
04/02/2011 - 11h20
Depois de receber informações da polícia do Pará sobre um suposto esquema de aliciamento, integrantes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) descobriram duas pensões com travestis sendo exploradas. A maioria tinha vindo daquele Estado.
Segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo, os locais em que as travestis viviam na capital paulista tinham péssimas condições de higiene e muitas jovens estão doentes. “Elas eram agredidas, não podiam se comunicar com ninguém, trabalhavam como escravas, cobravam R$ 30 por programa e davam todo o dinheiro à aliciadora", declarou ao veículo o delegado Joaquim Dias.
As cerca de 100 travestis foram encaminhadas à delegacia para prestar depoimento. “O atendimento a elas foi feito de forma educada. Na medida do possível eram chamadas pelo nome social”, declarou Dimitri.
Dimitri disse também que se reuniu com representantes do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas para começar a definir como será o apoio às vítimas. “Nossa intenção é protegê-las e desmontar o esquema de exploração. Estamos discutindo a melhor maneira para fazer isso.”
Para o fundador do projeto SOS Dignidade, uma das dificuldades para acabar com esquemas de aliciamento de travestis é que muitas concordam com o trafico e não se veem como vítimas. “Pela difícil realidade que vivem, como o fato de não serem acolhidas pela família, elas acabam aceitando essa condição”, afirmou. "Isso acontece inclusive com menores de idade."
Apesar disso, segundo Barry, nos últimos anos as autoridades têm mostrado mais preocupação no combate a esse tipo de tráfico.
Fábio Serrato |
0 Comments:
Postar um comentário
Para o Portal Todos Contra a Pedofilia MT não sair do ar, ativista conclama a classe política de MT
Falta de Parceiros:Falsos militantes contra abuso sexual e pedofilia sumiram, diz Ativista
contato: movimentocontrapedofiliamt@gmail.com