RIVA:População vai pagar a conta e por muito tempo, dispara Brito na AL


População vai pagar a conta e por muito tempo, dispara Brito na AL

Kamila Arruda e Andréa Haddad

     Em rota de colisão com o presidente da Agecopa, Eder Moraes, o ex-deputado Carlos Brito, diretor de Infraestrutura, reascendeu a chama da discórdia na agência. Embasado tecnicamente, ele expôs as divergências internas ao comparecer nesta sexta (2) “na condição de cidadão e não de diretor da Agecopa” à audiência pública convocada pela Assembleia para debater o sistema de transporte rápido, previsto para ser implementado em Cuiabá e Várzea Grande, como parte do plano de mobilidade urbana da Copa do Mundo de 2014. “Esqui aqui como cidadão e sei dos riscos que isto pode causar”, alertou Brito, ao começar o pronunciamento.
     Num claro desabafo, ele disse que não há dinheiro para a obra, independente da polêmica em torno da definição do modal, que está entre o Bus Rápido Transit (BRT) e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Brito alerta que a obra, seja qual for, será custeada mediante empréstimo a ser contraído pelo governo do Estado. “Quem vai pagar esta conta é a população e por muito tempo, pois o dinheiro não existe, é fruto de um financiamento”, disparou.
     Brito admitiu que, no início das atividades da Agecopa, o BRT foi aprovado pelos diretores. Numa demonstração de descontentamento com a repentina decisão do governo Silval Barbosa de lutar pela aprovação de linha de crédito para o VLT, o diretor de Infraestrutura defendeu a necessidade de expor aos moradores um comparativo técnico entre o BRT e o VLT.
     Ele também reconheceu a falta de dados referentes ao modelo sobre trilhos, já que a agência trabalhava desde 2009 com a perspectiva de implantar o BRT. “Precisamos de dados, informações, pois é uma conta que vai ser paga pelo povo de Mato Grosso e não só pelos moradores de Cuiabá e Várzea Grande”. Como exemplo, ele citou a diferença de orçamentos para a obra do VLT. “Não pode ter dúvida, ou custa R$ 700 mil ou R$ 1,1 bilhão”.
     Durante a explanação, o diretor também disse concordar com as declaração do promotor de Justiça Domingos Sávio, que saiu em defesa do BRT. Segundo o representante do MPE, o Estado não tem condições de arcar com o custo do VLT que, segundo ele, está estipulado em R$ 1,2 bilhão pelo Ministério das Cidades. Defensor do modelo sobre trilhos, o presidente da Assembleia, José Riva, reagiu com a alegação de que a implementado do VLT não passa de R$ 700 mil.
     O promotor alegou ter recebido um estudo, elaborado a pedido da própria Agecopa, ao custo de R$ 250 mil, que aponta para a viabilidade de implementação do BRT, num comparativo com o VLT. Também denunciou o gasto de R$ 1 milhão pela agência com um segundo levantamento, feito por outra empresa, para atestar a viabilidade do modal com trilhos. Segundo Domingos Sávio, o Ministério das Cidades estipula em R$ 600 milhões a implementação do BRT e em R$ 1,4 bilhão a do VLT. Para ele, o Estado não pode se dar ao luxo de optar pelo modelo sobre trilhos. “Eu quero andar numa BMW como Eder, presidente da Agecopa, mas não posso, não tenho condições financeiras para isto”, ironizou, ao lançar mão da metáfora para explicar o motivo que o leva a defender o BRT.
Blog do Romilson Dourado

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