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Depois de dias e dias, submetida simplesmente aos releases divulgados pelo Palácio Paiaguás - para não falar da grana desperdiçada em propaganda patrioteira, nas redes milionárias de televisão -, a nossa população recebeu, nesta quarta-feira, um alento: o jornalista Romilson Dourado, titular do RD NEWS, resolveu botar água no feijão de Riva, Silval, Éder e outros vibradores. Romilson foi atrás de informação, no interesse da população de Mato Grosso - - uma prática que não tem sido muito comum em nossa mídia, quando se trata de falar de mobilidade urbana em Cuiabá, no rumo da Copa de 2014 -, e Romilson descobriu que, em Portugal, o VLT é um mico que já abriu um rombo de mais de UM BILHÃO DE REAIS nas finanças portuguesas. Romilson também estranha o silencio cúmplice da Agecopa diante dos malabarismos irresponsáveis de quem vai tentando enfiar o VLT pela garganta dos matogrossenses. Fica evidente que, ao tentar detonar com a adoção do BRT, já aprovada nas esferas federais, por simples capricho político - já que não existem projetos confiaveis que respaldem esta alteração - políticos como o deputado Geraldo Riva estão arrastando Mato Grosso para mais uma crise, a crise da mobilidade urbana. Riva, que já teria, segundo muitos analistas, comprometido a imagem de Mato Grosso, a partir dos processos do Ministério Público estadual que atribuem a ele um rombo fantástico nos cofres daquele Legislativo, agora ameaça nos jogar numa grave crise de graves consequencias para o plenejamento urbano de nossa capital, já que toda esta patinação em torno do modelo a ser adotado, pode impedir que Cuiabá e seus moradores possam usufruir do BRT já consagrado em Curitiba e já em processo de adoção na Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro. Confira o alerta de Romilson Dourado.
VLT que serve de modelo para MT fechou ano com dívidas de R$ 1 bi
Romilson Dourado
O VLT ou Metrô do Porto, em operação na cidade do Porto (Portugal), que em abril deste ano recebeu visita de uma comitiva de autoridades mato-grossenses e que serviu de inspiração para ser escolhido como modal de transporte para Cuiabá e Várzea Grande, fechou o exercício de 2010 com uma dívida de 351,7 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão). Os balancetes de anos anteriores também apontam déficit. Os dados constam do relatório de gestão da própria empresa.
Mesmo destacando que o meio de transporte é rápido, pontual, cômodo e acessível e que atesta aprovação e satisfação dos passageiros, o Conselho Administrativo confessa que as dívidas tem sido cada vez maiores. A empresa deve dois mil milhões de euros e os bancos recusam novos empréstimos. Recorreu a 18 instituições financeiras e todas negaram financiamento. Trata-se de um sistema de transporte público do Grande Porto, uma rede ferroviária electrificada subterrânea no centro do Porto e à superfície na periferia. Possui 80 estações distribuídas por 70 km de linhas comerciais duplicadas, sendo 9,5 km em rede enterrada.
Em solo mato-grossense, o governador Silval Barbosa e os presidentes da Agecopa, Eder de Moraes, e da Assembleia, José Riva, praticamente bateram o martelo quanto à escolha do Veículo Leve sobre Trilhos, seguindo o modelo de Porto. Depois da visita para conhecer in loco o VLT da cidade portuguesa, eles ficaram entusiasmados com o projeto. O problema é que preocuparam saber mais sobre funcionamento, estruturas físicas e estações e não se debruçaram nos números para avaliar se o modal terá viabilidade econômica em Mato Grosso.
Em princípio, a decisão seria pelo BRT, orçado em R$ 500 milhões. Como o governo federal sinalizou positivamente ao pleito de liberar recursos para financiar o VLT, que vai custar R$ 1 bilhão, os Poderes Executivo e Legislativo se movimentam para ter na região metropolitana o primeiro VLT do país, já que hoje nenhum está funcionando no Brasil.
Dúvidas
O deputado Riva já convocou uma audiência pública para sexta (2), em Cuiabá, com vistas a discutir o VLT, mesmo sob vários questionamentos. A Caixa Econômica, por exemplo, antes de liberar financiamento, precisa avaliar a viabilidade técnica e econômica do projeto. Há muitas perguntas ainda sem respostas. O projeto do VLT foi licitado? Está pronto? Quanto custou e quem o fez? Quando as obras devem começar e quando serão concluídas? É possível inaugurar o VLT antes da Copa-2014? A audiência pública é só para cumprir exigências legais? O governo vai subsidiar o projeto e até qual valor? Quanto será o custo da tarifa?
A diretoria da Agecopa, responsável pela execução dos projetos de mobilidade urbana dentro dos preparativos da Grande Cuiabá para o Mundial, prefere não entrar em detalhes sobre o VLT. Aguarda decisão final do Palácio do Planalto quanto à autorização para empréstimos para saber se avança ou recua pela quarta vez. Enquanto isso, o tempo passa
VLT que serve de modelo para MT fechou ano com dívidas de R$ 1 bi
Romilson Dourado
O VLT ou Metrô do Porto, em operação na cidade do Porto (Portugal), que em abril deste ano recebeu visita de uma comitiva de autoridades mato-grossenses e que serviu de inspiração para ser escolhido como modal de transporte para Cuiabá e Várzea Grande, fechou o exercício de 2010 com uma dívida de 351,7 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão). Os balancetes de anos anteriores também apontam déficit. Os dados constam do relatório de gestão da própria empresa.
Mesmo destacando que o meio de transporte é rápido, pontual, cômodo e acessível e que atesta aprovação e satisfação dos passageiros, o Conselho Administrativo confessa que as dívidas tem sido cada vez maiores. A empresa deve dois mil milhões de euros e os bancos recusam novos empréstimos. Recorreu a 18 instituições financeiras e todas negaram financiamento. Trata-se de um sistema de transporte público do Grande Porto, uma rede ferroviária electrificada subterrânea no centro do Porto e à superfície na periferia. Possui 80 estações distribuídas por 70 km de linhas comerciais duplicadas, sendo 9,5 km em rede enterrada.
Em solo mato-grossense, o governador Silval Barbosa e os presidentes da Agecopa, Eder de Moraes, e da Assembleia, José Riva, praticamente bateram o martelo quanto à escolha do Veículo Leve sobre Trilhos, seguindo o modelo de Porto. Depois da visita para conhecer in loco o VLT da cidade portuguesa, eles ficaram entusiasmados com o projeto. O problema é que preocuparam saber mais sobre funcionamento, estruturas físicas e estações e não se debruçaram nos números para avaliar se o modal terá viabilidade econômica em Mato Grosso.
Em princípio, a decisão seria pelo BRT, orçado em R$ 500 milhões. Como o governo federal sinalizou positivamente ao pleito de liberar recursos para financiar o VLT, que vai custar R$ 1 bilhão, os Poderes Executivo e Legislativo se movimentam para ter na região metropolitana o primeiro VLT do país, já que hoje nenhum está funcionando no Brasil.
Dúvidas
O deputado Riva já convocou uma audiência pública para sexta (2), em Cuiabá, com vistas a discutir o VLT, mesmo sob vários questionamentos. A Caixa Econômica, por exemplo, antes de liberar financiamento, precisa avaliar a viabilidade técnica e econômica do projeto. Há muitas perguntas ainda sem respostas. O projeto do VLT foi licitado? Está pronto? Quanto custou e quem o fez? Quando as obras devem começar e quando serão concluídas? É possível inaugurar o VLT antes da Copa-2014? A audiência pública é só para cumprir exigências legais? O governo vai subsidiar o projeto e até qual valor? Quanto será o custo da tarifa?
A diretoria da Agecopa, responsável pela execução dos projetos de mobilidade urbana dentro dos preparativos da Grande Cuiabá para o Mundial, prefere não entrar em detalhes sobre o VLT. Aguarda decisão final do Palácio do Planalto quanto à autorização para empréstimos para saber se avança ou recua pela quarta vez. Enquanto isso, o tempo passa






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