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A ocupação de todos os assentos disponíveis nas galerias da Câmara de Cuiabá pelos professores e servidores da Secretaria Municipal de Educação forçaram o vereador Advair Cabral (PDT), a pedido do presidente da Casa, vereador João Emanuel Moreira Lima (PSD), e do vereador Dilemário Alencar (PTB) a retirar de pauta o projeto que permitia mais de uma reeleição para diretores de escola.
As galerias do plenário das deliberações do Palácio Pascoal Moreira Cabral recebeu sua lotação máxima: 160 assistentes. Por motivo de segurança, cerca de 100 professores e demais profissionais da educação foram impedidos de subir às galerias, em pouco tempo, deixaram as imediações da Praça Moreira Cabral.
A nova redação do Artigo 49 da Lei 5.029/07, elaborada por Adevair Cabral, assegurava aos atuais diretores o direito de tentar a reeleição indefinidamente.
“É para dar o direito de os diretores que têm bons serviços prestados à comunidade escolar terem a oportunidade de disputar um novo mandato”, pondera Cabral. “Isso é golpe”, provoca Gilson Romeu da Cunha, diretor da subsede de Cuiabá do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sintep).
Após vaias e troca de acusações, adevair Cabral retirou o projeto de pauta e prometeu requerer, para a agosto, a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal para discutir o tema.
Alguns professores acusava os parlamentares de ter orquestrado uma manobra junto a Adevair para aprovar ‘na surdina’ o projeto que muda a Lei da Gestão Democrática nas Escolas Públicas e Creches. Adevair respondeu que é professor, formado em letras e há 30 anos trabalha na Prefeitura de Cuiabá





