Especulação imobiliária gera inadimplência de 73% em Cuiabá


Secretário de Fazenda sugere que maus pagadores entrem na lista do SPC ou Serasa

Thiago Bergamasco/MidiaNews
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Müller diz que saída para combater a inadimplência é inserir infratores do SPC e Serasa
ISA SOUSA
DA REDAÇÃO
O secretário municipal de Fazenda, Guilherme Müller, afirmou, em entrevista, que a inadimplência de 73% no pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em terrenos de Cuiabá está diretamente relacionada à especulação imobiliária. 

De acordo com dados da Prefeitura, hoje são 51.028 terrenos em Cuiabá. O número representa 24% de todos os imóveis que o Município possui.

“São locais usados em sua grande parte para a especulação imobiliária. O dono não mora nele, não depende dele para viver e, enquanto não vende ou não constrói nada ali, também não paga o imposto. É um problema crônico e o índice de inadimplentes é muito elevado”, afirmou.

Segundo Müller, caso 100% dos proprietários efetuassem o pagamento da alíquota, a arrecadação da Secretaria de Fazenda chegaria a pouco mais de R$ 65 milhões.

Somada à arrecadação predial – que inclui 154.158 imóveis residenciais ou comerciais – o IPTU estaria na casa dos R$ 158,3 milhões. A estimativa real, no entanto, é de R$ 85 milhões.

“Nesse sentido, temos uma perda de R$ 73 milhões, número muito alto e que pretendemos diminuir com políticas cada vez mais incisivas de cobrança. O ideal é que os não pagadores dos terrenos representassem, no máximo, 28%”, disse.

Entre as medidas para diminuir o número de inadimplentes, está a inclusão em serviços de proteção ao crédito, como o Serasa ou o SPC.

“Hoje, qualquer um precisa do crédito para comprar e é nesse ponto que queremos pegar os infratores. O IPTU acaba se tornando um problema grande, que poderia ser resolvido com programação. Assim como o material escolar no começo do ano é programado, assim deveria ser o IPTU”, avaliou.

Valores

Para o secretário de Fazenda, o Imposto Predial e Territorial Urbano em Cuiabá tem uma das alíquotas mais baratas do Brasil e não representa um valor final tão caro.

Com a medida adotada pelo prefeito Mauro Mendes (PSB), que barrou o aumento de 25% do imposto sancionado pela gestão anterior, de Chico Galindo (PTB), a alíquota será de 0,4% para imóveis prediais e 2% para terrenos.

A conta final para o contribuinte, no entanto, deverá apresentar um número superior ao do ano passado. O valor se deve a atualização da inflação, de 5,45%.

Segundo a Prefeitura, dos 158.154 imóveis prediais, 134.402 (85%) são residenciais e 23.752 (15%) são comerciais.

Do total de residenciais, 58% terão um valor máximo de IPTU de R$ 400; 32% de R$ 200. Já nos comerciais serão 52% com tarifa máxima de R$ 400. No caso dos terrenos, 70% pagam no máximo R$ 400.

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