Para ele, medida coibiria abusos econômicos; candidato nanico não tem apoiadores
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO
O candidato a prefeito de Cuiabá pelo Partido Pátria Livre (PP), Adolfo Grassi (PPL), defendeu, em entrevista ao MidiaNews, o custeio das campanhas eleitorais com o dinheiro público.DA REDAÇÃO
O argumento é de que isso seria uma maneira eficaz de combater a corrupção nos pleitos.
“O certo seria que o Estado distribuísse o dinheiro da campanha em valores iguais para cada candidato. Não haveria doadores de campanha, nem gastos excessivos. A contratação de cabos eleitorais é um tipo de corrupção legal. Tem candidato que contrata mais de mil pessoas; com isso, envolve os familiares e ganha a eleição com dinheiro”, disse Grassi.
O PPL é um dos dois partidos considerados "nanicos" na disputa pelo Palácio Alencastro. O outro é o PSOL, que tem como candidato o procurador da Receita Federal, Mauro César de Lara Barros.
Mesmo sem uma base de apoio, já que a sigla não tem bancadas no Legislativo, Grassi disse que vai aproveitar a campanha para se apresentar aos eleitores como uma alternativa para o atual modelo polítco.
Ele revelou que, antes de oficializar a candidatura a prefeito, foi procurado por representantes do PMDB e do PT, com proposta de alianças para a disputa. No entanto, disse que a proposta de lançar um projeto ideológico "falou mais alto".
“O Lúdio [Cabral, candidato do PT] me procurou várias vezes. Chegou a me oferecer a candidatura de vice-prefeito, mas, na última hora, ele optou por se unir ao PMDB, que tem um perfil diferente. O governador Silval Barbosa defende a privatização da Saúde e Lúdio, assim como nós, repudia essa ideia. Totó Parente também me procurou e ofereceu a vice, mas eu não fechei com ninguém e optei por manter minha candidatura”, disse o candidato, que também é advogado e presidente regional do PPL.
Adolfo Grassi já foi derrotado nas urnas em 2010, quando disputou para deputado estadual pelo PSB e obteve apenas 1.192 votos.
Ele reconhece que os 0,2% de intenção de voto, segundo as últimas pesquisas, são baixos, mas afirmou que "política se faz com determinação".
“Entendo que a sociedade não tem um representante e pretendo apresentar uma proposta diferente das que estão sendo lançadas. Muitos têm interesses particulares e eu quero defender o povo. Há várias pessoas que me consideram corajoso por ser candidato, mesmo sem estrutura”, disse.
Proposta
Uma das principais propostas do candidato do PPL é a troca de todo encanamento de água da cidade.
Segundo Grassi, o material usado atualmente é amianto, que oferece riscos à saúde. Além disso, ele pretende, se eleito, construir até dois novos prontos-socorros, pois considera o espaço físico do atual hospital inadequado para o atendimento da população.
“Toda rede de água de Cuiabá é feita com encanamento de amianto, que é altamente cancerígeno. Por mais que incomode a população, tem que quebrar tudo e trocar esse encanamento”, afirmou.
Apoios
Adolfo Grassi observou que o PPL não tem apoio de líderes nacionais, já que não há bancada federal eleita.
Faltam, portanto, nomes de peso para reforçar o palanque do candidato em Cuiabá. A sigla tem 2 minutos de tempo de exposição na TV e no rádio, no horário eleitoral gratuito.
Sobre os custos de campanha, estimados em R$ 1 milhão ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o candidato explicou que apenas declarou esse valor como teto máximo, mas que não deve usar nem metade do montante.
“Estimamos esse valor, mas não temos dinheiro para investir na campanha. Sou advogado criminalista e servidor público. Contabilizando tudo, poderia investir R$ 10 mil, no máximo. Mas tenho parentes e amigos que irão me ajudar”, completou.








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