Não vejo como desgaste e sim como uma oportunidade, diz Wellington

Não vejo como desgaste e sim como uma oportunidade, diz Wellington

Sissy Cambuim

   O fato de o PR ser o primeiro partido a se posicionar sobre a disputa pela Prefeitura de Cuiabá, em 2012, não preocupa o presidente do diretório regional da legenda, o deputado federal Wellington Fagundes. Ele não teme que o anúncio de pré-candidatos possa vir a desgastar suas imagens, mas sim ajudar a reforçá-las. “Não vejo como desgaste, mas como uma oportunidade”, ressaltou.
   Isso porque, segundo Wellington, o partido tem várias opções para indicar na disputa à sucessão de Chico Galindo (PTB). Entre eles, os mais citados são o do deputado estadual Sérgio Ricardo, do secretário-chefe da Casa Civil, Éder Moraes e da ex-primeira dama do Estado, Terezinha Maggi. “É importante que os nomes sejam consolidados junto aos eleitores”, destacou o republicano.

   Para ele, a campanha rumo à 2012 começou no encerramento das eleições gerais, em outubro do ano passado. Agora, o PR tem um objetivo claro, que é conquistar a prefeitura da Capital. A legenda já se consolidou como a maior do Estado e detém o comando de 33 municípios, tendo 227 vereadores, seis representantes na Assembleia, dois na Câmara Federal e um no Senado. O partido também possui oito cargos no primeiro escalão do governo Silval Barbosa (PMDB). “Para todo partido que quer ser grande, é importante ter um candidato à prefeitura da Capital”, argumentou Wellington.
   Enquanto isso, os outros partidos seguem indefinidos e em busca de quadros para as eleições de 2012. Nem mesmo o prefeito Chico Galindo sinaliza um projeto de reeleição. Seu partido integrou o bloco de oposição a Silval, juntamente com DEM e PSDB, que sairam enfraquecidos depois da derrota nas urnas e já buscam novos membros para poder entrar na disputa.
   Sem abrir mão desta prioridade, os republicanos também passarão a integrar o staff de Galindo, que já deixou uma de suas secretarias à disposição do partido. Mesmo sem ter definido a pasta, Wellington já adianta que quem assumirá o cargo no executivo será o vereador Chico 2000, promovendo assim um rodízio na Câmara para dar mais visibilidade aos membros do PR.

    Já de olho em 2012, a legenda, que até então aparecia tímida na briga pelo espaço oferecido pelo prefeito, enquanto o PMDB já dava sinais de divisão interna na disputa pela secretaria de Cidade, que sequer foi criada, começa a disputar uma posição de destaque na administração municipal.

   O grupo deve dispensar as pastas oferecidas para brigar pela secretaria municipal de Infraestrutura (Seminfe), comandada pelo tucano Paulo Borges. A justificativa do PR é fortalecer a prerrogativa de alinhamento vertical de cargos, colocando no município um gestor do mesmo partido do secretário estadual de Transporte e Pavimentação Urbana, Arnaldo Alves.

   Apesar da cobrança, o deputado federal ressalta que, ao aceitar integrar a equipe de Galindo, o diretório regional manteve apenas uma condição: a de que o apoio à administração do prefeito não esteja condicionado ao apoio a um possível projeto de reeleição de Chico Galindo.

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