''Este é um momento difícil para todos os paroquianos e para a Igreja de Cuiabá''.
|
O frei Aluísio Alves Pereira Júnior, responsável pela Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora, pediu perdão aos fiéis das Paróquias Nossa Senhora Mãe dos Homens e Nossa Senhora de Guadalupe pelos atos cometidos pelo frei Erivan Messias da Silva, flagrado com uma adolescente quando saía de um motel em Várzea Grande. Frei Aluísio afirmou ainda que lamenta e não concorda com a conduta do religioso, que "assumirá as consequências de seus atos naquilo que a Justiça lhe imputar, queremos acreditar que a Justiça há de ser justa". Por meio de nota, ele disse que o futuro de Erivan Messias, dentro da Ordem dos Frades Menores, será definido depois que ele for ouvido, além de ter cumprido alguma punição que a Justiça venha decidir.
Embora reconheça que o religioso terá que responder por seus atos, frei Aluísio destaca que muitas acusações feitas contra Erivan não têm base legal e violam o "direito de defesa e ofendem os princípios constitucionais do contraditório, ampla defesa e presunção de inocência".
Outra nota emitida pelos coordenadores do Conselho Pastoral Paroquial (CPP) e Conselho de Assunto Econômico (CAE) da Paróquia Mãe dos Homens dá conta que o frei não tinha acesso aos supostos valores desviados da igreja, conforme ocorreu denúncia semana passada. Enviada pela paroquiana Ruth Maria Barbosa, a nota explica que a administração dos recursos financeiros é feita pelo CAE, formado por representantes de cada comunidade. "Os freis não têm acesso a finanças da Paróquia isoladamente".
Assim como o documento veiculado pelo frei Aluísio, a nota da paróquia deixa claro que repudia veemente a conduta do frei Erivan, que se envolveu com a adolescente. "Este é um momento difícil para todos os paroquianos e para a Igreja de Cuiabá".
O frei Erivan foi posto em liberdade na sexta-feira (4) e está hospedado na casa de um amigo em Cuiabá, conforme o advogado Anderson Figueiredo. Ele é acusado de estupro de vulnerável por ter se envolvido com uma adolescente de 16 anos, que pertence a paróquia em que atuava. Relatos mostram que o religioso e a jovem tinham contato aprovado pela família e que fazia parte do hábito do casal passeio e "caronas". Durante as investigações foi constatado que várias vezes o frei buscava a menina em casa, por volta das 6h40, para levá-la a escola. Os 2 também foram vistos em passeios em shoppings, entre outros locais públicos.
|
|
0 Comments:
Postar um comentário
Para o Portal Todos Contra a Pedofilia MT não sair do ar, ativista conclama a classe política de MT
Falta de Parceiros:Falsos militantes contra abuso sexual e pedofilia sumiram, diz Ativista
contato: movimentocontrapedofiliamt@gmail.com