmãs dizendo que estas estavam com o demônio e a declarante sempre ficava amedrontada", afirmou.

Ainda segundo o depoimento desta mulher, Pereira tinha ligações com o tráfico de drogas, já que lavava dinheiro dos traficantes em vendas de CDs e DVDs.

Fonte: UOL

Mulher de 30 anos é presa em Dourados com carro roubado

Uma mulher de 30 anos foi detida pela Polícia Rodoviária Federal, após ser flagrada transitando pela BR-463 em um automóvel roubado. O flagrante ocorreu no Posto Capey, entre Dourados e Ponta Porã.
Por volta das 21h os policiais abordaram um Volkswagen Fox que seguia sentido fronteira, conduzido pela suspeita que estava acompanhada de três amigas. Durante abordagem, as autoridades suspeitaram da atitude da condutora eque acabou entrando em contradição enquanto era entrevistada.
Ela afirmou que havia pegado o carro de um amigo dois dias antes, mas que não o conhecia e não sabia o nome do conhecido. Os policiais checaram o registro do carro junto ao sistema e constaram que o veículo havia sido roubado em Goiânia-GO, em novembro do ano passado. A motorista foi detida e encaminhada à Polícia Civil de Ponta Porã, onde foi autuada em flagrante por receptação; ela pagou fiança e vai responder em liberdade.

Rapaz estupra menino de 3 anos e alega brincadeira

BOM JESUS DO GALHO – Um rapaz de 25 anos foi preso em flagrante sob acusação de estuprar um menino de três anos na tarde da última sexta-feira (07), em Bom Jesus do Galho. O fato aconteceu próximo à linha férrea que corta o município. 
O caso foi denunciado pela mãe do menino, que contou à polícia que por volta de 14h o homem teria chegado em sua casa e chamado pela criança. Segundo a mulher, ela estava no banheiro quando ouviu pelo chamado e quando saiu não encontrou mais o filho em casa. 
Desesperada, a mãe saiu à procura do menino, e aos gritos chamava pelo nome dele. Momentos depois a mulher ouviu a criança responder e em seguinte saiu de uma residência abandonada em companhia de um rapaz. 
Em casa o menino acabou contando para a mãe que o homem havia abaixado sua roupa e mantido relações sexuais com ele. O mesmo relato foi repassado para a Polícia Militar. O acusado foi encontrado pela PM e disse que estaria brincando de “casinha” com o menino, negando o estupro. 
Preso em flagrante o homem foi conduzido à Delegacia de Caratinga e autuado por estupro de vulnerável. O delegado que estava de plantão solicitou uma equipe de policiais para que levasse o garoto à Casa de Saúde da cidade. Após exames, os médicos constataram ferimentos na região anal da criança. 

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PM encontra explosivos  em fazenda no Paraíso


PARAÍSO – Denúncias anônimas levaram a Polícia Militar a encontrar vários artefatos explosivos em uma fazenda no Córrego do Achado, zona rural de Santana do Paraíso, por volta de 17h da última sexta-feira (07). 
As buscas foram feitas por militares ambientais que após vistoria encontraram um acampamento com vários detonadores. Ao todo foram apreendidas 20 espoletas industriais, sete pedaços de estopim incendiário, cinco bananas de dinamite em gel da marca Dinapex e um saco de insumos agrícolas granulados. O material que atua como defensivo agrícola serve também para fazer explosivos conhecidos como salitre ou nitrato de amônia. 
No local não havia indícios que apontassem um possível autor. Todo o material foi recolhido e encaminhado para a delegacia de Ipatinga.

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Mais um taxista é roubado na região


IPATINGA – Mais um roubo de táxi foi registrado no Vale do Aço em menos de 24 horas. Desta vez o fato aconteceu na avenida Forquilha, Chácaras Oliveira. O taxista N.G.A., 57 anos, contou que por volta de 21h deste sábado (08) foi chamado para fazer uma corrida para três pessoas. Ao chegar ao destino um dos ladrões, armado com um revólver, anunciou o roubo. 
Os outros comparsas ordenaram que a vítima passasse para o banco traseiro. Um dos ladrões tomou a direção do carro e eles seguiram em direção às Chácaras Paraíso. Ao chegarem ao local mandaram que o taxista descesse e depois fugiram. Além do carro, foram levados da vítima documentos pessoais, R$ 1.000 em dinheiro e documentos do veículo.
Por volta de 2h a polícia encontrou o táxi (o Ford Fiesta 2012, prata, placa OOX-2804) abandonado na rua Bruxelas, nas proximidades da Escola Chico Mendes, no bairro Bethânia. 

SEGUNDO
Este foi o segundo registro de roubo de táxi somente esta semana. Na madrugada de sexta-feira (07), por volta de 2h, bandidos armados renderam um taxista no bairro Jardim Vitória, em Santana do Paraíso, anunciaram o roubo e levaram o carro dele. 
Após o roubo, os criminosos seguiram em direção à cidade de Marilac, no Vale do Rio Doce, onde explodiram um caixa eletrônico, abandonaram o táxi e fugiram em outro veículo roubado. Nas duas ocorrências de roubo a taxista a polícia ainda não conseguiu prender os suspeitos. 

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Soldado ameaçado por menor

FABRICIANO – Um adolescente de 17 anos teria ameaçado de morte um soldado da Polícia Militar lotado no 58º Batalhão de Coronel Fabriciano. O desacato teria ocorrido no fim da noite de sexta-feira (07), na rua São Sebastião, no bairro Santa Helena, local onde ocorria uma festa junina. 
Conforme o boletim de ocorrência registrado pela polícia, durante patrulhamento que ocorria durante a festa dois jovens foram abordados em uma algazarra fazendo menção a facções criminosas do Morro do Carmo. Os rapazes, segundo a PM, não teriam gostado da abordagem e passaram a desacatar os policiais. 
Após receberem voz de prisão por desacato, os acusados ainda resistiram à abordagem e um deles ameaçou um soldado dizendo que o pegaria sem farda. Os jovens foram dominados pelos militares que estavam na ocorrência e levados para o 58º BPM. Quando lá chegaram, o menor que ameaçou o soldado ao chegar na sede o batalhão ainda quebrou uma cadeira.  Os dois foram levados para a delegacia de Ipatinga. 

21º BPM procura padrasto de vítima de estupro na Restinga



No sábado (8/6), às 8h, policiais militares do 21º BPM foram notificados da existência de um crime de estupro ocorrido na madrugada no bairro Restinga.

Uma menina de 13 anos de idade foi vítima de estupro, onde os autores do fato são dois maiores de idade, sendo que um deles é o padrasto que já possui em seus antecedentes criminais um indiciamento por estupro, os autores continuam foragidos. 



O 21° BPM permanece realizando buscas para encontrar os autores.

Preso no Rio há um mês, pastor acusado de estupro começa a ter seu futuro decidido em 17 de junho


O pastor Marcos Pereira, 56, presidente da igreja Adud (Assembleia de Deus dos Últimos Dias), foi preso sob a suspeita de estupros contra fiéis, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
O pastor Marcos Pereira, 56, presidente da igreja Adud (Assembleia de Deus dos Últimos Dias), foi preso sob a suspeita de estupros contra fiéis, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
Julia Affonso, no UOL
Preso há um mês no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, Marcos Pereira, pastor da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, acusado de estupro, começa a ter seu futuro decidido no dia 17 de junho, a partir das 14 horas, na primeira audiência sobre o caso, em São João de Meriti, Baixada Fluminense.
A cidade é a mesma onde fica a igreja da qual Pereira é líder, e onde ele foi detido pela Polícia Civil. Na audiência, o pastor denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro começará a responder a duas acusações de estupro contra duas fieis de sua igreja. Na sessão também estarão presentes as testemunhas de acusação.
Segundo as denúncias do MP, o pastor é “pessoa de alta periculosidade e ameaça direta e indiretamente as pessoas que o contrariam”. Ainda de acordo com o MP, Pereira utiliza-se de sua autoridade religiosa para amedrontar e até mesmo aterrorizar suas vítimas.
Em depoimento à DCOD (Delegacia de Combate às Drogas), uma das vítimas que deu origem à denúncia do MP contou ter sido abusada durante alguns anos, mas nunca falou nada, pois se sentia ameaçada por ele.
“Que a declarante viu o pastor Marcos deitado na cama com a Irmã A. tendo relação sexual e posteriormente, ao ser questionada, a irmã disse: nós temos que deixar o pastor fazer isso conosco para que ele não pecasse com outras mulheres do mundo exterior; que a própria declarante passou a pensar dessa forma, tendo a declarante por algumas vezes, deixado o pastor abusá-la”, disse a vítima em depoimento. “[...] que o pastor passava a ameaçar as Irmãs dizendo que estas estavam com o demônio e a declarante sempre ficava amedrontada”, afirmou.
Ainda segundo o depoimento desta mulher, Pereira tinha ligações com o tráfico de drogas, já que lavava dinheiro dos traficantes em vendas de CDs e DVDs.
“[...]Pastor Marcos recebia o dinheiro dos traficantes nos valores de R$ 15 mil e R$ 20 mil e entregava CDs e DVDs no intuito de se resguardar na lavagem de dinheiro; que o pastor dizia aos membros de sua congregação que estava vendendo os CDs para evangelização e não pegando dinheiro com o tráfico”, contou, em depoimento, a mulher que saiu da igreja há quatro anos.
Desde que chegou à cadeia pública de Bangu, em 8 de maio último, o pastor teve quatro pedidos de liberdade negados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em todas as oportunidades, os desembargadores destacaram necessidade de garantia da ordem pública.

“Espírito de lésbica”

A outra mulher que acusa o pastor e originou a segundo denúncia do MP contra ele afirma que o pastor dizia duvidar da sexualidade dela. Segundo a mulher, uma das primeiras vezes que Pereira se dirigiu a ela foi para dizer que ele via nela um “espírito de lésbica”. Ela contou à Polícia ter achado estranho a impressão do pastor, mas nada fez, pois ele se tratava de um ser superior a ela.
No depoimento, a mulher afirma que começou a desconfiar das atitudes do pastor, quando no meio de conversas, ele contava à ela sobre seus “desejos íntimos, que sentia muitos desejos na carne”. No encontro seguinte, ele pediu a ela que tirasse a roupa.
“[...] Que a declarante continuou a ter encontros com o pastor Marcos em seu gabinete  e ele passou a lhe dizer que sempre que ele mandasse a declarante vir sem as roupas de baixo, ou seja, apenas de roupão, ela deveria atender”, disse a mulher, em depoimento à Polícia.
Em entrevista concedia à reportagem do UOL, através de seu advogado Marcelo Patrício, o pastor negou todas as acusações e afirmou que os processos querem apenas denegrir sua imagem.

Membros da igreja de Pereira foram presos por coagir tertemunhas

Na quarta-feira (29), a Polícia Civil prendeu dois membros da Adud (Assembleia de Deus dos Últimos Dias) suspeitos de coagirem testemunhas de um dos processos contra o pastor.
Lúcio Oliveira Câmara Filho e Daniel Candeias da Silva tiveram mandado de prisão cumpridos por policiais da 64ª DP, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Eles foram presos quando se preparavam para um culto na igreja.
Havia também um mandado de prisão contra o pastor Marcos, mas ele já está preso. Os três são acusados por coagirem testemunhas do processo que investiga uma suposta ligação dos membros da igreja com o tráfico de drogas.
Por meio de nota divulgada no Facebook do pastor Marcos, o vice-presidente da Adud, identificado como Luis Carlos, diz que os dois membros da igreja não cometeram nenhum crime e que não há prova contra eles.
“Tanto o Evangelista Daniel quanto o evangelista Lúcio são pessoas de bem e são vítimas da mesma conspiração que prendeu nosso pastor. Quem os conhece pode constatar que eles são incapazes de praticar qualquer crime”, diz a nota.

Investigação contra pastor começou após denúncia do coordenador do AfroReggae

O pastor começou a ser investigado há pouco mais de um ano, a partir de acusações que o coordenador da ONG AfroReggae, José Júnior, fez sobre o suposto envolvimento de Marcos Pereira com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Ao longo das investigações, a polícia descobriu que o pastor teria estuprado algumas fiéis. Ele é investigado ainda por supostas participações em homicídios e por organizar orgias com menores de idade em um apartamento em Copacabana, avaliado em R$ 8 milhões e registrado em nome da igreja.
Na semana passada, Magno Malta defendeu o pastor Marcos Pereira. 

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Menina de 18 meses da entrada em hospital com indícios de abuso sexual

 Foi registrado boletim de ocorrência no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) de Rondonópolis, na noite de anteontem (06), por volta das 21 horas pelo conselheiro tutelar Ronny Erik Marques de Castro um possível ato de abuso sexual contra uma menina de 18 meses. 
 
 
Segundo informou a Polícia Militar, o conselho tutelar foi acionado pela médica Suihany Martins, no Hospital de Pronto Atendimento Infantil (P.A.I.), do Jardim Santa Marta assim que a menor deu entrada com sangramento vaginal. A médica examinou a criança e detectou que havia a hipótese de ter ocorrido algum tipo de abuso sexual. 
 
 
Ao questionar a mãe e a avó da criança sobre a rotina diária da família, ambas informaram que a menina fica diariamente, das 6h30 às 17 horas na creche Luiz Henrique Bulhões, no bairro Nossa Senhora do Amparo. Na tarde de ontem, por volta das 16 horas os responsáveis pela creche entraram em contato com a avó da criança informando que a mesma estava com um pequeno sangramento genital. 
 
 
Os responsáveis pela creche, entregaram a criança à família sem solicitar a presença do conselheiro tutelar, que assim que soube do fato, recorreu ao Cisc para registro do boletim de ocorrência. Vários exames foram feitos e não foi detectado nenhum tipo de infecção na criança.
 
 
O caso está sendo investigado pela Polícia Judiciária Civil de Rondonópolis.

Resende faz projeto contra abuso e exploração de menores

Wellington Silva

wellington@diariodovale.com.br
Resende
Durante os últimos vinte anos, a questão da violência e do abuso sexual contra menores vem se apresentando como um problema social de grande preocupação. Diante desta realidade, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos vem desenvolvendo o projeto batizado de "Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes". A iniciativa tem por objetivo criar mecanismos de defesa contra o abuso sexual de crianças e adolescentes.
De acordo com a psicóloga do Centro Especializado de Assistência Social (Creas), Talita Mara Maia Tavares, conscientizar as pessoas sobre a questão do abuso e da exploração sexual de menores é uma realidade que não pode ser esquecida pelos serviços de abordagem social.
- Este é um assunto de grande relevância que, infelizmente, atinge todas as classes sociais. E o Creas, dentro da dinâmica do projeto, vem priorizando mecanismos - palestras, peças teatrais e ações nas ruas - que através de uma linguagem especifica alertará a população sobre as diversas formas de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes - enfatizou.
Talita reforçou que prestar a devida orientação para os estudantes do Ensino Fundamental é outra meta do projeto.
- Dentro de uma linguagem especifica direcionada para as diferentes faixas etárias, a equipe do Creas, seguindo as determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente, interage nas escolas orientando, explicando e dando dicas para que crianças e adolescentes fiquem atentos sobre as variadas situações que podem ser caracterizadas de abuso e exploração sexual - comentou.
Orientadora educacional de uma escola localizada no bairro Lavapés, Elaine Rodrigues Alves, comentou que o projeto tem atraído a atenção de diversos pais, que passaram a observar com maior eficácia mudanças de comportamento nos filhos.
- Desde que o projeto foi inserido na escola, aumentou gradativamente o interesse e a participação dos pais e responsáveis nestes projetos. Eles também estão nos informando sobre qualquer mudança na rotina de vida de seus filhos. O projeto vem trazendo equilíbrio na comunicação entre escola e família - contou.
Acompanhamento
De acordo com balanço feito pelo Creas, estão sendo acompanhados 89 casos classificados como abuso sexual e 15 como exploração sexual de crianças e adolescentes. De acordo com a Secretária Municipal de Educação, Rosaly Azevedo, os números são uma soma dos casos ocorridos nos últimos cincos anos.
- Até o momento são 113 casos de abuso sexual que são o acumulado de um total de cinco anos. O período avaliativo dos últimos seis meses consta apenas em nossos relatórios como forma de mesurar a situação - salientou.

Prevenindo a erotização
Dentro dos objetivos de orientação direcionada a pais e alunos, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos humanos vem desenvolvendo nas escolas o projeto de Prevenção a Orientação Infantil. A iniciativa tem como objetivo incentivar pais e responsáveis a se conscientizarem sobre o comportamento, brincadeiras e modo de se vestir adequado para cada tipo de idade.
- A campanha visa conscientizar os pais e responsáveis a incentivarem seus filhos a ter consciência de que criança deve se comportar, brincar e se vestir como criança. Pequenos gestos como controlar a cor do batom, o cumprimento da saia, as músicas e os programas de TV, podem ser importantes mecanismos de defesa contra tentativas de violência sexual-enfatizou a psicóloga Talita Tavares.
A estrutura da campanha conta com a distribuição de materiais informativos e apoio psicológico direcionado para pais e filhos.


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