Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Júlio Pinheiro sai da condição de suplente para titular e vira presidente da Câmara e quer consolidar liderança

   Mesmo no atropelo e sob polêmica, Júlio Pinheiro (PTB) está conseguindo marcar posição na vida pública e conta com a sorte. Exímio articulador político, ele saiu da posição de suplente de vereador e ganhou a cadeira de titular devido à cassação de Ivan Evangelista (PPS) por crime eleitoral e já conquistou a presidência da Câmara Municipal de Cuiabá. Tem mais: Júlio pode assumir a prefeitura por alguns dias. Está afinado politicamente com o prefeito Chico Galindo (do mesmo PTB), que avalia a ideia de sair alguns dias de licença.
   Júlio não quer mais se aventurar e carregar desgaste, como aconteceu com sua passagem pela presidência do Mixto, o qual deixou atolado em dívidas. No Legislativo, conduz agora um orçamento de R$ 23 milhões por ano e tenta fazer a política da boa vizinhança tanto com os colegas parlamentares, com a imprensa e com Palácio Alencastro. Galindo o tem convocado para reuniões até para definir nomes com vistas a compor o secretariado. A ideia do prefeito de abrir espaço para o PR e PMDB, com vistas a se aproximar do Palácio Paiaguás, foi apresentada inicialmente a ele pelo próprio Júlio Pinheiro.
    O novo presidente admite que precisa mudar conceitos, inclusive sobre si próprio. Demonstra estar bem intencionado e despacha da presidência com a porta praticamente aberta. O problema é contemplar a demanda dos outros 18 colegas vereadores. Há entre eles uma guerra por espaço e cargos.

   O presidente assegura que fez escolha pessoal da equipe em cargos de gestão para ajudá-lo a administrar a Câmara. Para a secretaria de Comunicação nomeou o publicitário Mauro Cid. O secretário-geral é Márcio Daima. João Cândido assumiu a chefia de Gabinete, enquanto Luíza Aparecida da Costa conduz o Recursos Humanos e Carlos Alberto Gouveia a secretaria de Informática.

    Os principais postos se completam com Menetti Griggi no Cerimonial, Eder Galiciano na secretaria de Finanças e Tamires, que será nomeada na Ouvidoria-Geral. Cada um deles recebe R$ 5 mil mensais. Ao todo, o Legislativo cuiabano conta com 410 servidores, entre efetivos e ocupantes de cargos comissionados. Cada vereador ganha R$ 9,5 mil e ainda tem direito a reembolso de quase R$ 10 mil de verba indenizatória, pode contratar até 14 assessores e controlar despesas de gabinete.

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