Gisa Barros se destaca na Câmara com postura firme, independente e em defesa da população

Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

Mais de 120 crianças desapareceram em 5 meses em Cuiabá, diz polícia

Polícia acredita que maioria dos casos ocorre por brigas familiares.
Ajuda e informações da população auxiliam a encontrar crianças.

Do G1 MT
2 comentários
De janeiro a maio deste ano, 128 crianças de zero a 17 anos de idade desapareceram em Cuiabá, conforme dados da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Na maioria das vezes, segundo a polícia, o desaparecimento ocorre por desentendimentos familiares. Ainda de acordo com a DHPP, em todo o ano de 2012, 785 casos foram registrados na capital.
Em um dos casos de repercussão, a criança Ida Verônica, de oito anos de idade, foi levada de casa no dia 26 de abril, em Cuiabá. De acordo com a Divisão Anti-sequestro, da Polícia Civil, a menina foi retirada da residência onde morava, no bairro Goiabeiras, por um homem armado que se dizia estar interessado em comprar um terreno. A polícia investiga agora a possibilidade da menina ter sido levada para a Itália pelos pais biológicos.
“Levar a imagem da pessoa desaparecida para a população ajuda e muito, porque nós sabemos que as pessoas ,que porventura tenham visto aquela criança na foto, nos trarão a informação através do nosso telefone 197”, afirmou o delegado da Polícia Civil, Silas Tadeu Caldeira.
De acordo com o delegado é necessário que as pessoas se preocupem em conhecer os vizinhos. “Isso é importante porque [os vizinhos] possam ver algo de anormal, por exemplo, uma pessoa que não tinha uma criança e passa a ter uma ao seu lado. É preciso informar [a polícia] porque essa criança pode estar desaparecida ou até mesmo raptada”, explicou o delegado.
No final de maio, uma mulher de 29 anos foi presa após sequestrar um bebê recém-nascido, no Bairro Pedra 90. Para a polícia, a suspeita confessou que o menino seria morto e seus órgãos doados para uma família no exterior.
Para ajudar a procurar crianças desaparecidas, a Ong Amigos do Bem, formou voluntários que fixam cartazes de vítimas em pontos estratégicos da cidade. A equipe também montou um site para divulgar as fotos das crianças desaparecidas. Além disso, as famílias que passam pelo drama também podem preencher um cadastro informando as características da criança.
“Nós pegamos dados dos bancos de São Paulo, do Paraná e também de Cuiabá para nos fornecer a informação. E depois disso divulgamos em todos os estados”, concluiu o presidente da Associação Amigos do Bem, Sadi Oliveira Santos.
tópicos:

Menina de 18 meses da entrada em hospital do MT com indícios de abuso sexual

Foi registrado um boletim de ocorrência no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) de Rondonópolis, na noite do ultimo dia 06, por volta das 21 horas pelo conselheiro tutelar Ronny Erik Marques de Castro um possível ato de abuso sexual contra uma menina de 18 meses. 

Segundo informou a Polícia Militar, o conselho tutelar foi acionado pela médica Suihany Martins, no Hospital de Pronto Atendimento Infantil (P.A.I.), do Jardim Santa Marta assim que a menor deu entrada com sangramento vaginal. A médica examinou a criança e detectou que havia a hipótese de ter ocorrido algum tipo de abuso sexual. 

Ao questionar a mãe e a avó da criança sobre a rotina diária da família, ambas informaram que a menina fica diariamente, das 6h30 às 17 horas na creche Luiz Henrique Bulhões, no bairro Nossa Senhora do Amparo. Na tarde de ontem, por volta das 16 horas os responsáveis pela creche entraram em contato com a avó da criança informando que a mesma estava com um pequeno sangramento genital. 

Os responsáveis pela creche, entregaram a criança à família sem solicitar a presença do conselheiro tutelar, que assim que soube do fato, recorreu ao Cisc para registro do boletim de ocorrência. Vários exames foram feitos e não foi detectado nenhum tipo de infecção na criança.

O caso está sendo investigado pela Polícia Judiciária Civil de Rondonópolis.

MPE inicia procedimento investigativo de licitação de Mendes

Empresa de sócio do prefeito venceu a maioria dos lotes em Cuiabá

Reprodução
Clique para ampliar 
O promotor Mauro Zaque abriu procedimentos após reportagens
LAÍSE LUCATELLI
DA REDAÇÃO
O promotor Mauro Zaque deu início a um procedimento preparatório para investigar a licitação de R$ 9,5 milhões da Prefeitura de Cuiabá para locação de maquinários.

O certame foi alvo de questionamentos devido ao fato de a Trimec Construções e Terraplanagem Ltda., empresa que pertence a um sócio do prefeito Mauro Mendes (PSB), Wanderley Fachetti, ter vencido a maioria dos lotes, arrematando um contrato de R$ 3,6 milhões.

Ele já encaminhou uma notificação à Procuradoria Geral do Município solicitando informações sobre o certame, e aguarda a resposta da prefeitura para dar continuidade às investigações. O procurador-geral Rogério Gallo tem um prazo de 15 dias para responder.

“Desde que saiu a primeira notícia lançando suspeitas sobre essa licitação, começamos a acompanhar o caso. A primeira coisa que fiz foi mandar um ofício ao procurador do município pedindo informações. Dependendo da resposta, definiremos que caminho tomar”, disse Zaque.
"Desde que saiu a primeira notícia lançando suspeitas sobre essa licitação, começamos a acompanhar o caso"

O promotor, que coordena o Núcleo de Defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público, explicou que, após a resposta da prefeitura, o próximo passo provavelmente será distribuir o procedimento para que algum promotor do núcleo instaure um inquérito civil.

“Porém, se a prefeitura der uma resposta de forma tal que não fique dúvida sobre a regularidade do processo, podemos indeferir a investigação”, observou.

Além do procedimento no Ministério Público Estadual, o certame está sendo acompanhado por vereadores da Capital. Allan Kardec (PT) requereu à prefeitura informações sobre o fato de a Trimec ter sido a maior vencedora do pregão, e questiona a necessidade da locação de mais máquinas, já que a prefeitura dispõe de uma frota de 67 maquinários adquirida na gestão do ex-prefeito Chico Galindo (PTB).

Leia mais sobre o assunto:

Vereadores questionam aluguel de máquinas pela Prefeitura


Empresa alega fraude em licitação e aciona Prefeitura
MidiaNews

Ausência de representantes da Prefeitura é criticada em audiência

A audiência pública realizada na manhã dessa segunda-feira (10) para discutir a regularização fundiária em Cuiabá, principalmente no bairro Dr. Fábio II, onde houve ameaça de despejo na semana passada, foi marcada pela crítica dos presentes à ausência de representantes da Prefeitura no evento.

Praticamente todos os participantes foram unânimes em dizer que a ausência de representantes da Prefeitura prejudicou o debate. O mais criticado foi o secretário municipal de Cidades, Suelme Evangelista, responsável pela manobra que levou fiscais da Prefeitura a divulgarem uma suposta campanha de cadastramento para regularização fundiária na semana passada, quando ocorria, na verdade, notificação para que os moradores deixassem o local em 72 horas.

O vereador Onofre Júnior (PSB), primeiro vice-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, foi um dos que criticaram a ausência. “Eles deviam estar aqui, pois essa ameaça de despejo tirou o sono de muita gente. Se hoje estamos falando do Dr. Fábio II, amanhã isso poderá ser estendido a outros bairros”.
O vereador Wilson Kero-kero (PRB) afirmou que, mesmo sendo da base de apoio ao prefeito Mauro Mendes (PSB), não compactua com a operação desastrosa. “Não posso aceitar que um secretário do município tire sono de centenas de pais de família”.

Na mesma linha seguiu o vereador Dilemário Alencar (PTB). “Eu sou da base, mas não sou lesado. Por isso, vamos entrar com um pedido de convocação formal para que esse secretário de Cidades compareça aqui na Câmara e dê explicações à sociedade”.

Autor do requerimento para realização da audiência, o vereador Marcrean Santos (PRTB) afirmou que quantos vezes for necessário o Legislativo convocará a população para debater o assunto. “Esse é um tema de grande inclusão social, pois, sem regularização, o cidadão não pode usar eu imóvel como garantia num financiamento bancário e nem tem tranqüilidade que deve ter um verdadeiro proprietário”.

Autoridades também criticaram a ausência, como fez o presidente do Intermat, Afonso Dalberto. O defensor público-geral do Estado, Djalma Mendes, também compareceu, assim como o chefe do Núcleo de Regularização da Defensoria, Air Praeiro.

A presidente da Associação de Moradores do Bairro Dr. Fábio II, Maria Orlice, também criticou a Prefeitura. Alega que, depois de toda confusão, os representantes do Executivo foram à região sem qualquer comunicação prévia e não chamaram a entidade para discutir. “Eu mereço respeito. Fui eleita para comunidade e nem sequer me chamaram para participar da visita”. Também estiveram presentes dirigentes comunitários dos bairros Altos da Glória, Jardim Umuarama, Castelo Branco, São João Del Rey, São Francisco, Dr. Fábio II e Altos da Serra II, entre outros. 

O presidente da Federação Mato-grossense das Associações de Moradores de Bairros (Femab), Walter Arruda, conclamou o poder público a se unir e defender a moradia da população, pois esse representa um dos direitos fundamentais. Segundo Marcrean, cerca de 50% dos aproximadamente 250 bairros na Capital precisam regularizar suas áreas.
Secom Câmara

Prefeito Mauro Mendes presta última homenagem a jornalista

O prefeito Mauro Mendes, familiares, amigos e diversas autoridades políticas deram o último adeus ao jornalista e fundador do portal de notícias Olhar Direto, Marcos Coutinho. O enterro do empresário da comunicação foi realizado na manhã desta segunda-feira (10), no cemitério Bom Jesus de Cuiabá.
Marcos Coutinho faleceu em sua casa na madrugada do último domingo (09), aos 47 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ele chegou a ser socorrido por um de seus filhos, mas já chegou sem vida ao hospital.
Ele se foi, mas deixou uma história bonita. Foi o autor de reportagens corajosas e será sempre lembrado pela ousadia e coragem. Tenho certeza de que sua trajetória e seu exemplo vão inspirar muitos jovens jornalistas a seguir os seus passos, exercendo a profissão de maneira ética e responsável, declarou Mauro Mendes.
O secretário-adjunto de Meio Ambiente de Cuiabá, Zidiel Coutinho, prestou suas últimas homenagens ao primo e padrinho cantando, acompanhado de todos os presentes, a música Gostava tanto de você, do cantor Tim Maia.
O Marcos era um homem honesto, leal, companheiro e tinha um coração enorme. Sempre alegre e brincalhão, incentivava todos a apreciar música e leitura, duas de suas paixões. Ele se vai cedo, deixando boas lembranças e um grande exemplo para todos nós, disse Zidiel.
Marcos Coutinho deixa a esposa Maria Izabel Manfrin Coutinho Barbosa e três filhos Matheus Coutinho (23), Lucca Coutinho (20) e Joaquim Coutinho (17).
Autor: Renata Neves

Allan e demais vereadores criticam ausência de secretário em audiência

Ao participar da audiência pública nesta segunda-feira (10) que debateu a falta de regularização fundiária em dezenas de bairros da Capital e a tentativa da prefeitura de Cuiabá em despejar centenas de famílias de suas casas sem antes fazer um levantamento socioeconômico e o devido cadastramento em programas sociais, o vereador Allan Kardec (PT) reafirmou seu apoio aos moradores e criticou a ausência de um representante do Executivo no evento. 

Apesar da notificação oficial que foi expedida pela Casa de Leis à Secretaria de Cidades para que o secretário da pasta, Suelme Evangelista Fernandes participasse do evento, ele não compareceu e nem justificou a ausência deixando os cerca de 400 moradores que compareceram à audiência, vereadores e autoridades ali presentes, sem esclarecimentos quanto à política de regularização fundiária municipal e as ações de desapropriações que terras que o município pretende executar na atual gestão. 

 Até mesmo vereadores da base de apoio do prefeito Mauro Mendes, criticaram a ausência do secretário municipal de Cidades no evento. Isso porque Suelme Evangelista foi o responsável pelas notificações de despejo expedidas na semana passada que resultaram em confusão e muita polêmica fazendo o prefeito reconhecer o erro e recuar da ideia tornando sem efeito as notificações que haviam sido entregues de forma enganosa como sendo documentos para regularizar e melhorar a infraestrutura no bairro Doutor Fábio 2.  

Os parlamentares presentes na audiência afirmaram que não apóiam tal atitude, pois entendem que os moradores merecem respeito, principalmente porque saíram de suas casas para debater o assunto e dispostos a ouvir a posição do Executivo sobre as ações que podem ser colocadas em prática para cumprir com a função social que representa as moradias para essas famílias carentes. 
 “Mais uma vez o Executivo deixa de cumprir, no mínimo com sua obrigação regimental quando há uma audiência pública requisitada pela Câmara com convocação do Executivo. Estamos tristes pela ausência do Executivo que teve uma conversa no bairro, após a confusão gerada entre os moradores, mas aqui é registrado, fica nas notas taquigráficas e tudo que foi falado fica como um compromisso firmado”,  disse Kardec.

O parlamentar agradeceu a presença da Defensoria Pública, do Intermat, de mais da metade dos vereadores da Casa e de moradores do Doutor Fábio 2 que lotaram as galerias da Câmara, mas lamentou a atitude do Executivo “Acho que a ausência da Prefeitura foi um erro fatídico nessa administração”, afirmou Allan ressaltando que a Câmara continuará ao lado do povo e seguirá com a luta para ajudar os moradores carentes que lutam pelo direito à moradia digna. 

Mesmo sendo da base do prefeito, o vereador Dilemário Alencar também criticou a ausência do Executivo e classificou como “falta de respeito”. Garantiu ainda que convocará, na sessão desta terça-feira (11), o secretário Suelme Evangelista  que por sua vez será obrigado a ir na Câmara prestar esclarecimentos sobre a política de regularização fundiária de Cuiabá. 
 

Fonte: Assessoria

SONHANDO ALTO Valtenir diz que pode entrar na disputa pelo Governo de MT

Cotado dentro do PSB Valtenir diz que irá acatar qualquer decisão que o partido tomar

RepórterMT
Mesmo sem chances, Valtenir já fala em disputar PaiaguásMesmo sem chances, Valtenir já fala em disputar Paiaguás
JOÃO RIBEIRO 

O presidente do diretório regional do PSB, deputado federal Valtenir Pereira, admitiu que pode entrar na disputa pelo Palácio Paiaguás no ano que vem. Ele disse que,  durante as reuniões com a cúpula socialista seu nome vem sendo indicado para disputar o cargo. Em entrevista ao RepórterMT,  o parlamentar disse que acata qualquer decisão que o partido tome.
 
“Sou soldado do PSB e qualquer decisão que meu grupo político definir eu vou acatar. Minha bagagem política me deixa confortável para uma possível disputa”, explicou Valternir.

Mesmo com a decisão de indicar um nome para a disputa pelo Governo, o partido ainda não sabe se vai ter candidato próprio em 2014. A liberação depende do diretório nacional do PSB. Por isso, Valtenir destaca que, nos próximos dias terá uma reunião com o presidente do partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para tentar convencê-lo da participação majoritária no próximo pleito.


Mato Grosso não faz parte da lista apresentada por Eduardo, que mostra os dez estados com possibilidades reais de lançar uma candidatura ao governador.

Para convencer a cúpula nacional de que o partido virá forte no próximo pleito, podendo assim indicar um nome para suceder o governador Silval Barbosa (PMDB), Valtenir argumenta que está intensificando os trabalhos no interior para montar uma chapa com candidatos fortes para as vagas de deputado estadual e federal, podendo assim ter a liberação.

“Só neste fim de semana visitamos sete municípios do estado. Em setembro deste ano, vamos terminar esses trabalhos e só depois iremos analisar o grupo. Assim podemos sentar com a cúpula nacional e mostrar a certeza que estamos fortes para uma disputa majoritária”, analisou.

Duas vezes eleito deputado federal, Valternir já tentou ser prefeito de Cuiabá, em 2008. No entanto, teve uma atuação pífia, ficando em 4º lugar, atrás de Wilson Santos, Mauro Mendes e Walter Rabello. 

Depois de complicações, Maninho de Barros foi transferido para São Paulo e passou por cirurgia

Foto:Foto: VG Notícias
Clique na imagem para ampliar
Depois de complicações, Maninho de Barros foi transferido para São Paulo e passou por cirurgia
por Edina Araújo/VG Notícias
O ex-prefeito interino e atual vereador do PSD de Várzea Grande, Maninho de Barros, está internado no Hospital Central Towers, em São Paulo, Capital, desde o último dia 27 - e ainda ficará mais uma semana sob cuidados médicos. A informação é da esposa do parlamentar, Cláudia Barros, à reportagem do VG Notícias.
Segundo Cláudia, Maninho tinha um anel gástrico no estômago há muitos anos, para emagrecer, por conta de complicações, foi necessário uma cirurgia para retirada do anel. A cirurgia foi feita já no dia 27 quando o vereador chegou a São Paulo.
“A cirurgia era para ser realizada em Cuiabá, no Hospital Jardim Cuiabá, onde Maninho estava internado, mas os médicos não quiseram mexer e encaminharam para especialistas em São Paulo. A cirurgia foi bastante delicada e ele terá que ficar mais uma semana em repouso. Assim que receber alta Maninho vai retornar as atividades parlamentares”, finalizou Cláudia Barros.

CARNAVAL DE SALVADOR REGISTROU ALTO ÍNDICE DE TRABALHO INFANTIL

O Carnaval de Salvador é conhecido internacionalmente por sua alegria e por reunir milhares de pessoas durante o período da festa. Mas, existe um aspecto estarrecedor em relação ao festejo: o trabalho infantil ficou em primeiro lugar na lista das violações dos direitos das crianças e adolescentes. Dos 2.526 registros de atendimento, 1.314 foram neste segmento, ou seja, 58% do total realizado no período da folia baiana.
Os dados foram apresentados na última quarta-feira (29), por técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), instituição responsável pelo Observatório de Violências e Acidentes do Estado da Bahia, no Salão Azul da Fundação Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador.
As situações observadas foram de violência sexual, violência física, trabalho infantil, abandono, negligência, uso de substâncias pisicoativas, discriminação racial, tráfico de pessoas e ato infracional cometido por adolescentes, todas registradas nos atendimentos por instituições governamentais e não-governamentais, parceiras do Observatório da Sedes.
Entre as considerações finais apresentadas pelo relatório das violações dos direitos das crianças e adolescentes no Carnaval 2013, em Salvador, uma foi considerada das mais importantes. “As campanhas de prevenção da violência contras as crianças e adolescentes no Carnaval têm tido foco na violência sexual, quando o trabalho infantil parece ser o problema maior nos megaeventos”.
Amostragem
Para Arielma Galvão, presidenta do Fórum de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador (Fetipa), os dados catalogados servem para se ter uma “amostra” do que será quando da realização da Copa das Confederações em junho e a Copa do Mundo em 2014.
“São dados surpreendentes e que servem para que a rede de atenção às crianças e adolescentes possa se preparar, visando os próximos megaeventos em Salvador. Também, vimos com os dados a necessidade de intensificarmos a fiscalização; a atuação junto às famílias; e a articulação com os meios de comunicação, no sentido de massificar as campanhas de combate e erradicação ao trabalho infantil na Bahia”, afirma


JEAN WYLLYS CRIA PROJETO DE LEI PARA PROTEGER A CRIANÇA DO TRABALHO ARTÍSTICO

Além reforçar o combate ao trabalho infantil com alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente e na CLT, o deputado propõe regras mais rígidas para a atuação de crianças na área artística
Tramita na Câmara dos Deputados desde o início do ano um projeto de lei cujo objetivo é impedir que se criem brechas legais para o trabalho exercido por crianças e adolescentes com menos de 14 anos de idade – o que se torna viável na condição de aprendiz segundo a versão atual do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA 8.069/90). A ênfase do projeto (PL 4968/2013) está na alteração do artigo 60 do ECA, que diz respeito à participação artística da criança e do adolescente.  O deputado federal Jean Wyllys (P-Sol/RJ), autor do PL, afirma que o principal objetivo é criar medidas protetivas para meninos e meninas envolvidos com produções como novelas e filmes, cujas atuações elogiadas muitas vezes são fruto de exaustão e sofrimento nos bastidores. A mudança do ECA também se adéqua à atual redação da Constituição Federal, que institui a idade de 16 anos como mínima para a admissão do trabalho.
No PL de Jean, a participação artística infanto-juvenil antes dos 14 anos de idade conta com uma lista de exigências. Em primeiro lugar, a criança só pode participar da obra se não for possível substituí-la por um adolescente de 16 anos. E caso participe, deve contar com um alvará concedido pela autoridade judiciária do trabalho, incluindo a solicitação formal dos pais ou responsáveis e o consentimento do Ministério Público do Trabalho (MPT). O alvará precisa ainda especificar o limite de horas, o local adequado, o acompanhamento médico, o reforço escolar, entre outras medidas que protejam crianças e adolescentes da situação do trabalho.
Já a anulação de parágrafos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, 5452 de 1º de maio de 1943), evita que o trabalho infantil seja justificado pela necessidade de providenciar ajuda à renda familiar. A causa do deputado não surgiu à toa. Jean Wyllys teve a infância dedicada ao trabalho a partir dos 10 anos de idade. “Para mim essa é uma pauta muito cara. Tive uma família que viveu em situação de miséria, e a necessidade impunha que eu ajudasse minha mãe, mas ao menos ela nunca quis me tirar da escola”, conta o deputado. A seguir, saiba mais sobre a proposta na entrevista concedida por Jean Wyllys ao Portal dos Direitos das Crianças e Adolescentes da Bahia.
Portal DCA: Há um grande destaque de suas ações voltadas para a questão LGBT na imprensa nacional, o que o motivou a elaborar o projeto de lei contra o trabalho infantil?
JEAN WYLLYS: Sou um defensor dos direitos humanos, incluindo o direito da criança e do adolescente. Não tem como não tocar nesse tema. Como diz Arnaldo Antunes em uma de suas músicas: “Todo mundo foi neném e teve infância.” Eu tive que trabalhar cedo por viver em situação de pobreza. Por isso o trabalho infantil é um tema muito caro para mim. Além disso, atuo em outras questões ligadas à infância e adolescência. Sou vice-presidente da CPI contra a exploração sexual infantil e toco o Plenarinho [projeto em que estudantes sugerem um projeto de lei e se tornam deputados por um dia na Câmara dos Deputados, em Brasília] desde que me tornei deputado. A imprensa dá mais visibilidade à minha atuação na questão LGBT porque não há quem fale publicamente sobre isso.
DCA: Quais ou qual a alteração mais significativa proposta em seu projeto de lei?
JW: Quando a gente fala em trabalho infantil, pensa na criança explorada nas ruas, na carvoaria, nos sinais de trânsito. E no enfrentamento desse tipo de trabalho infantil o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) já é muito bom. Mas a gente não pensa na atuação da criança em campanhas de publicidade ou novelas da TV como trabalho infantil. Não pensa no impacto que geram na vida da criança. Meu projeto fala especialmente desse tipo de trabalho infantil. Um exemplo, com todo o respeito que tenho por Fernando Meirelles [diretor de cinema], é o do menino que chora quando leva um tiro na mão no filme Cidade de Deus. Ele chegou a esse resultado porque a diretora de elenco disse que sua mãe havia morrido. A gente não conhece os bastidores e não pensa no impacto desse tipo de atitude sobre a vida da criança. Ela precisa ser preservada de cenas como essa e do conjunto do filme, seu tempo no estúdio deve ser limitado, ela precisa se alimentar e descansar, entre outros cuidados que garantam seus direitos. Sempre trabalhei como jornalista na OAF [Organização de Auxílio Fraterno] e tive essa preocupação. Agora, como parlamentar, é minha chance de materializar esse projeto.
DCA: O trabalho infantil doméstico este ano é tema da campanha mundial contra o trabalho infantil da OIT. Como o Sr. acha que isso pode ser combatido?
JW: Quando atuei como jornalista, escrevi uma matéria sobre atividades laborais culturais que dependem do aprendizado desde muito cedo, através do ensinamento dos pais. Uma delas é a cerâmica de Maragogipe. Por isso, o trabalho infantil doméstico é um problema que precisa ser discutido com cuidado. É preciso traçar uma linha clara entre a transmissão do trabalho, como no caso da cerâmica, e a exploração doméstica. A resposta para isso é identificar a quantidade de horas em que a criança faz aquela atividade, e a autonomia dela para deixar de participar quando cansar. Ela deve ter prazer em fazer isso. Não vejo problema nenhum em uma mãe e um pai lavarem louça com os filhos, como forma de educação doméstica e assimilação de responsabilidades. Desde que não se imponha como obrigação e não retire da criança o direito de brincar e de se apropriar ludicamente do mundo. Até começar a trabalhar, tive uma infância muito pautada para o lúdico. Brincava de ciranda, de picula. Quando minha mãe ia lavar roupa no rio, a gente ajudava, mas também ficava nadando e brincando. Até aí o meu brincar foi garantido, mas a partir dos 10 anos, eu vendia produtos na rua. Depois trabalhei em bar, que é inadequado para crianças, e em gráfica, mas nunca deixei de ir à escola.
DCA: O projeto já tramita desde o início do ano. Quais são as perspectivas de aprovação?
JW: O projeto é um consenso. Já estive em reunião com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e com a Secretaria dos Direitos Humanos, ambos a favor. Além disso, o deputado federal Rogério Carvalho (PT/SE) já topou ser o relator do projeto.

Governador sanciona campanha de combate à pedofilia


Governador sanciona campanha de combate à pedofilia

Download

Vítima de pedofilia relata 10 anos de abusos em livro

Vítima de pedofilia relata 10 anos de abusos em li
Foto: diculagação/ Direito a inocência
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a pedofilia está entre os diversos transtornos de preferência sexual. Os pedófilos são pessoas adultas, homens e mulheres, que sentem desejo por crianças que geralmente não atingiram a puberdade ou estão no início da vida adolescente.
Publicidade
Considerada por algumas pessoas como uma doença e por outros como perversão sexual, a pedofilia está cada vez mais presente nos noticiários, nas ruas e principalmente, na internet.
Segundo psicólogos especialistas em agressão infantil de Michigan, nos Estados Unidos, cerca de 80% dos casos de abuso sexual de crianças acontecem dentro da própria casa: pais, padrastos e tios estão na lista dos principais agressores.
A escritora e socióloga Ângela Chaves (49) lançou o livro "Lágrimas de Silêncio" para contar a história de terror que viveu dos sete aos 17 anos, quando foi abusada pelo próprio pai e pelo irmão mais velho. Ela conta que o pai era violento e a fazia ingerir bebidas alcoólicas até ficar embriagada para depois ter relações sexuais com ele.
Para piorar, aos 15 anos, Ângela teve uma filha do pai e, aos 17, outra do irmão. Sem saber o que fazer e desolada com a situação que vivia, a escritora fugiu de casa e acabou se prostituindo para obter o próprio sustento. A autora acredita que os estragos causados pela pedofilia são permanentes, mesmo fazendo tratamento psiquiátrico há oito anos.
Grande parte das crianças e adolescentes que são vítimas da pedofilia sofrem em silêncio. Por isso, é importante prestar atenção no comportamento dos filhos. O psicólogo clínico, terapeuta sexual e professor da Faculdade Santa Marcelina, Breno Rosostolato, conta que a melhor maneira de proteger os filhos é a prevenção. "Oriente e estabeleça um espaço de diálogo entre você e seus filhos e participe ativamente na rotina deles: pergunte como foi na escola, o que aconteceu durante o dia, as brincadeiras feitas etc."
Mesmo com a vida agitada que muitos pais levam, saindo cedo de casa e chegando só no início da noite, é importante tirar um tempinho para acompanhar de perto os filhos na internet. Breno esclarece: "A internet é o local onde acontecem os maiores casos de encontros e crimes de pedofilia. A participação dos pais na vida virtual dos filhos é muito importante, pois as crianças e os adolescentes podem acessar qualquer site e conteúdo. Procure saber o que estão acessando: chats, redes sociais, conteúdo adulto."
Os pais devem fazer esse acompanhamento, mas sem invadir o espaço do adolescente. "Pergunte quem são as pessoas com quem ele conversa, o que ele anda lendo e acessando. E coloque limites em relação ao horário, virar a madrugada na internet não é bom", aconselha. "Existem mecanismos de prevenção que os pais podem adotar: bloquear determinados sites para não serem acessados, assim como programações de TV", completa.
Já no caso das crianças, o cuidado deve ser maior. "Elas devem brincar e aproveitar a infância. Caso acessem a internet, estipule um limite de no máximo uma ou duas horas, mas fique ao lado para acompanhar e orientar", diz o psicólogo.
Breno ainda diz: "É imprescindível a criança ou o adolescente abusado ter acompanhamento com um psicólogo. O trauma para a criança é algo eterno e que pode durar eternamente nas lembranças. O ato sexual ou a tentativa é uma ruptura para a criança que acaba criando um universo antecipadamente, por isso é tão difícil."
No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 241, estabelece a pena de detenção de um a quatro anos e multa para quem fotografar ou publicar cena de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança e adolescente.
Denuncie:
A denúncia pode ser feita pelo disque 100 - Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.
- Polícia: em caso de flagrante, a polícia deve ser acionada imediatamente.
-Conselhos tutelares: se for confirmado o fato, o Conselho deve levar a situação ao conhecimento do Ministério Público.
- Varas da Infância e Juventude: em municípios onde não há Conselhos Tutelares, as
- Varas da Infância e Juventude podem receber as denúncias.
- Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente e Delegacias da Mulher também podem receber queixas.

Pela Internet
- Centro de Defesa da Criança e do Adolescente www.cedeca.org.br
- Campanha Nacional de Combate à Pedofilia na Internet www.censura.com.br
- Departamento da Polícia Federal: aceita denúncia clicando em "fale conosco" ou pelo e-mail dcs.dpf.gov.br
- Ministério da Justiça: aceita denúncia pelo e-mail crime.internet@dpf.gov.br ou em "fale conosco" no site www.mj.gov.br
- Rede Nacional de Direitos Humanos: www.rndh.gov.br
- Agência de Notícias dos Direitos da Infância: www.andi.org.br/denuncie
Por Thaís Santos (MBPress)

Empresário acusado de pedofilia em Vitória da Conquista aguarda habeas corpus para se apresentar

A Justiça ainda não informou sobre o pedido de habeas corpus do representante comercial Paulo Ricardo Lobo, acusado de estuprar seis adolescentes em Vitória da Conquista. O pedido foi encaminhado para o Tribunal de Justiça da Bahia na última sexta-feira (07) e deverá ser protocolado ainda hoje (10).

Em Vitória da Conquista o mesmo pedido foi protocolado na semana passada na 2ª vara crime. Aqui no município, a expectativa é que o pedido de revogação seja julgado nesta semana. A justiça expediu o mandado de prisão preventiva de Paulo Ricardo Lobo na semana passada e desde então o acusado encontra-se foragido. O advogado do acusado disse que Paulo Ricardo Lobo ainda não se apresentou à polícia com medo de represálias dentro do presídio, já que os detentos punem severamente os acusados por esse tipo de crime

Câmara vota projeto contra a prostituição infantil

Projeto propõe cassação de alvará de locais que permitirem prostituição infantil e pedofilia...
Crédito: Flávio Ulsenheimer/ Assessoria
A Câmara votou nesta segunda-feira (10), o Projeto de Lei nº 90/2013 que determina a cassação dos alvarás de funcionamento de estabelecimentos que permitirem a prática ou fizerem apologia à prostituição infantil ou à pedofilia no município.
O autor da medida, Gugu Bueno (PR), inclui nos locais previstos as casas de diversão, boates, casas de show, hotéis, motéis, pensões, bares, restaurantes e estabelecimentos congêneres. Na justificativa apresentada pelo vereador, estão presentes dados do Ministério da Justiça que mostram que a prostituição infantil está presente em todas as capitais brasileiras e em muitas cidades do interior.
Entre os principais fatores que corroboram com este problema social estão a pobreza e o turismo sexual. A exploração sexual infantil está presente em 16,88% dos municípios brasileiros, ou seja, em 937 das 5.551 cidades pesquisadas.
O projeto volta amanhã para última apreciação e votação do Legislativo.

SANÇÃO Emanuel Pinheiro tem lei sancionada para combater tráfico de pessoas

Fablicio Rodrigues/ALMT
Dep. Emanuel Pinheiro - PR
As ações de combate ao tráfico de seres humanos em Mato Grosso contam com mais um aliado, após a sanção da Lei estadual nº 9908/2013, pelo governo Silval Barbosa (PMDB), no mês passado. A iniciativa que partiu de um projeto de lei do deputado Emanuel Pinheiro (PR), na Assembleia Legislativa, institui o Dia de Combate ao Tráfico de Seres Humanos no território mato-grossense e estipula o dia 18 de outubro como data base de manifestações contra esse tipo de crime. No projeto de lei, o parlamentar justifica a medida como ferramenta primordial ao tráfico de humanos que há tempos, se tornou um mercado lucrativo que movimenta uma grande quantia de dinheiro no Brasil e no mundo.
Segundo informações das Nações Unidas, o tráfico internacional de pessoas perde em lucratividade para o tráfico de drogas e contrabando de armas.  As redes criminosas atuam sobre a vulnerabilidade das pessoas, a maioria mulheres e crianças que são vítimas de ações cruéis e de escravidão moderna.
Os índices dessa modalidade de crimes contra o ser humano, preocupa a OIT (Organização Internacional do Trabalho) que tem prestado particular atenção ao impacto sobre o trabalho do tráfico de seres humanos e da migração irregular.
Alguns estudos têm focado as origens do tráfico, mecanismos de recrutamento, rotas do tráfico, fatores de procura e as formas de exploração nos principais setores da atividade econômica. A investigação tem, também, analisado as respostas legislativas e de políticas com o objetivo de apoiar o papel das instituições que operam no mercado de trabalho nos programas nacionais de combate ao tráfico.
Mais informações
Secretaria de Comunicação
3313-6310

Média de estupro em SE é de 37 casos/mês

Dado se refere apenas aos atendimentos prestados na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes.
Média de estupro em SE é de 37 casos/mês
No mês passado, o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) instaurou 37 inquéritos policiais de crimes de estupro de vulneráveis e três de estupro em adolescente com mais de 14 anos e menos de 18 anos de idade. No ano passado, foram instaurados 18 inquéritos de estupro; 85 estupros de vulnerável, e um estupro de vulnerável tentado, isto é, apesar de não ter acontecido o estupro, o acusado teve a pretensão de fazê-lo e o crime não se consumou por razões alheias à sua própria vontade. 

De 2004 até 2012, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes atendeu 3.025 casos de violência sexual. Parece pouco, mas não é. Destes, 84% dos casos foram com adolescentes e 16% com adultos. Para se ter uma ideia, em 2004 foram atendidos somente 76 casos de violência; no ano passado foram 452, uma média de 37,67 casos por mês.

Ainda segundo dados da Maternidade, a maior incidência é de casos envolvendo o sexo feminino, foram 89,25%; principalmente com vítimas de 11 a 17 anos, 62%. Nesse período, 26,80% dos casos foram de abuso e 21% estupro. Aracaju é o município com mais incidência de casos de violência contra a criança e o adolescente, 33,33%. Seguido de Nossa Senhora do Socorro, 11,14%; Lagarto 5,22%; São Cristóvão, 4,81%, Itaporanga D'Ajuda 4,21% e Estância com 3,11%.

Os dados mostram ainda que, na maioria dos casos, as crianças e adolescentes tinham proximidade com o autor do crime e os conheciam muito bem. Segundo as estatísticas, 82,42% eram conhecidos das vítimas; 14% eram padrastos; 10,84% pais e 11,57% vizinhos.

Nas vítimas adultas, a maior incidência também é com o sexo feminino, sendo 98,42% dos casos registrados, 60,73% são solteiras, e 43,45% das mulheres têm de 21 a 30 anos. E 56,54% das vítimas não conheciam o agressor. Nas vítimas adultas, a capital sergipana também lidera no número de casos, foram 39,79% nesse período. Seguido de Canhoba, 14,13%; Nossa Senhora do Socorro, 7,85% e São Cristóvão 7,85%.

Lei do estupro mais severa
De acordo com a delegada do DAGV, Lara Schuster, pela lei é considerado estupro, atos libidinosos ou conjunção carnal; a partir de 2009 com a lei 12.015 houve uma mudança na legislação. "Antigamente ato libidinoso era uma coisa e conjunção carnal era outra. Hoje em dia as duas condutas foram unificadas, tanto faz a prática de um ato libidinoso, que pode ser até um beijo, dependo da intenção. Se a intenção for a satisfação da lascívia, já configura um ato libidinoso então já se caracteriza como estupro. Hoje em dia atos que não eram considerados estupro, agora já são. Outra diferença nessa lei, é que antes só a mulher era vítima de estupro, mas hoje tanto a mulher como o homem podem ser vítimas de estupro", explica a delegada.

Schuster explica que o procedimento inicial realizado com as crianças e adolescentes que chegam à delegacia é encaminhá-las à perícia para que sejam coletadas provas o quanto antes. Segundo a delegada, está sendo feito um convênio com a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) para que toda criança vítima de violência sexual vão ser encaminhadas para lá. Atualmente, as crianças são encaminhadas ao DAGV, Instituto Médico Legal (IML) e MNSL, onde são feitos os procedimentos para doenças sexualmente transmissíveis e aborto se tiver gestação.

"Se o fato ocorreu recentemente é possível coletar material para exame de DNA. Alguns tipos de atos libidinosos deixam vestígios, mas vestígios que somem rapidamente. Como uma marca no pescoço, uma lesão anal e que somem pode cicatrizar rápido, e por isso que a gente tem essa preocupação", alerta.

Na maternidade Nossa Senhora de Lourdes, também é feito o acompanhamento psicológico das vítimas e no caso da criança e adolescente é feito no CREAS João de Deus. "Se o fato for praticado por alguém próximo ao adolescente, que tenha uma relação familiar a gente também encaminha para o juizado da infância e da juventude para tomar as medidas de retirada de poder, de abrigamento da criança se não houver outro parente que ela possa ficar em segurança, e também é oficiado na infância e da juventude".

A delegada confirma que a maioria dos casos de estupro é praticada por alguém próximo a criança, já no caso de adolescentes, o estupro praticado é geralmente praticado pelo namorado, pois a lei diz que relação sexual com menor de 14 anos é estupro de vulnerável. "Mesmo que haja o consentimento, o consentimento da vítima não é considerado válido. Nós temos muitos casos que são instaurados em que uma menina, de 11, 12 anos, teve relação com o namorado e a lei entende que isso é considerado estupro e a gente instaura procedimento", diz.

Não existe apenas em Aracaju uma delegacia especializada nesse crime. Os municípios sergipanos de Nossa Senhora do Socorro, Lagarto, Estância e Itabaiana também existem. Lara Schuster reforça que nos municípios onde não existem essas delegacias, os procedimentos são feitos pela delegacia da área e, a depender do caso, pode ser avocado paro o DAGV em Aracaju.

Principais sinais 

Segundo Patrícia Lima, referência técnica Estadual Vigilância, Prevenções e Violências de Acidentes de Trânsito da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, as famílias precisam ficar atentas quanto aos sinais que as crianças podem apresentar enquanto são abusadas como, por exemplo, agressividade, baixo rendimento escolar, insegurança, etc. "As famílias precisam orientar as crianças e abrir o espaço para o diálogo com elas. Nos acompanhamentos das crianças percebemos que o medo de apanhar da mãe ou o medo das mães não acreditarem no que elas dizem é as maiores causas do silêncio das crianças, por isso a orientação e a conversa são muito importantes", pontua Patrícia Lima.

Ainda segundo Patrícia, a escola é um grande aliado na descoberta desses casos. "Há uma diferença entre a vítima criança e os adolescentes vítimas de violência sexual. A criança geralmente sofre de abuso crônico, que é quando ela já está sendo abusada há algum tempo. Por isso que a escola, a comunidade e o Conselho Tutelar são muito importantes, pois a gente toma conhecimento desses casos por esse caminho", alerta.

Qualificação do atendimento

Segundo Patrícia Lima, o serviço de atendimento à criança com violência existe desde 2004 na MNSL e segue todos os critérios do Ministério da Saúde. "Estamos avançando para a qualificação desse atendimento. No ano passado houve a assinatura de um termo com o Ministério da Justiça, Ministério Público e com outros órgãos onde a gente está se preparando para realizar o exame pericial na Maternidade no momento do primeiro atendimento para crianças e adolescentes. Isso serve para evitar que a criança e o adolescente não sejam submetidos a um novo exame".

Lima explica que, no momento do atendimento a uma vítima de abuso sexual, é gerado um boletim de ocorrência online que vai para as delegacias, tanto para a Coordenadoria de Polícia do Interior (Copci) como para a Coordenadoria das delegacias da Capital (Copcal), onde automaticamente o delegado do distrito da localidade da vítima vai ficar atento e vai esperar o agressor aparecer. "A delegacia emite um BO, autoriza a emissão do laudo e o Ministério Público também é alertado sobre o caso", explica.



10 mil vão protestar contra “Bolsa Estupro” em SP

Relator da proposta diz que a opção por realizar o aborto não será eliminada e que o auxílio financeiro não pode ser vinculado ao crime.
Aprovado na quarta-feira, 5, na Comissão de Finanças da Câmara, o projeto que visa a instituir o Estatuto do Nascituro – que dá direitos ao embrião e cria incentivos com o objetivo de evitar abortos mesmo em casos que hoje são autorizados – vem sofrendo oposição nas redes sociais. Pelo Facebook, cerca de 10 mil pessoas confirmaram até a manhã desta segunda-feira, 10, presença em um protesto que será feito no sábado, 15, às 13h, na Praça da Sé, em São Paulo.
De acordo com o projeto, nascituro é o ser humano concebido, mas ainda não nascido. O Ato Contra o Estatuto do Nascituro será pacífico e terá distribuição de panfletos e falas de militantes feministas engajadas na luta pela legalização destuproo aborto, segundo as organizadoras, que administram a página “O machismo nosso de cada dia” no Facebook.
As organizadoras interpretam que, de acordo com o Estatuto do Nascituro, as grávidas de alto risco e mulheres estupradas não terão mais o direito de fazer o aborto. De acordo com o Código Penal, no artigo 28, não se pune o aborto praticado por médico nos dois casos.
“O estatuto prevê uma mudança constitucional que sustenta a ideia religiosa de que um agrupamento de células humanas recém-fecundadas constituiriam uma vida, preservada e com seus direitos que deveriam ser assegurados pelo Estado. Nessa lógica, uma mulher que tenha sido estuprada e já com condições férteis para a procriação seria obrigada a dar à luz, correndo o risco de ser punida legal e judicialmente caso optasse pelo aborto – assegurado pelo Estado atualmente”, diz a organização, por e-mail.
Elas também criticam a determinação de que o nascituro gerado em um estupro deverá ter assegurada pensão alimentícia – que será de responsabilidade do genitor infrator, se identificado; se não, o pagamento será feito pelo Estado. Essa pensão alimentícia tem sido chamada, por uns, de bolsa-estupro.
O relator da proposta, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou na quarta-feira, 5, que a opção por realizar o aborto não será eliminada e que o auxílio financeiro não pode ser vinculado ao crime. “Querer tipificar o auxílio pelo crime é um erro social, o que estamos fazendo é dando uma opção para a mulher vítima desse crime ao permitir que o Estado dê assistência e auxílio a ela e à criança, caso a mulher opte por ter o filho”, disse Cunha.
Na página do evento, uma estudante de 21 anos disse que, por problema de saúde, não pode utilizar anticoncepcionais e, por isso, teme a aprovação do projeto. “Caso esse estatuto seja aprovado, a minha camisinha estourar por acidente e eu engravidar, eu vou ter que manter o bebê e ter a chance de sangrar até a morte na hora do parto/cesária porque se não eu vou presa. Quão justo parece para uma garota que tem a vida pela frente e sempre se cuidou (e muito)?”, disse Julia Taddeo.
Clandestino
As organizadoras do Ato Contra o Estatuto do Nascituro dizem que o aborto clandestino é uma das maiores causas de mortes maternas no País e que são a favor do aborto até a 12ª semana de gestação, com embasamento no parecer do Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciado em março. Outras entidades da classe médica, porém, não estão de acordo com o CFM. “Queremos desviar o debate sobre a descriminalização do aborto do campo moralista religioso e levá-lo para o campo da saúde pública. É falha a nossa ideia e realidade de estado laico”, dizem.

CASA DE ACUSADO DE ESTUPRO É INCENDIADA EM ARAÇATUBA

A casa do agricultor de 57 anos, preso na madrugada de domingo (9) acusado de estuprar uma adolescente de 14 anos, no assentamento rural Hugo Erédio, no Córrego Azul, em Araçatuba, foi incendiada ainda durante a tarde de ontem.

A polícia já tem pistas de um morador que pode ter sido o responsável pelo incêndio criminoso. Segundo informações do boletim de ocorrência, a porta da casa foi arrombada e todos os cômodos e móveis destruídos.

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado para conter o fogo, mas não houve tempo de evitar o prejuízo total na residência do acusado.

Fonte: www.diariotupa.com.br – Jornal Diário de Tupã

Polícia investiga acusação de estupro contra deficiente mental em Bofete

A Polícia Civil investiga uma acusação de estupro contra uma deficiente mental de 26 anos, em Bofete, região de Botucatu (100 quilômetros de Bauru). Segundo o boletim de ocorrência (BO), registrado neste sábado (8), a vítima estaria grávida do próprio padrasto.
O episódio tomou conhecimento policial após a irmã da deficiente constatar a gravidez e questioná-la. A vítima, então, teria confessado que sofria abuso sexual do padrasto há cerca de cinco anos e que ele estaria em processo de separação da esposa e mãe da vítima.
Após tomar conhecimento da acusação, a polícia fez patrulhamento e localizou o suspeito, que acabou confessando o crime.
Ainda de acordo com o BO, o caso seria registrado na delegacia da cidade na manhã desta segunda-feira (10).