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Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

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PEDOFILIA NA INTERNET: Após um ano da prisão, irmão de Mução responde em liberdade


O humorista Mução também chegou a ser detido pela Polícia, mas foi liberado um dia depois, após seu irmão assumir a autoria dos crimes
FOTO: FÁBIO LIMA/ O POVO
Mução chegou a ser preso pela PF

Há um ano, o cearense Bruno Vieira Emerencianofoi preso pela Polícia Federal (PF) em Fortaleza, mas obteve um habeas corpus dias depois da detenção. O réu, que é irmão do humorista Rodrigo Vieira Emerenciano, conhecido comoMução, responde em liberdade pela acusação de ter cometido crimes de pedofilia na Internet, seguindo o artigo 241 da Lei nº8069 de 13 de julho de 1990, que diz:

Art. 241. Fotografar ou publicar cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente:
Art. 241. Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou internet, fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente: (Redação dada pela Lei nº 10.764, de 12.11.2003)

Mução também chegou a ser detido pela PF durante a operação chamada de Dirtynet, mas foi liberado um dia depois, após seu irmão assumir a autoria dos crimes. Segundo informações da Polícia Federal de Pernambuco, o pedido de prisão de Bruno ocorreu em cumprimento à ordem expedida pelo Juízo Federal da 13ª Vara da Seção Judiciária, em Recife, onde o acusado foi conduzido.

Bruno Vieira foi detido por agentes da PF no dia 23 de julho de 2012, quando deixava seu apartamento, no bairro Meireles, em Fortaleza. No entanto, quatro dias depois ganhou a liberdade em decorrência de um habeas corpus concedido pela Justiça. 

Segundo o advogado de defesa de Bruno Emerenciano, Paulo Quezado, a Justiça tem contra seu cliente "uma pequena denúncia". "Ele só compartilhou uma ou duas imagens (de pedofilia na Internet)". Ainda de acordo com Paulo Quezado, o processo tramita em segredo de Justiça. 

A última entrada no processo de Bruno consta no site do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), com sede no Recife, na data de 19 de fevereiro deste ano. Trata-se de uma Expedição de Ofício ao Juízo da 13ª Vara/PE.

O caso

Bruno Vieira havia assumido, no dia 29 de junho de 2013, a autoria dos crimes de pedofilia que levaram o humorista Mução à cadeia. Entretanto, somente após as investigações comprovarem sua responsabilidade, a Justiça determinou sua prisão. 

De acordo com a PF, Bruno admitiu que não só manipulava as senhas pessoais de Mução, como também criou e-mails e perfis de usuários do irmão, que utilizava para acessar e divulgar imagens contendo cenas de sexo explícito e pornográficas envolvendo crianças e adolescentes.

Segundo o advogado Paulo Quezado, o caso envolvendo o humorista está encerrado. "Ele não chegou nem a ser denunciado. Não teve nada contra ele. O próprio procurador reconheceu (sua inocência)", disse o advogado de defesa. 

À época, a delegada Kilma Caminha, responsável pelo caso em Pernambuco, havia solicitado a revogação da prisão temporária de Mução e retirou seu nome dos autos do inquérito policial.

Thadeu Braga
thadeu@opovo.com.br
Fonte: O Povo

Pedofilia:A Crueldade de um pedófilo que faz com uma criança


FILME COMPLOTO. 
Sinopse: pedofilia é uma história muito eletrizante e cheia de tensão, suspense e drama. 
Conta uma história de uma menina que estar brincando tranquilamente na frente de sua casa e é sequestrada por um homem desconhecido. 
O pai da menina vai correr desesperadamente para tenta resgata a sua da morte.

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE Perfil dos jovens peregrinos traça a diversidade da fé católica


Da Ordem Franciscana à Opus Dei, diversidade entre jovens católicos também se manifesta nas opiniões sobre relações homoafetivas, aborto e abusos cometidos por líderes religiosos
por Carla Santos, especial para a RBA 
LUCIANA WHITAKER/RBA
Católicos do Chile no Rio
Camila Estrada e seu grupo que veio do Chile para participar da Jornada Mundial da Juventude Católica, no Rio
Rio de Janeiro – Os peregrinos que se aventuraram pela cidade do Rio de Janeiro ontem (24) enfrentaram muita chuva e o dia mais frio do ano. Nem por isso deixaram as bandeiras de seus países em casa. Para além de diversas nacionalidades, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) reúne jovens de diferentes correntes religiosas e com posições divergentes sobre a moral cristã.
O casal de namorados da Indonésia, Hesha Erika Hardjono, 20 anos, e Mario Martin Somba, 25, levou quase três dias para chegar ao Brasil. “É uma longa viagem. Estamos cansados, mas a excitação é tão grande que a gente nem sente”, diz Mario.
Eles fazem parte de uma minoria de 3% de católicos em um país com cerca de 250 milhões de habitantes, 88% islâmicos. “Somos discriminados. Recentemente a nossa igreja foi queimada. O responsável não foi punido. Isso só aumentou a nossa fé religiosa”, explica Mario.
Estudantes da Universidade Católica de Jacarta, eles defendem a pílula do dia seguinte. “Nós somos muito pobres na Indonésia e a taxa de natalidade é altíssima. Por isso, não se fala em proibição do uso de contraceptivos; é uma forma de limitar o número de filhos por família”, e, acrescenta, “Abortar também é errado. Porém, não concordo que o Estado prenda que faz um aborto. Essa é uma questão entre a pessoa e Deus”.
Já para os religiosos envolvidos em pedofilia, assédio sexual ou corrupção, Mario defende a punição: “Mas não estou certo sobre como puni-los. O mais importante é que eles sejam um bom modelo para as pessoas da paróquia”.
Sobre casamento homoafetivo, o estudante de marketing diz: “A igreja não pode escolher com quem cada um quer casar e, se a pessoa quer ficar com alguém do mesmo sexo, é um direito dela, mas, como conservador, não apoio”. Pergunto: “E sexo antes de casamento?”. Apaixonados, o casal se entreolha por alguns segundos. É Mario quem responde: “A Indonésia é um país muito conservador. Faz parte da cultura a desaprovação do sexo antes do matrimônio”.
CC/LUCIANA WHITAKERJMJ Irmãs de Minas
À frente do grupo de irmãs que vieram do interior de Minas Gerais, Ana Paula de Almeida participa da Jornada de jovens católicos
O caminho de Ana Paula Pereira de Almeira, 26, foi completamente diferente dos namorados indonésios. Contra a vontade da mãe, aos 18 anos ela deixou o conforto de casa, em Barra Mansa, no interior do RJ, para fazer os votos de castidade, pobreza e obediência. “Desde criança quis ser religiosa. Então decidi seguir os passos de São Francisco e Santa Clara de Assis. Hoje trabalho com a educação de crianças pobres em Mateus Leme (MG)”.
Ela afirma que se a igreja decidisse apoiar o casamento homoafetivo, “como cristã, também apoiaria”. Sobre o aborto, a jovem acredita que “cabe à Justiça ver o que é certou ou errado sobre esta questão”. Quando o assunto é a pílula do dia seguinte, a irmã defende que é “uma decisão dos superiores maiores”: “A gente é apenas adepto daquilo que a Igreja coloca.”
Para Ana, a JMJ é “um grande movimento de fé e de união entre raças”. “Aqui somos todos iguais. A gente não tem discriminação. É uma esperança muito grande de um mundo melhor, igualitário, de justiça, de fraternidade e de paz. É o que a juventude quer, pede e espera”, conclui.

As diferenças entre Jesus e Maria

Moradoras de cidades fronteiriças, a paraguaia Diana Baez Molina e a argentina Maria Dolores San Martin fazem parte de uma caravana de 12 meninas da Opus Dei. Considerada uma das correntes mais conservadoras da Igreja Católica, a Opus Dei tem entre seus adeptos inúmeras figuras públicas em espaços de poder. Entre os brasileiros, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) é um dos mais conhecidos.
Sobre o aborto, “cada um sabe o que faz, porém o juízo é diante de Deus e não da Justiça”, alega Diana. O grupo também defende que haja uma punição rigorosa para religiosos que pratiquem pedofilia, assédio sexual e corrupção.
Peço para que alguém defina o que é a Opus Dei. “É tratar de santificar a vida, a nossa profissão e conhecer a Deus. Ser contrário ao uso de contraceptivos e ao homosexualismo é seguir Cristo. Se mudarmos o que foi Jesus, não estamos sendo cristãos. Se Cristo é a verdade, porque vamos mudar isso? Vamos seguir a verdade”, explica a conterrânea do papa Francisco.
Ironicamente, o estadunidense Jesus Hoe Cortes Montemayor, não compartilha das opiniões de Maria. Adepto do movimento de Schoenstatt, ele defende que “a juventude tem que revolucionar a igreja através do amor”. Aos 21 anos, o estudante de Administração de Empresas do Texas foi um dos poucos que carregou a cruz peregrina de 3,8 metros na cerimônia de abertura da JMJ, realizada na noite desta terça-feira (23). “Foi um orgulho tremendo.”
No que diz respeito ao aborto, reconhece o paradoxo da posição católica. “A Igreja entende que o aborto é contra a lei de Deus. Por outro lado, proclama a compaixão. Mais do que prender e oprimir, deve-se educar. Infelizmente, a Igreja não é favorável à contraceptivos”, lamenta. Quem merece cadeia, segundo Jesus, são os maus padres.
“A verdade é que a Igreja é muito lenta para julgar os casos [de pedofilia e corrupção]. A hierarquia da instituição não é como de uma empresa corporativa. É preciso ser muito mais transparente e efetivo com as punições. Queremos a justiça”, argumenta.
Para o sacerdote espanhol, Juan Pablo Moreno, 38 anos, o papa Francisco traz novidades para os católicos. “Realmente a Igreja tem que se abrir. Estamos em uma sociedade no século 21 e é preciso, pouco a pouco, abrir campos novos de modernidade que o papa, gradativamente, nos dirá.”

O Brasil fora da TV

Palmira Domingos e Maria Helena Capemba são uma das muitas jovens entre os 700 angolanos hospedados em escolas públicas, na Ilha do Governador, a 20km do centro do Rio. Majoritariamente católico, o país africano é fã de novelas brasileiras.
LUCIANA WHITAKER/RBAJMJ Angola
Grupo de jovens peregrinos angolanos participam da Jornada Mundial da Juventude e ampliam leque de opiniões sobre diversidades
“O canal da televisão pública está passando agora Passione”, informa Maria Helena. “Mas o Brasil das novelas não tem nada a ver com o país que estamos conhecendo agora. O namoro, a exposição do corpo, não é tanto quanto vemos nas novelas. Aqui é outra realidade”, diz.
Pela primeira vez no Brasil, Palmira afirma que Angola e Brasil tem “laços étnicos muito comuns, inclusive entre a juventude católica”. Ela confirma a fama que todos os outros entrevistados destacaram sobre a hospitalidade brasileira: “Estamos sendo tratados muito bem por todo mundo”, e torce para que o típico clima ensolarado retorne ao Rio: “Está muito frio”.
A Jornada Mundial da Juventude iniciou nesta segunda-feira (22) e segue até domingo (28) na capital fluminense. A organização recebeu 375 mil inscritos, vindos de 175 países, sendo 220 mil inscrições brasileiras. O evento, realizado a cada dois ou três anos, promove um encontro internacional de jovens católicos com o papa. A última edição ocorreu em 2011, em Madri, na Espanha, e reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, de mais de 190 países. O JMJ 2013 também marca a primeira visita do papa à América Latina desde sua nomeação, em 13 de março.

Integrante do grupo de mulheres que protestam seminuas é espancado


Membro do Femen é espancado, e ativistas seminuas recebem ameaça

Homem foi agredido e teve face deformada na sede do grupo em Kiev.
Ameaça foi para que feministas não protestem contra evento tradicional.

Do G1, em São Paulo
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Viktor Svyatsky ficou com o rosto deformado após ser agredido na sede do Femen em Kiev (Foto: AFP/Femen)Viktor Svyatsky ficou com o rosto deformado após ser agredido na sede do Femen em Kiev (Foto: AFP/Femen)
Um membro do grupo feminista de origem ucraniana Femen foi severamente agredido por um homem que invadiu a sede do grupo em Kiev. O cientista político Viktor Svyatsky aparece com a face inchada e sangrando, além de ter os olhos roxos, em fotos divulgadas pelo Femen nesta quinta-feira (25).
Segundo Svyatsky, o homem que o atacou prometeu que também agredirá as ativistas do grupo caso elas tentem impedir a celebração dos 1.025 anos do batismo de Kievan Rus, marcada para o sábado (27). As feministas costumam fazer protestos aparecendo seminuas e com os corpos pintados, protestando por diversas causas.
Kievan Rus era uma antiga federação composta por tribos eslavas do Leste Europeu, e países da região ainda carregam sua herança cultural. O evento de sábado deve contar com a participação do presidente russo, Vladimir Putin, e do patriarca Kiril.
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Estuprada por dezenas de homens no Egito: 'Estava em choque, não piscava'


“Os estupros no Egito são uma forma de impedir o direito das mulheres se manifestarem”

Yasmine El Baramawy foi estuprada em novembro do ano passado enquanto protestava na praça Tahrir. Foram repetidas vezes e por dezenas de homens. Veja o depoimento que a egípcia deu a Marie Clair


Yasmine El Baramawy decidiu não se calar e contou sua história como forma de ajudar outras mulheres. "O estupro é uma vergonha para o estuprador, não para o estuprado" (Foto: Arquivo Pessoal)
As manifestações em massa no Egito trazem outra coisa além das pessoas nas ruas desde a derrubada de Mohammed Morsi. No começo de julho, uma nova onda de abusos sexuais atingiu, ao menos, 91 mulheres, de acordo com a organização Human Rights Watch. E uma delas teve coragem de revelar o que sofreu.
A musicista Yasmine El Baramawy, de 30 anos, decidiu se manifestar desde o início dos protestos que invadiram o Egito. Em 23 de novembro do ano passado ela estava na icônica praça Tahrir quando foi atacada por, pelo menos, 15 homens. Passada a raiva e o medo de andar nas ruas de seu país, ela decidiu contar o que aconteceu com ela. “O estupro é uma vergonha para o estuprador, não para o estuprado”. Leia o depoimento de Yasmine para Marie Claire.
“Participei dos protestos desde janeiro de 2011 pedindo por justiça social e liberdade. O protesto no qual fui atacada era contra a declaração constitucional fascista de Morsi, publicada no dia 21 de novembro. Claro que às vezes sentia medo do perigo, principalmente quando as forças de segurança ou os bandidos nos atacavam. Mas nunca imaginei que pudesse ser estuprada ali.
O ataque aconteceu de repente no meio do gás lacrimogênio. Um homem me agarrou dizendo que estava me protegendo. Fiquei em choque, mas não com medo. Também senti muita raiva, mas nunca tive medo. O ataque começou com 15 homens. Em seguida, dezenas deles me estupraram com as mãos ou com objetos pontiagudos, mas não com o pênis. Depois, rasgaram minha roupa. Um deles veio com um canivete por trás e me estuprou.
Não conseguia nem piscar porque estava completamente em choque. Por várias vezes tentei me livrar deles e lutava de volta contra as agressões. Não sabia como aquilo terminaria, mas decidi lutar até que alguma coisa, qualquer coisa, acontecesse. Ou eu morreria ou alguém conseguiria me salvar.
Fui levada para uma região distante e eles continuaram me estuprando. Nesse bairro, uma mulher e seus vizinhos perceberam o que estava acontecendo e me ajudaram. Ela me puxou para cima de um carro e os parentes e vizinhos dela lutaram contra os agressores.
A musicista de 30 anos vai continuar participando dos protestos em Cairo (Foto: Arquivo Pessoal)
MARCAS NA ALMA
Por algum momento, desejei sair do Egito e nunca mais voltar. Esse sentimento permaneceu por alguns dias, mas depois desapareceu. Agora posso dizer quero ficar aqui. Depois de tudo o que aconteceu sei que fiquei mais forte e mais confiante. Claro quepenso nisso a maior parte do meu dia, mesmo tentando não pensar, até porque isso se transformou em algo público e tirou essa chance de mim. Mas, contar essa história para outras mulheres me permite ir esquecendo o que aconteceu aos poucos. Tive medo de andar pelas ruas do meu país por um período. Só que andei até que esse medo fosse embora. Depois do que aconteceu, a forma que encontrei de me proteger é andar em pequenos grupos. Assim, posso continuar participando dos protestos. E, sim,vou continuar até o fim.
DIREITO DAS MULHERES
Os estupros no Egito durante as manifestações são uma forma clara de impedir o direito de as mulheres se manifestarem. Este crime acontece apenas na praça Tahrir e contra manifestantes anti-Morsi. É uma forma de assustar as mulheres e suas famílias para que não se juntem aos protestos. Isso arruína a imagem dos revolucionários.
Sei que me transformei em um exemplo quando decidi revelar minha identidade e o que aconteceu. Divulgar a minha mensagem sobre o estupro não é um erro. A vítima não pode sentir vergonha disso. A vergonha deve vir de quem o praticou. Acho que a verdade ajuda a entender o tamanho real do problema como uma forma de encontrar uma solução adequada para isso. Se não soubermos do problema, nunca estaremos aptos para resolvê-lo.
Se eu encontrasse os homens que fizeram isso comigo, não seria violenta como eles foram. Simplesmente conversaria com eles. Tenho muitas questões sobre as mulheres na vida deles e sobre o jeito de eles pensarem. Tenho muitas perguntas que precisam ser respondidas e a principal delas é “Por que vocês ficaram rindo de mim?”.
Se eu pudesse dizer algo para mulheres que passaram o mesmo que eu, diria que não se machuquem pelo que aconteceu simplesmente porque algumas pessoas doentes tentaram prejudicá-las. Elas são as vítimas, não você. Gostaria de dizer tanto para os homens, quanto para as mulheres, que o estupro é uma vergonha para o estuprador, não para o estuprado. Nunca fiquei com vergonha. Acredito que esse é o meu destino e eu o aceitarei.”

Na luta contra o câncer, Oscar Schmidt recebe a bênção do Papa


'Se não resolver desta vez, não resolve mais', disse o ex-atleta.
Zico, Deco, Fabiana e Fabi, entre outros, também foram abençoados.

Mariucha MachadoDo G1 Rio
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Papa Francisco abençoa o atleta Oscar Schmidt (Foto: Reprodução GloboNews)Papa Francisco abençoa o atleta Oscar Schmidt (Foto: Reprodução GloboNews)
Papa Francisco abençoou esportistas brasileiros na manhã desta quinta-feira (25) em cerimônia fechada no Palácio da Cidade, na Zona Sul do Rio. O Papa recebeu uma camisa do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) das mãos do presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman, e deu a bênção a atletas como o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, que luta contra um câncer no cérebro (assista ao lado).
Ao encontrar Francisco, Oscar lhe deu a mão e se ajoelhou. O Papa então tocou em sua cabeça e lhe deu uma bênção. "Se não resolver desta vez, não resolve mais", disse Oscar. "A maior bênção que você pode ter é a bênção do Papa. Ele veio em um momento muito importante para o Brasil. O povo brasileiro é muito sofrido. A vinda dele é a cereja do bolo."
Oscar ainda brincou: "Eu nunca pensei que fosse gostar de um argentino. Ele é humilde demais!". Em seguida, emocionado, Oscar falou por telefone ao vivo no programa Encontro com Fátima Bernardes: "O Papa pode me dar a bênção, mas quem cura é a fé", disse Oscar, chorando muito.
O pontífice também deu a bênção às campeãs olímpicas de vôlei, Fabiana e Fabi, ao ex-jogador de futebol Zico; ao jogador Deco, do Fluminense; ao coordenador técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira; aos atletas paralímpicos Karla Cardoso e Guilherme Lima Sales; e ao iatista Lars Grael.
O Papa também abençoou as bandeiras olímpicas e paralímpicas. O Rio de Janeiro será sede dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paralímpicos em 2016.
Em seguida, o Papa Francisco recebeu a chave da cidade do Rio de Janeiro, de prata, confeccionada pela joalheria H. Stern. "Agora, de coração, vou a dar a bênção a todos vocês, a sua família, a seus amigos, a todos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E rezem por mim", disse o Papa na bênção no Palácio.
Papa recebe camisa do Brasil - GNews (Foto: Reprodução GloboNews)Papa recebe camisa do Brasil  (Foto: Reprodução GloboNews)
Cerca de 600 pessoas foram convidadas para participar do evento. Crianças de projetos sociais,  atletas e autotidades participaram da cerimônia. Fabiana e Fabi estava muito felizes com o convite.
As campeãs olímpicas de vôlei Fabi e Fabiana  (Foto: Mariucha Machado/G1)As campeãs olímpicas de vôlei Fabi e Fabiana
(Foto: Mariucha Machado/G1)
"Ele pediu que a gente levasse a bênção para todos os atletas. O meu coração está batendo diferente. A gente consegue passar atraves do esporte garra e determinação, e isso o Papa tem de sobra", disse Fabi. "Eu acho que todo mundo queria estar aqui neste momento. Eu faco parte de um grupo de jovens, e esta é uma oportunidade única para a gente refletir", disse Fabiana.
O coordenador técnico da Seleção Brasileira de futebol, Carlos Alberto Parreira, afirmou: "Eu tive o privilégio de ir ao Vaticano e cumprimentar um papa. Foi uma emoção inesquecível. Só a religião católica e o futebol são capazes de movimentar tanta gente. É muito bonito ver esta multidão nas ruas".
Guilherme de Lima Sales, atleta paralímpico, foi escolhido para entregar a chave da cidade para o papa. Está na cadeira de rodas há 11 anos. "Até agora não caiu a ficha. Só de vê-lo foi ótimo. Nem acreditei quando fui convidado".
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