Os profissionais de fisioterapia das Unidades de Terapias Intensiva (UTI), infantil e adulto contratados pela Prefeitura de Cuiabá estão com os salários atrasados desde o mês maio de 2013, sem nenhuma previsão de receber o pagamento. Os profissionais também reclamam do baixo salário, da carga horária excessiva e da desvalorização profissional.
Segundo eles, os atrasos salarias são constantes e que raro é o mês que recebem com atraso de poucos dias. O atraso de 60 dias, dizem, é considerado já normal – embora desrespeitoso. Os profissionais pedem para suas identidades serem preservadas porque temem perseguição política. Recentemente, segundo eles, uma denúncia ao Mistério do Trabalho rendeu até demissão.
Outra questão que foi abordada na denúncia é a forma de empregabilidade que esses profissionais atravessam hoje na Capital. Eles se queixam da falta de condições de trabalho dentro dos hospitais. “É um verdadeiro absurdo!” – lamentam.
Os fisioterapeutas reclamam dos salários defasados há muito tempo. Além disso, lembram que existem pessoas que prestam serviço em um determinado hospital por mais de dez anos, mas correm risco de serem demitida a qualquer momento. Principalmente se houver uma mudança de diretor nas unidades de saúde e ele desejar a troca quem bem entender. “Podemos ser mandados embora, com uma mão na frente e outra atrás, sem direito algum, porque não temos nenhum vínculo empregatício com a instituição” – desabafou um profissional.
Segundo informações de denunciantes, hoje existem cerca de 50 profissionais que estão passando por esses problemas dentro da capital que nem o sindicato tem condições ou quer lutar pela categoria.
A Secretaria de Saúde de Cuiabá ainda não se pronunciou sobre o assunto.





