O secretário de Comunicação do Estado Carlos Rayel saiu hoje (25) em defesa da secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social, Roseli Barbosa. A primeira dama de MT é investigada pelo Ministério Público Estadual (MPE), por suposta irregularidade na contratação de 120 funcionários para o Lar da Criança.
O promotor Clóvis de Almeida Júnior justifica a ação dizendo que os contratos são desnecessários. Rayel afirmou ao RepórterMT que os servidores foram contratados de forma emergencial, já que a instituição funciona 24 horas por dia e precisa de pessoal não apenas em horário comercial. "A empresa prestadora de serviço rompeu o contrato e o Estado não poderia deixar deixar de atender as crianças", alegou. Questionado, porém, sobre os motivos do rompimento, Rayel respondeu que a empresa não considerava os valores pagos suficientes e, por isso deixou o serviço.
“O Lar precisa de médicos, enfermeiros, cuidadores, psicólogos de forma contínua; o serviço não pode parar. Ainda este ano será realizado concurso público para preenchimento das vagas e o edital será lançado já em agosto", afirmou.
O secretário afirmou que não há irregularidade nos contratos, que têm validade por apenas seis meses. “Esses funcionários são necessários, sim. O Lar recebe crianças com todos os tipos de problemas; crianças com danos psicológicos, crianças doentes, com necessidades especiais e, portanto, é necessário ter profissionais para cuidar delas em todos os turnos, inclusive de madrugada", reforça.
Atualmente o Lar da Criança atende 116 crianças de Cuiabá e Várzea Grande e a última contratação realizada para prestação de serviço na unidade foi de 120 funcionários pelo período de seis meses. No total, 303 servidores estão à disposição do Lar.
O MP questiona a nomeação de servidores em cargos comissionados no Lar, para atividades que não se tratam de gerência, chefia ou assessoramento. Caso seja comprovada a ilegalidade das contratações, os envolvidos responderão pela prática de improbidade administrativa, podendo perder suas funções e ter direitos políticos suspensos, além de reparar o dano causado ao erário, acrescido de multa civil.






