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Forças militares toleram abusos sexuais, diz ação judicial
Veteranos e militares americanos na ativa acusam, em processo, Departamento de Defesa de permitir cultura de estupros e agressões
Uma ação federal apresentada na terça-feira acusa o Departamento de Defesa de permitir uma cultura militar que não consegue evitar o estupro e a agressão sexual e de lidar de maneira incorreta com casos que foram levados ao seu conhecimento, violando assim os direitos constitucionais das vítimas.A ação – movida por dois homens e 15 mulheres, tanto veteranos quanto membros na ativa – afirma especificamente que o secretário de Defesa, Robert Gates, e seu predecessor, Donald Rumsfeld, "dirigiram instituições em que os autores dessas ações foram promovidos e nas quais o pessoal militar abertamente ridiculariza e desrespeita as modestas reformas institucionais ordenadas pelo Congresso”. O texto do processo afirma ainda que os dois secretários de defesa falharam "em tomar medidas necessárias para impedir que as vítimas fossem estupradas, violentadas e assediadas sexualmente por militares federais".
Foto: AP
Kori Cioca, 25 anos, chora ao falar sobre o período em que foi estuprada enquanto servia na Guarda Costeira americana
Haider, que apareceu com outros requerentes da ação em uma coletiva de imprensa na manhã de terça-feira, disse: "As políticas que são postas em prática são extremamente ineficazes. Houve graves maus-tratos nesses casos e não houve qualquer prestação de contas. E, em geral, os soldados que fazem qualquer tipo de queixa estão sujeitos a represálias e não têm meios para se defender".
Na denúncia, Haider disse que não relatou o estupro porque "não acreditava que seria capaz de obter justiça". Mas ela disse que decidiu participar da ação porque queria "resolver a punição sistemática dos soldados que fazem qualquer tipo de queixa" envolvendo violência sexual ou transtorno de estresse pós-traumático decorrente.
Relatos
As histórias relatadas pelas vítimas na denúncia incluem o relato de um soldado que foi obrigado a ficar nu e dançar sobre uma mesa durante uma pausa em uma aula sobre prevenção à violência sexual e física, e o estupro de uma mulher por dois homens que filmaram os ataques e mostraram o vídeo para os colegas dela.
Geoff Morrell, porta-voz do Pentágono, disse em um comunicado que "a violência sexual é um problema mais amplo da sociedade" e que Gates está trabalhando para garantir que os militares "façam tudo o possível para prevenir e responder a ele".
"Isso significa investir mais dinheiro, recursos humanos, formação e especialização, incluindo pedir ajuda a outras grandes instituições, como universidades, para aprender práticas melhores", disse Morrell. "Essa é uma prioridade do comando agora, mas claramente ainda temos muito trabalho a fazer para garantir que todos os nossos membros do serviço estejam a salvo de abusos".
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“Você não deveria ter de se sujeitar a ser violada ou sexualmente agredida porque se ofereceu a servir esta nação", disse Susan Burke, a advogada responsável pela ação.
Na coletiva de imprensa terça-feira, Anuradha Bhagwati, ex-capitã da Infantaria e diretora-executiva do grupo Rede de Ação para as Mulheres do Serviço Militar, apelou para um novo sistema para melhorar a prestação de contas e criar outros caminhos para fazer denúncias.
"Há veteranos que, após o serviço, estão literalmente sofrendo com estresse pós-traumático" como resultado de estupro e agressão sexual, disse ela. "Pode ser um processo permanente. Ficamos sabendo de veteranos que estão em seus 50 e 60 anos ainda lidando com o trauma de terem sido torturados física e psicologicamente durante o serviço".
*Por Ashley Parker






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