Livros didáticos deverão alertar sobre os perigos do consumo de drogas

A proposta exige que o alerta sobre os transtornos causados pelos vícios, venha inserido nos livros didáticos distribuídos nas 2.762 escolas ativas, nos 141 municípios de Mato Grosso

AL/MT
Tramita na Assembleia Legislativa, um projeto de lei que visa advertir sobre os malefícios do consumo de bebidas alcoólicas e do uso de drogas, nas unidades escolares públicas e particulares do Estado de Mato Grosso.

De autoria do deputado Emanuel Pinheiro (PR), a proposta exige que o alerta sobre os transtornos causados pelos vícios, venha inserido nos livros didáticos distribuídos nas escolas. E as unidades de ensino particular deverão informar as suas editoras sobre a obrigatoriedade contida no projeto.

“Atualmente, um dos maiores problemas enfrentados nos lares mato-grossenses é o consumo de drogas cada vez mais precoce por parte de crianças e adolescentes em idade escolar”, diz o deputado.

Pesquisas apontam que a alta incidência da criminalidade no país tem como causas originais o tráfico ou o consumo de drogas. Na avaliação de Emanuel Pinheiro, o combate a esse mal só tem uma saída: a prevenção e a orientação às crianças e jovens sobre o efeito nocivo de drogas, tanto as ilícitas como as lícitas.

A orientação e conscientização para a prevenção ao uso de drogas, inseridas nos livros, na opinião do parlamentar, ajudará muito no combate aos vícios e na diminuição do índice de criminalidade.

Uma das causas que motivou o deputado Emanuel Pinheiro a criar o projeto foram as reclamações advindas de diretores da rede pública, que rotineiramente criticam o aumento desenfreado da violência nas escolas estaduais e municipais de Mato Grosso.

Recentemente, um estudante de 17 anos morreu após levar um tiro na frente da Escola Estadual Professor Fernando Leite de Campos, localizada na Avenida Alzira Santana, no Centro de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

Já em outra situação, uma estudante de 15 anos, que estava grávida, foi agredida por três colegas durante o intervalo de aula na Escola Estadual Vitória Furlani da Riva, no município de Alta Floresta, a 800 quilômetros da capital. “Diante dos inúmeros problemas ocorridos nas escolas públicas, resolvi criar este projeto que deverá ser implantado em todas as escolas existentes no Estado”, afirma.

Dados da Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso (SEDUC), afirmam que existem 2.762 escolas ativas em 141 municípios do Estado, que atendem alunos nas diversas modalidades de ensino nas redes estadual, municipal, federal e privada.

“Temos que sair da contemplação e partir para a ação. Agir preventivamente é garantir um futuro melhor e sem drogas no meio de convivência de nossos jovens”, completa Emanuel Pinheiro.

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