vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.
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Imagem 40/57: 27.01.2013 - Parentes aguardam no Centro Desportivo Municipal de Santa Maria para identificação dos corpos das vítimas do incêndio na boate Kiss. Mais de 200 pessoas morreram tragédia MAISWilson Dias/Agência Brasil
Após o incêndio o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que deixou 233 mortos e 92 feridos, muitos famosos se solidarizaram com as famílias das vítimas e publicaram mensagens no Twitter. Confira:
Giovanna Lancellotti – “Que tragédia esse Incêndio... :( Que Deus dê força e conforte o coração das famílias ..Os seguranças da boate não deixavam as pessoas saírem de lá, porque não PAGARAM? Isso é brincadeira, né? Pelo amor de Deus, que absurdo. Ia fazer muita
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diferença o pagamento das pessoas.. A boate quase não teve prejuízo, né ? Fico revoltada com isso... As pessoas acabaram pagando a boate com a própria vida.. Triste!” Rodrigo Andrade – “Acordei e acabei de ler a notícia sobre o incêndio no RS. Que Deus abençoe as famílias, os feridos e os que desencarnaram...”
Paloma Bernardi – “Jesus! Que Deus dê força para todos os familiares dessa tragédia no Sul!”
Samara Felippo – “Meu Deus! Que tragédia em Santa Maria/RS! Que Deus receba essas 245 pessoas em paz! Meus sentimentos às famílias desses jovens!”
Gustavo Leão – “Domingo muito triste! Muita força para todos que perderam alguém nessa tragédia! Que Deus possa confortar todos vocês!”
Fernando Meligeni – “Meu Deus, que triste o que aconteceu em Santa Maria. Meus sinceros sentimentos aos amigos e familiares das vítimas que estavam na boate”.
Leonardo Miggiorin – “Que tristeza o que aconteceu na boate em Santa Maria! Chocante! Meus sentimentos a todos os envolvidos... Dia triste pra todos nós”
Serginho Groisman – “Acabo de saber da tragédia em Santa Maria. Sofrimento profundo de todos e meus sentimentos para os pais e amigos”.
Preta Gil – “Meus sinceros sentimentos aos familiares das vítimas do incêndio em Santa Maria, no RS, fiquei chocada!”
Murilo Rosa – “Meu Deus, chocado com o que aconteceu em Santa Maria. Que tristeza, a pergunta agora é porque um lugar sem saída de emergência, estava aberto?”
Segundo relatos das autoridades locais, a maior parte das vítimas morreu por sufocamento
27/01/2013 - 20:24
Velório das vítimas de Santa MariaFoto: Terra
Com um saldo parcial de pelo menos 233 mortos e mais de 100 feridos, a tragédia da boate Kiss, em Santa Maria (RS), já é considerado o segundo maior incêndio da história do Brasil. O desastre supera o incêndio do Edifício Joelma, em São Paulo, e perde em número de vítimas apenas para a tragédia do Gran Circus Norte-Americano, em Niterói (RJ).
O incidente da madrugada deste domingo ocorreu durante uma festa universitária na boate Kiss, no centro de Santa Maria, município localizado na região central do Rio Grande do Sul. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo teve início às 2h30, enquanto centenas de pessoas assistiam à apresentação de uma banda.
Segundo relatos das autoridades locais, a maior parte das vítimas morreu por sufocamento. Um segurança que trabalhava no local no momento do incêndio afirmou que muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou.
Incêndio no Edifício Joelma chocou o País
A tragédia de Santa Maria supera, em número de vítimas, o incêndio do Edifício Joelma, em São Paulo, que deixou 187 mortos em 1974. No dia 1º de fevereiro daquele ano, o Brasil assistiu horrorizado às imagens de pessoas que, no desespero diante da impossibilidade de serem resgatadas, decidiram se atirar de janelas do prédio de 25 andares.
Inaugurado três anos antes, o edifício ardeu em chamas após um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado do 12º andar. A presença de material inflamável permitiu que o incêndio se alastrasse rapidamente pelos demais pavimentos. Em poucos minutos, os ocupantes do prédio comercial ficaram impossibilitados de acessar as escadarias, que foram bloqueadas pelo fogo e pela fumaça densa. Dos mais de 750 ocupantes do edifício, 187 morreram e mais de 300 ficaram feridos.
Tragédia do Gran Circus deixou mais de 500 mortos
O maior incêndio do País, porém, ocorreu no dia 17 de dezembro de 1961, durante a apresentação do Gran Circus Norte-Americano em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Mais de 3 mil pessoas lotavam a grande tenda de espetáculos quando o fogo teve início. Em poucos minutos, todo o teto de parafina derreteu sobre o público. Em meio ao pânico generalizado, dezenas de pessoas foram pisoteadas pela multidão e por uma elefanta do circo, que fugiam em direção ao lado de fora.
A escalada do número de vítimas - inicialmente, foram contabilizados 300 mortos, posteriormente ampliados para 400 até chegar ao número oficial de 503 - provocou comoção mundial, e diversos países, como Argentina e Estados Unidos, além do Vaticano, contribuíram com o envio de equipes médicas e insumos para o tratamento das vítimas.
Apesar de diversos relatos de precariedade das instalações, a responsabilidade pelo incêndio recaiu sobre um ex-funcionário do circo que havia sido demitido após dois dias de trabalho na montagem da estrutura. Supostamente sofrendo de distúrbios mentais, Adílson Marcelino Alves, o Dequinha, teria arquitetado a vingança de atear fogo ao negócio de seu ex-empregador com a ajuda dos amigos José dos Santos, o Pardal, e Walter Rosa dos Santos, o Bigode.
Em outubro de 1962, Dequinha foi condenado a 16 anos de prisão com seis anos de internação em manicômio judiciário, Bigode foi condenado a 16 anos com um ano em colônia agrícola e Pardal, sentenciado a 14 anos de prisão com dois anos em colônia agrícola. Menos de um mês após fugir da prisão, em 1973, Dequinha acabou assassinado.
Tragédias se repetem em todo o mundo
O incêndio na boate Kiss também é uma das maiores tragédias recentes em todo o mundo. Um caso emblemático ocorreu no dia 30 de dezembro de 2004, em Buenos Aires, capital da Argentina, quando 193 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas em um incêndio na discoteca República Cromañón. As chamas teriam começado quando fogos de artifício lançados pelo público atingiram o teto. As saídas de emergência estavam fechadas, e o acidente motivou o governo a endurecer as regras de segurança das boates.
O maior incêndio em casa noturna que se tem notícia no mundo ocorreu em 28 de novembro de 1942, na boate Cocoanut Grove, em Boston, nos Estados Unidos, que tirou a vida de 491 pessoas. No dia 27 de dezembro de 2000, um incêndio em uma discoteca de Luoyang, na China, matou outras 320 pessoas. Mais recentemente, em 2009, 156 pessoas morreram e outras 10 ficaram feridas no incêndio de um clube noturno em Perm, na Rússia, também causado por fogos de artifício.
Recebo informações de fontes do corpo médico do Hospital de Clínicas sobre o estado de saúde de Cristina Peiter, de Casca/RS, que estava na boate incendiada em Santa Maria e foi transferida para tratamento em Porto Alegre. Como jornalista e casquense, procuro compartilhar até para ajudar os familiares e quem busca notícias. Não há quem não esteja tocado por esse caso.
Cristina apresenta um estado estável, embora grave. De todos os internados na instituição e que foram vítimas da mesma tragédia, é a paciente com mais chances de recuperação. Mesmo assim, o risco ainda é alto especialmente em função dos órgãos respiratórios. As queimaduras na parte superior do corpo também são significativas, mas esse não é o principal problema no momento. As demais funções vitais respondem bem.
As informações são extraoficiais, mas minhas fontes são fidedignas. O pai Astor Peiter, com quem acabei de conversar, confirmou o contexto. Está esperançoso, agradecendo a solidariedade e pedindo oração.