Gisa Barros se destaca na Câmara com postura firme, independente e em defesa da população

Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

MPF vai apurar irregularidades em serviço de transporte de passageiros em município de MT

MPF vai apurar irregularidades em serviço de transporte de passageiros em município de MT

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso instaurou um inquérito civil para aprofundar a apuração de irregularidades praticadas por uma empresa que atua no serviço de transporte de passageiros em Barra do Garças.

A medida, assinada pelo procurador da República Erich Raphael Masson, reforça o compromisso da instituição com a defesa dos direitos dos consumidores e a fiscalização do patrimônio público.

O inquérito foi instaurado após o vencimento do prazo do Procedimento Preparatório nº 1.20.004.000300/2024-96, que já continha informações sobre as supostas irregularidades. Com a conversão para inquérito civil, o MPF poderá dar prosseguimento à instrução do caso, com a coleta de mais provas e informações para fundamentar as ações cabíveis.

A apuração está vinculada à Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos do MPF (1CCR) e tem como objeto a apuração das irregularidades da Viação Raíssa em trecho interestadual, além de acompanhar a atuação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre o caso.

MPF abre investigação para fiscalizar uso de emendas PIX em três municípios de Mato Grosso

MPF abre investigação para fiscalizar uso de emendas PIX em três municípios de Mato Grosso

Conteúdo/ODOC - O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimentos para fiscalizar como estão sendo utilizados os recursos recebidos por meio das chamadas transferências especiais, conhecidas como “emendas PIX”, nos municípios de Mirassol d’Oeste, São José dos Quatro Marcos e Jaciara, em Mato Grosso.

A medida foi formalizada em portarias assinadas no dia 22 de julho de 2025 pela procuradora da República Ariella Barbosa Lima. A iniciativa faz parte de uma estratégia da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão (5ª CCR) do MPF, que tem como objetivo garantir mais transparência e controle sobre esse tipo de repasse.

Diferentemente das transferências regulares, as emendas PIX dispensam convênios ou instrumentos formais de execução, o que, segundo o MPF, dificulta a fiscalização e pode comprometer a efetividade dos mecanismos constitucionais de controle dos gastos públicos.

Para acompanhar a aplicação dos recursos, a Procuradoria requisitou que as prefeituras forneçam detalhes sobre as contas bancárias específicas utilizadas nas movimentações financeiras, o montante total recebido e como os valores estão sendo ou serão aplicados. Além disso, recomendou que os gestores façam a devida prestação de contas por meio da plataforma oficial do Governo Federal.

Cada procedimento terá vigência inicial de um ano, podendo ser prorrogado conforme a necessidade das investigações. A ação reforça a preocupação do MPF com o uso adequado dos recursos públicos e com o risco de desvio de finalidade nas transferências diretas aos cofres municipais.

Justiça suspende cobrança de dívida e reduz multa após quebra de acordo entre restaurantes de Cuiabá

Justiça suspende cobrança de dívida e reduz multa após quebra de acordo entre restaurantes de Cuiabá
Comprador alegou que a parte vendedora violou cláusula ao continuar atuando no mesmo segmento e com o mesmo tipo de serviço [Foto ilustrativa]

Uma disputa comercial entre dois restaurantes tradicionais de Cuiabá foi parar na Justiça e resultou em decisão favorável à parte compradora. A Segunda Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reconheceu que houve quebra de cláusula de não concorrência após a venda de um ponto comercial e, por isso, suspendeu a cobrança da dívida e reduziu uma multa contratual considerada abusiva.

O caso envolve a venda de um restaurante, um comércio avaliado em R$ 2,2 milhões, feita em 2018. No contrato, as partes firmaram uma cláusula determinando que o vendedor não poderia abrir outro negócio do mesmo ramo por um período de sete anos e meio. A exigência tinha o objetivo de proteger o comprador da concorrência direta, já que estavam sendo repassados, além do ponto comercial, a clientela, marca e conhecimento técnico do negócio.

Apesar do acordo, o comprador alegou que a parte vendedora violou essa cláusula ao continuar atuando no mesmo segmento e com o mesmo tipo de serviço. Para comprovar, apresentou ata notarial, cupons fiscais e fotos, que demonstraram a reabertura de atividade semelhante, contrariando os termos firmados.

A relatora do caso, juíza convocada Tatiane Colombo, considerou que a cláusula de não concorrência era válida, por estar delimitada no tempo e no objeto. Ela destacou que a conduta da vendedora afetou diretamente a saúde financeira do novo restaurante. “A violação comprometeu o equilíbrio econômico do contrato e caracteriza concorrência desleal. O comprador tinha direito à proteção do mercado e clientela adquiridos”, afirmou no voto.

Com base no artigo 476 do Código Civil, o colegiado reconheceu a chamada exceção de contrato não cumprido, permitindo que o comprador suspendesse suas obrigações enquanto o outro lado não cumprisse com sua parte do acordo.

Outro ponto do julgamento foi a multa contratual, estipulada em 30% do valor do negócio (cerca de R$ 666 mil). Como o comprador havia deixado de pagar parcelas que somavam R$ 240 mil, o valor da multa foi considerado desproporcional. Aplicando o artigo 413 do Código Civil, a turma julgadora determinou a redução da penalidade, para adequá-la à realidade do descumprimento parcial.

A decisão também reconheceu os efeitos da pandemia de COVID-19 como motivo legítimo para rever as obrigações contratuais. O atraso no pagamento das parcelas coincidiu com o auge da crise sanitária, que afetou severamente o setor de bares e restaurantes. “A pandemia foi um evento de força maior, imprevisível e inevitável, que justifica a modulação dos encargos e da multa”, apontou a relatora.

Já o pedido do comprador para substituir a penhora por carta de fiança bancária foi rejeitado, por já ter sido julgado e transitado em julgado em outro processo.

O TJMT suspendeu a cobrança da multa de 30% e determinou que apenas a penalidade prevista para atraso no contrato seja aplicada.

Do WhatsApp ao golpe: como a segurança digital de MT virou piada sob Mauro Mendes



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REDAÇÃO/NovidadesMT


O estado de Mato Grosso ocupa o vergonhoso 3º lugar no ranking nacional de estelionatos digitais, com 547,8 casos por 100 mil habitantes, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O dado escancara o fracasso completo da segurança pública comandada pelo governador Mauro Mendes, que agora coleciona mais um índice alarmante ao lado dos já conhecidos rankings de feminicídio, estupros e violência urbana.

No comando da Delegacia de Crimes Cibernéticos por anos, o delegado Ruy Guilherme Peral — agora envolvido em polêmica após efetuar um disparo durante operação em Santa Catarina — transformou a unidade em um instrumento de perseguição política. Jornalistas e críticos do governo eram investigados com base em prints de WhatsApp, enquanto os golpistas digitais faziam a festa com a vulnerabilidade da população. A delegacia virou extensão do Palácio Paiaguás, pautada por fofocas de gabinete, enquanto o crime digital explodia no estado.

O resultado é o que se vê agora: Mato Grosso entre os piores do Brasil no combate ao crime cibernético, sem política pública eficiente, sem estrutura técnica e com lideranças mais preocupadas em blindar a imagem do governador e de sua esposa do que em proteger o cidadão. Um vexame institucional que resume bem a lógica de um governo que falha em todos os níveis. (com informações blogdopopo)
fONTE: https://novidadesmt.com.br/politica-mt/do-whatsapp-ao-golpe-como-a-seguranca-digital-de-mt-virou-piada-sob-mauro-mendes/

Empresa do filho do governador Mauro Mendes é cobrada por calote de R$ 751 mil em ICMS



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O juiz Vinicius Paiva Galhardo, do Núcleo de Justiça Digital de Execuções Fiscais Estaduais 4.0, negou um pedido de “exceção de pré-executividade” protocolada pela Sollo Construções, empresa de Luis Antonio Taveira Mendes, filho do governador Mauro Mendes (União), e manteve a tramitação de uma execução fiscal onde o Estado de Mato Grosso cobra a empresa um calote de R$ 751 mil em taxas do ICMS não-pagas.

Na decisão desta segunda-feira (28), o juiz ainda determinou que a empresa indique, em 15 dias, bens passíveis de penhora, “ficando desde já advertida de que eventual omissão quanto à situação patrimonial será considerada ato atentatório à dignidade da justiça, aplicando-se, ao responsável, multa de até 20% do valor da causa (art. 774, parágrafo único, do CPC)”.

De acordo com a decisão, a empresa do filho do governador apresentou comprovantes que não se referem à cobrança proposta pelo governo do estado, caracterizando que os valores, de fato, não foram pagos pela empresa.

“Analisando detidamente os documentos apresentados pelas partes, verifico que a Fazenda Pública demonstrou, de forma técnica e fundamentada, que a cobrança refere-se a valores complementares de ICMS-importação não recolhidos pela excipiente”, argumentou o magistrado.
Leia Também: PREVISÃO DO TEMPO: Nova frente fria derruba temperatura em Cuiabá; mínima prevista é de 13 °C


“Logo, a alegação de quitação do débito pela excipiente não se sustenta diante das provas apresentadas pela Fazenda Pública. Ademais, a presunção de legitimidade da CDA, prevista no art. 204 do CTN, milita em favor da Fazenda Pública, cabendo à excipiente o ônus de comprovar, de forma inequívoca, a inexistência do débito ou sua quitação integral, o que não logrou demonstrar”, completou o juiz.

Esta não é uma das várias ações de execução fiscal levadas a cabo pelo estado contra a família do governador por não-pagamento de impostos.

Secretaria de Educação de Cuiabá tem 30 dias para exonerar diretores nomeados irregularmente



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REDAÇÃO/NovidadesMT


O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) emitiu uma recomendação para a exoneração imediata de diretores e secretários escolares nomeados de forma irregular na rede pública municipal de Cuiabá. O documento, assinado pelo promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Júnior, foi encaminhado ao secretário municipal de Educação, Amauri Monge Fernandes, com um prazo de 30 dias para o cumprimento das medidas.

A recomendação foi baseada nas investigações do Inquérito Civil n° 11/2025, que apura violações à Lei Municipal n° 5.956/2015, que estabelece critérios de gestão democrática nas escolas. Segundo a legislação, os cargos de diretor e secretário escolar devem ser ocupados exclusivamente por servidores efetivos ou estáveis – regra que, de acordo com o MP, não vem sendo seguida.
Irregularidades apontadas pelo MP

O Ministério Público identificou que:

Servidores comissionados e até mesmo profissionais de outras áreas estariam ocupando o cargo de secretário escolar, sem a qualificação exigida;


Foram nomeados profissionais readaptados ou que estiveram em licenças médicas sucessivas nos últimos cinco anos – situação vedada pela lei.
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Recomendações do MP

O documento estabelece duas medidas principais:

Exoneração imediata dos servidores nomeados fora dos critérios legais;


Nomeação de novos diretores e secretários, seguindo rigorosamente a legislação.
Risco de ação judicial

Caso a Secretaria Municipal de Educação não cumpra as determinações no prazo estipulado, o MP poderá adotar medidas judiciais, incluindo ações por responsabilidade pessoal e danos morais coletivos.

O ‘patriotismo’ seletivo de Mauro Mendes: ignora perda de soberania para defender tarifaço de Trump; estratégia polícia já que MT é ‘curral’ bolsonarista



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REDAÇÃO/NovidadesMT


Em vídeo publicado em suas redes sociais nesta segunda-feira (28.07), o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), ignora que o Brasil foi o único país que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs tarifas como condição de submissão do país aos seus interesses pessoais e políticos.

Mauro Mendes ignorou a exigência para anistiar Bolsonaro! Que governante negocia entregando a soberania do país? A esperteza de Mendes é sempre ignorar um fato para defender suas ideias tortas, ou, visando o senado, aproveitar a oportunidade para demonstrar que está com o Bolsonaro, ja que MT é “curral” eleitoral do bolsonarismo.

Veja o vídeo, a declaração do governador calado sobre o que lhe é conveniente: nenhuma palavra sobre a chantagem de Trump para ajudar Bolsonaro. (informações PNBonline)

Empresa do filho do governador Mauro Mendes é cobrada por calote de R$ 751 mil em ICMS



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O juiz Vinicius Paiva Galhardo, do Núcleo de Justiça Digital de Execuções Fiscais Estaduais 4.0, negou um pedido de “exceção de pré-executividade” protocolada pela Sollo Construções, empresa de Luis Antonio Taveira Mendes, filho do governador Mauro Mendes (União), e manteve a tramitação de uma execução fiscal onde o Estado de Mato Grosso cobra a empresa um calote de R$ 751 mil em taxas do ICMS não-pagas.

Na decisão desta segunda-feira (28), o juiz ainda determinou que a empresa indique, em 15 dias, bens passíveis de penhora, “ficando desde já advertida de que eventual omissão quanto à situação patrimonial será considerada ato atentatório à dignidade da justiça, aplicando-se, ao responsável, multa de até 20% do valor da causa (art. 774, parágrafo único, do CPC)”.

De acordo com a decisão, a empresa do filho do governador apresentou comprovantes que não se referem à cobrança proposta pelo governo do estado, caracterizando que os valores, de fato, não foram pagos pela empresa.

“Analisando detidamente os documentos apresentados pelas partes, verifico que a Fazenda Pública demonstrou, de forma técnica e fundamentada, que a cobrança refere-se a valores complementares de ICMS-importação não recolhidos pela excipiente”, argumentou o magistrado.
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“Logo, a alegação de quitação do débito pela excipiente não se sustenta diante das provas apresentadas pela Fazenda Pública. Ademais, a presunção de legitimidade da CDA, prevista no art. 204 do CTN, milita em favor da Fazenda Pública, cabendo à excipiente o ônus de comprovar, de forma inequívoca, a inexistência do débito ou sua quitação integral, o que não logrou demonstrar”, completou o juiz.

Esta não é uma das várias ações de execução fiscal levadas a cabo pelo estado contra a família do governador por não-pagamento de impostos.

Caos na Saúde derruba secretária em Cuiabá; prefeitura promete anúncio de substituto



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REDAÇÃO/NovidadesMT


O prefeito Abilio Brunini (PL) deve anunciar ainda nesta terça-feira (29) a saída da pediatra Lúcia Helena da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A decisão ocorre após semanas de desgastes, inclusive com vereadores da base aliada, que acusavam a secretária de não atender a demandas políticas. A mudança na gestão da Saúde acontece em meio a uma série de problemas na pasta, que enfrenta denúncias de má administração, falta de medicamentos e sobrecarga no atendimento.

A saída de Lúcia Helena ocorre em um contexto de crise generalizada na Saúde de Cuiabá. Recentemente, o Conselho Regional de Medicina (CRM) criticou ameaças a servidores e apontou falhas na rede, como a orientação da Prefeitura para que pacientes de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) procurassem postos de saúde. Além disso, a exoneração do secretário adjunto, as acusações de negligência contra um médico da Cooperativa de Atenção à Saúde (COAPH) – já alvo de operação por fraudes – e a escassez de remédios básicos agravaram a situação.

Outros fatores que pressionaram a gestão foram o aumento de casos de dengue e chikungunya, além do caos nas unidades de saúde devido ao fim do agendamento para atendimentos básicos, medida que levou a filas e superlotação.
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Pressão política e desgaste

Vereadores da base governista vinham reclamando da postura da secretária, alegando que ela não atendia a solicitações. Em ocasiões anteriores, o prefeito Abilio Brunini interveio para acalmar os ânimos, cobrando de Lúcia Helena maior diálogo com a Câmara Municipal.

Nesta terça-feira, ao ser questionado sobre as críticas, Brunini evitou comentários diretos e disse apenas que a secretária “faz um bom trabalho e está colaborando com a gente”. Ele adiantou que haverá uma coletiva à tarde para tratar da situação da Saúde no município.

A expectativa é que um substituto seja anunciado ainda hoje, mesmo que de forma interina. A reportagem apura se a saída de Lúcia Helena foi por decisão própria ou uma medida do prefeito para conter as críticas à gestão da Saúde.
Afiliação política e trajetória

Lúcia Helena era considerada da cota pessoal de Abilio Brunini. A médica, que tem afinidade ideológica com o prefeito, apoiou sua campanha em 2024 e era cotada para assumir a SMS desde antes da posse. Apesar da proximidade, ela não tem histórico de militância partidária. Agora, a Prefeitura de Cuiabá busca reorganizar a pasta em meio a uma das maiores crises sanitárias dos últimos anos.
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Fim da lua de mel: Prefeito de Cuiabá perde apoio de 10 vereadores e risco de CPI aumenta

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Acabou a luda-de-mel dos vereadores da Câmara de Cuiabá com o prefeito Abilio Brunini (PL). É desta forma que fontes dos bastidores do legislativo cuiabano definem a situação atual da relação do prefeito com os vereadores.

Mesmo com a medida de aumentar o número de cargos comissionados, a pedido dos próprios vereadores, o descontentamento ainda é gigante.

O número de insatisfeitos com o prefeito chega a 10 vereadores, são eles: Mário Nadaf (PV), Maria Avalone (PSDB), Dr. Mara (Podemos), Daniel Monteiro (PSB), Maysa Leão (Republicanos), Demilson Nogueira (Progressistas) e Adevair Cabral (Solidariedade), além daqueles que são declaradamente opositores como Marcus Brito Júnior (PV), Dídimo Vovô (PSB) e Jeferson Siqueira (PSD).

O número é suficiente, por exemplo, para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra Brunini, se houver um objeto que, na avaliação dos vereadores, provoque comoção popular suficiente para ensejar uma apuração.

Alguns dos vereadores listados protagonizaram embates públicos com o prefeito. Um exemplo é Maysa Leão (Republicanos), autora de duras críticas contra a gestão de Saúde sob o comando de Brunini. Em uma de suas declarações mais fortes, a vereadora afirmou que havia pessoas dormindo em papelão nas unidades de pronto-atendimento e cobrou a secretária Lucia Helena Barboza por mais resultados.

Mais tarde Leão mudou o tom e aparentemente se reconciliou com o prefeito. No entanto, nos bastidores, a informação é de que Maysa continua insatisfeita com a gestão, ainda que esteja evitando criticá-la publicamente.

Daniel Monteiro, que tem um amigo e aliado na educação do município, o secretário Amauri Monge, subiu e manteve alto o tom contra o gestor de Cuiabá. Não perdoou o prefeito ao proferir críticas na área educacional e protagonizou um embate público com Abilio que irritou Brunini ao ponto dele ironizar o vereador e dizer que ele deveria assumir a prefeitura.

Outra vereadora que não demonstra morrer de amores por Abilio é Maria Avalone (PSDB). Recentemente, a base governista de Abilio, liderada por Dilemário Alencar (União) tentou evitar a inclusão do “orçamento mulher” no planejamento do município. A medida é uma bandeira da legislatura de Avalone e o movimento acabou irritando até mesmo quem não tinha nada a ver com o projeto, como vereadores que acompanharam o esforço da vereadora para aprovar o texto.

Abilio sofre críticas até de quem é intimimante ligado ao seu projeto político, como é o caso do ultraconservador Rafael Ranalli (PL), com quem o prefeito mantém vínculo ideológico. O policial federal criticou a desistência de Abilio em criar uma guarda municipal e fez críticas a demora no cumprimento da promessa de retirada dos radares de Cuiabá.

As perspectivas para Abilio pós recesso parlamentar também não são positivas, caso voltem à Câmara de Cuiabá os vereadores Sargento Joelson (PSB) e Chico 2000 (PL). Os dois tendem a retornar ao legislativo com o que um dos vereadores ouvidos pela reportagem do classificou como “sangue nos olhos”.

Por enquanto, Abilio tem aliados no lugar dos dois edis, que foram afastados por decisão judicial, provocada por uma denúncia feita pelo próprio Abilio, que acabou derrubando dois aliados. Quem ocupa o lugar de Chico 2000, por exemplo, é o discreto Felipe Corrêa (PL). No lugar de Joelson, está o novato Gustavo Padilha (PSB). Os dois seguem como aliados de Abilio.

Monteiro critica ‘carreirismo político’ e diz que vai cumprir mandato até o fim

O vereador Daniel Monteiro (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (28) que não pretende disputar nenhum cargo nas eleições de 2026 e defendeu que parlamentares em primeiro mandato cumpram o ciclo completo antes de pleitear novos postos políticos.

A declaração ocorre em meio ao movimento de pré-campanha de parte da Câmara Municipal de Cuiabá, com ao menos sete vereadores já manifestando interesse em disputar vagas na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados.

Entre os nomes cotados para disputar vaga à Câmara Federal estão Rafael Ranalli (PL), Dídimo Vovô (PSB) e a vereadora mais votada da Capital, Samantha Iris (PL), que ainda avalia se vai concorrer ao cargo federal ou estadual. Para deputado estadual, já se colocam como pré-candidatos Michelle Alencar (União Brasil), Sargento Joelson (PSB), Alex Rodrigues (PV) e Maysa Leão (Republicanos). O vereador Wilson Kero Kero (PMB) também confirmou que vai disputar as eleições, mas ainda não definiu para qual cargo.

“Eu acho que a gente não pode virar carreirista, mas também não pode impedir o sonho de alguns vereadores”, ponderou Daniel. “O que eu não acho legal é sair para uma nova disputa logo no primeiro mandato. Até o ex-prefeito Roberto França falou esses dias que quem está no primeiro mandato tem que cumpri-lo integralmente”, disse  em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real (canal 10).

Monteiro reforçou que não será candidato em 2026. “Já disse exaustivamente que não tenho nenhuma intenção de ser candidato a deputado. Isso não está no meu plano de carreira, não está na minha ordem de sonhos”, afirmou, acrescentando que respeita os colegas que desejam concorrer e torce para que, se eleitos, representem bem a cidade e o estado.

Questionado sobre possíveis planos de disputar o Executivo municipal em 2028, Monteiro adotou tom cauteloso. Disse que está focado no mandato de vereador e que esse tipo de decisão “pertence a Deus”. Ele também negou ser oposição ao prefeito Abílio Brunini, apesar das críticas públicas que já fez ao chefe do Executivo cuiabano.

“Não é sobre mim, não é sobre o prefeito, é sobre a cidade. Já recusei convite para ser secretário de Educação porque quis focar no meu mandato de vereador. Também não serei candidato a deputado porque não sou carreirista político. Tenho do que viver e gosto muito da minha outra profissão, que é ser advogado. Se um dia a política acabar para mim, vou voltar a advogar com todo orgulho”, concluiu.

Vereador Daniel Monteiro critica projeto que altera férias de professores e cobra responsabilidade da Prefeitura de Cuiabá

O vereador por Cuiabá, Daniel Monteiro, se posicionou firmemente contra o projeto de lei do Executivo Municipal que propõe a alteração no regime de férias dos professores da rede pública. Segundo o parlamentar, a retirada de pauta da matéria não representa o fim da tramitação, mas sim o início de uma nova etapa de luta política em defesa dos direitos dos servidores. “O direito às férias dos professores é inalienável e já está garantido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e pela Constituição Federal, no artigo 7º, inciso 17. Portanto, na minha visão jurídica, essa proposta é inconstitucional”, afirmou Monteiro. Ele também disse que a insegurança sentida pelos educadores é legítima, pois a proposta partiu oficialmente do Executivo e não é “uma teoria da conspiração”. Monteiro ainda mencionou que, caso o projeto fosse aprovado, o caminho judicial seria inevitável. “O Supremo Tribunal Federal já consolidou entendimento sobre o tema, com repercussão geral, sob relatoria da ministra Rosa Weber.

Tribunais de todo o país têm decidido nesse mesmo sentido”. Sobre o pedido da Prefeitura para parcelamento de dívidas que somam mais de R$ 700 milhões, o vereador declarou que a proposta precisa ser analisada, mas vê com bons olhos a possibilidade. “Mais do que o tamanho da dívida, o problema é o prazo. Cuiabá não tem um problema fiscal, tem um problema de estrutura temporal da dívida”, disse.

Monteiro comparou a situação financeira do município com a do clube Corinthians: “O Corinthians deve R$ 2,5 bilhões e tem receita anual de R$ 1,2 bilhão. Está aí, funcionando. Cuiabá arrecada mais de R$ 5,5 bilhões por ano para uma dívida de R$ 2,4 bilhões.Isso não é um colapso”.

Segundo ele, o importante é garantir “sustentabilidade intertemporal” da dívida, permitindo que o município continue honrando seus compromissos e fazendo investimentos. O vereador também comentou sobre a aglomeração de pessoas em frente à Prefeitura em busca de inscrição no programa habitacional “Potencial”, que provocou inclusive pernoites na fila.

Para Monteiro, o episódio revela tanto a urgência do déficit habitacional quanto falhas de planejamento da gestão municipal. “É uma situação multidimensional. Há um problema social grave, mas também uma falta de organização. Ainda assim, dou um voto de confiança à Prefeitura. É um programa bemintencionado”, disse. No entanto, advertiu: “Se isso acontecer novamente da mesma forma, serei incisivo na crítica. ”

Como exemplo de planejamento eficiente, ele relembrou a época em que trabalhou na Secretaria de Educação do Estado, quando contribuiu para digitalizar e organizar o processo de matrículas escolares. “É possível planejar, descentralizar, criar pontos de atendimento nos bairros. Isso é organização e vontade política. ” Monteiro finalizou ressaltando seu compromisso com as camadas mais vulneráveis da sociedade. “Trabalho para todos, mas se tiver que escolher um lado, sempre vou escolher o lado do trabalhador

Entrevista com Jeferson Siqueira, vereador reeleito de Cuiabá



Rachadura no PL Após denunciar cerceamento, vereador de VG vai até Ananias em busca de trégua



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Em mais um capítulo da crise interna no Partido Liberal (PL) em Cuiabá, o vereador Caio Cordeiro escancarou sua insatisfação com a sigla e, principalmente, com a condução da gestão da prefeita Flávia Moretti (PL). Alegando ter sua atuação como fiscalizador cerceada pela própria prefeitura, o parlamentar foi pessoalmente à sede do Executivo municipal para cobrar explicações — e tentar uma conciliação — diretamente com o presidente estadual do partido e secretário de Governo, Ananias Filho.

Antes do encontro a portas fechadas, Caio fez questão de falar à imprensa. Em um tom firme, demonstrou estar irredutível quanto às suas críticas. “Não estou aqui para ser conivente. Fui eleito para fiscalizar, e não para ficar calado diante de irregularidades ou da falta de transparência. Isso vale para qualquer um, inclusive para o meu próprio partido”, disparou.

A visita de Caio à Prefeitura foi interpretada como uma tentativa de trégua, mas também um gesto simbólico de confronto com a cúpula do PL. O encontro com Ananias Filho teria como objetivo apresentar demandas acumuladas e buscar garantias de que sua função parlamentar não será sabotada por conveniências político-partidárias.
Leia Também: Cotada por vereadores, ex-interventora pode assumir Saúde de Cuiabá


Nos bastidores, aliados de Caio relatam que o vereador vem sendo sistematicamente boicotado pela gestão Moretti, inclusive sendo ignorado em pedidos de informação e de acesso a documentos públicos. O caso escancara a fragilidade do discurso de transparência que a atual prefeita tenta sustentar em sua administração.

O episódio revela rachaduras no PL cuiabano, que tenta manter uma imagem de coesão enquanto enfrenta disputas internas e desconforto de suas próprias lideranças. Caio Cordeiro, ao contrário de recuar, tem optado por enfrentar a estrutura partidária, o que pode custar-lhe capital político, mas também pode fortalecer sua imagem junto ao eleitorado que cobra independência dos vereadores frente ao Executivo.

A postura do parlamentar joga luz sobre uma questão incômoda: até que ponto os vereadores da base têm liberdade para exercer seu papel fiscalizador sem sofrer retaliações do próprio governo que ajudaram a eleger?

Nem Flávia Moretti nem Ananias Filho se pronunciaram publicamente sobre o embate com Caio. O silêncio, no entanto, fala por si só: revela desconforto e reforça a percepção de que a gestão municipal pode estar tratando o contraditório como ameaça, e não como parte do jogo democrático.
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Com a eleição de 2026 no horizonte e os partidos se rearticulando, episódios como esse mostram que o PL, apesar de seu tamanho e estrutura, não está imune às disputas internas, às vaidades políticas e ao desgaste da máquina pública.

ARTICULAÇÃO ELEITORAL Nove vereadores de Cuiabá já se articulam para disputar as eleições de 2026

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Menos de um ano após o início da nova legislatura, ao menos nove dos 27 vereadores de Cuiabá já miram novos cargos e pretendem disputar as eleições estaduais e federais de 2026. A movimentação precoce indica que boa parte da Câmara Municipal pode passar por uma renovação em meio ao novo ciclo eleitoral.

Dos parlamentares com pretensões eleitorais, sete planejam se candidatar a deputado estadual, enquanto dois almejam uma vaga na Câmara Federal.

Entre os que buscam espaço em Brasília estão Kássio Coelho (Podemos) e Rafael Ranalli (PL). Ambos já tentaram, sem sucesso, alcançar cargos no Congresso Nacional anteriormente.

Kássio, em seu segundo mandato como vereador, concorreu ao Senado em 2022 e terminou em terceiro lugar com 52.940 votos. Já Ranalli acumula três disputas eleitorais: tentou ser deputado federal em 2018 e estadual em 2022, quando ficou na suplência. Ele chegou a assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa por 60 dias no lugar do deputado Elizeu Nascimento. O atual mandato como vereador é o primeiro de Ranalli.

Para a Assembleia Legislativa, os nomes já colocados são Maysa Leão (Republicanos), Samantha Iris (PL), Alex Rodrigues (PV), Michelly Alencar (União) e Daniel Monteiro (Republicanos). Maysa e Michelly estão em seu segundo mandato na Câmara, enquanto os demais foram eleitos pela primeira vez nas eleições de 2024.

Com os bastidores políticos já em ebulição, os movimentos dos vereadores indicam que o cenário para 2026 começa a ganhar forma com antecedência, e os nomes que hoje ocupam cadeiras no Legislativo municipal já projetam novos espaços no tabuleiro político estadual e federal.