Taques quer informações sobre empresa que pagou escritório de procurador

Da Assessoria


Por meio de requerimento apresentado à CPI do Caso Cachoeira, o senador Pedro Taques (PDT-MT) pede ao governo dos Estados Unidos informações sobre as movimentações bancárias da empresa Ocean Development II. Laudos da Polícia Federal afirmam que a empresa, ligada ao grupo de Carlinhos Cachoeira, pagou R$ 161 mil ao escritório de advocacia de Geraldo Brindeiro, que também é subprocurador-geral da República.
 
O requerimento é mais um desdobramento do pedido de informações apresentado por Pedro Taques à CPI, em maio deste ano, no qual busca esclarecimentos sobre a transação financeira.
 
Com respaldo no Acordo de Assistência Judiciária em Matéria Penal (MLAT) celebrado entre o Brasil e os Estados Unidos, o mato-grossense pede informações sobre a remessa ou recebimento de valores a brasileiros ou pessoas jurídicas sediadas no Brasil, inclusive nas movimentações sigilosas.
 
"Não é razoável que aceitemos a realização de uma transferência de mais de R$ 160 mil reais sem que haja um vinculo entre os envolvidos (Ocean Development II e Carlos Cachoeira)”, justifica Pedro Taques.
 
Conforme aponta o requerimento, a empresa Ocean Developmente II, com sede nos Estados Unidos, pertencente ao empresário argentino Roberto Coppola. De acordo com Ofício 361/2012 CPMI-Vegas, de 18 de junho de 2012, encaminhado pelo subprocurador-geral da República Geraldo Brindeiro, a empresa de Coppola firmou contrato de prestação de serviço de assistência jurídica com o escritório de advocacia do qual é sócio – a Morais, Castilho e Brindeiro Sociedade de Advogados.
 
O contrato seria para a elaboração de parecer jurídico sobre a legalidade da reativação de loterias estaduais em Santa Catarina e Mato Grosso. Segundo a PF, os pagamentos saíram da conta de Geovani Pereira da Silva entre 2009 e 2010. Ele é considerado o tesoureiro do grupo de Cachoeira e está foragido.
 
Além disso, o senador Pedro Taques cita que, conforme notícias veiculadas na imprensa, Coppola possuía vários negócios com Carlos Cachoeira. As investigações da polícia mostram que a empresa Larami Diversões e En¬¬tretenimento Ltda, além de possuir como sócio a empresa Brazilian Gaming Partners (vinculada ao bicheiro), possuía nominalmente como administrador Carlos Augusto Ramos. A empresa administrava jogos online no Paraná e possuía máquinas "semelhantes” a caça-níqueis em diversos bingos de Curitiba.
 
"Considerando a finalidade desta Comissão de investigar as práticas criminosas do senhor Carlos Augusto Ramos e agentes públicos e privados, bem como o seu dever constitucional de busca da verdade real, é imprescindível que seja procedida a solicitação de informações bancárias da empresa Ocean Development II”, finaliza o senador Pedro Taques.

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